Há na carne viva o que não há no alastramento, e há no alastramento o que não há na carne viva. Que a carne viva certifica impura desde o início, e certifica impura em qualquer aparência, e não há nela sinal de pureza. Há no alastramento — que o alastramento certifica impuro em qualquer quantidade, e certifica impuro em todas as pragas, mesmo fora da própria praga — o que não há assim na carne viva.
Depois de comparar pelo branco e alastramento, a mishná repete a mesma estrutura para o segundo par de sinais: carne viva e alastramento. A carne viva compartilha com o pelo branco duas vantagens sobre o alastramento — certifica impuro já no primeiro exame, sem esperar uma semana, e o faz em qualquer aparência de carne (clara, escura ou avermelhada), sem nunca servir de sinal de pureza. O alastramento mantém as mesmas duas vantagens já vistas: certifica impuro em qualquer extensão mínima, e vale para todas as seis categorias de pragas, inclusive fora dos limites da mancha original — o que a carne viva, que precisa estar dentro da própria praga, jamais faz.
Já mencionamos que a carne viva não certifica impuro à parte, senão dentro da própria praga, como já se explicou, e que sua medida não é menor que quatro grãos de cevada, que é o tamanho de uma lentilha; e ela é sinal de impureza somente nas pragas da pele da carne e nas pragas de calvície posterior e frontal. E a carne viva, seja qual for sua aparência, é impura por si mesma; e isto não ocorre no alastramento. E, se entendeste o que já precedeu, na halachá anterior a esta se te explicará tudo o que dissemos.
Sobre “em qualquer aparência”: isto é, na aparência da própria carne, seja escura, seja clara, seja avermelhada.
Sobre “certifica impuro em qualquer quantidade”: mas a carne viva exige o tamanho de uma lentilha.
Sobre “fora da praga, o que não ocorre na carne viva”: pois a carne viva precisa estar dentro da própria praga.