Os membros não têm medida [mínima]: mesmo menos que uma azeitona do morto, e menos que uma azeitona da carniça, e menos que uma lentilha do réptil, contaminam com sua respectiva impureza.
Mishná breve, quase uma nota técnica, que prepara o terreno para a mishná seguinte — a mais longa e detalhada do capítulo, sobre os 248 membros do corpo humano. A regra geral de impureza por contato exige uma medida mínima de substância para contaminar: o tamanho de uma azeitona (kazayit) para carne de cadáver ou de carniça, o tamanho de uma lentilha (ka'adashá) para o réptil. Mas essa exigência de medida mínima vale apenas para pedaços de carne desconexos, sem forma orgânica própria. Um membro inteiro e completo — com carne, tendões e ossos em sua configuração natural — contamina mesmo que seja fisicamente menor que essas medidas mínimas, precisamente porque sua completude estrutural, e não seu volume, é o que importa para a lei.
Rambam explica: disse [a mishná] que esta medida mínima não se aplica ao membro inteiro em si, pois ele contamina mesmo com menos que a medida exigida, desde que seja um membro completo — e isto é verdade; saiba-o.
Sobre “os membros”: é necessário que neles haja carne, tendões e ossos, e só assim é considerado um membro. E a mishná trata tanto do membro arrancado de um ser vivo quanto do membro proveniente de um morto.