Uma mancha do tamanho de um grão, com um fio que sai dela: se ele tem em sua largura duas fiações de pelo, ele a vincula ao pelo branco e ao alastramento, mas não à carne viva. Duas manchas com um fio que sai de uma para a outra: se ele tem em sua largura duas fiações de pelo, ele as une; e se não, não as une.
A mishná introduz o caso do “fio” — uma faixa estreita de pele afetada que se estende para fora dos limites de uma mancha do tamanho mínimo exigido (um grão). Se esse fio tem a largura de duas fiações de pelo, ele é tratado como extensão da própria praga para dois dos três sinais: se nele aparecer pelo branco, a mancha é certificada impura; e, se ele alastrar ao fim da semana, também certifica impura por alastramento. Mas não vale para o sinal da carne viva, que exige — como já se viu na mishná anterior — que a carne apareça cercada e reunida dentro dos limites da própria mancha, e não numa extensão estreita como o fio. O mesmo princípio da largura de duas fiações de pelo decide também se um fio que liga duas manchas separadas as une numa só praga, sujeitas ao mesmo julgamento, ou se permanecem duas pragas independentes.
Isto é claro e compreensível; e convém que o guardes sempre, para que eu não precise repeti-lo: em todo lugar em que se diz “mancha” (baheret), é a título de exemplo, e não há diferença, em nenhuma das leis, entre a mancha e as demais oito aparências — quatro puras e quatro mescladas — cuja descrição já precedeu. Sabe isto.
Sobre “ele a vincula ao pelo branco e ao alastramento”: pois, se naquele fio há pelo branco, ele a certifica definitivamente impura; ou, se alastrou junto ao fio ao fim da semana, é impura. Mas se não há na largura do fio duas fiações de pelo, e há nele pelo branco, isso não certifica impuro, pois não é considerado parte da praga. E, do mesmo modo, se alastrou junto ao fio que não tem em sua largura duas fiações de pelo, isso é considerado como alastramento distante da praga, e exige o tamanho de um grão.
Sobre “mas não à carne viva”: pois, mesmo que haja na largura do fio duas fiações de pelo, a carne viva que nele estiver não certifica impura, pois a carne viva precisa estar cercada no meio da praga, como uma fortaleza no meio da cidade.
Sobre “ele as une”: e são julgadas como uma única praga; se uma delas alastrou minimamente, ou nasceu pelo branco numa delas, certifica-se impuras ambas.
Sobre “e se não, não as une”: e são julgadas como duas pragas; se uma alastrou e a outra não alastrou, certifica-se impura definitivamente uma e enclausura-se a outra. E disso decorre que, quando for purificado, precisará trazer dois sacrifícios.