Vem ao fim da semana e vê: se voltou, derruba a casa — suas pedras, suas madeiras e toda a terra da casa — e leva para fora da cidade, a um lugar impuro (ali). O alastramento próximo é impuro em qualquer medida. E o distante, como um grão. E o que retorna nas casas, como dois grãos.
Esta última mishná do capítulo trata do estágio final do processo: depois que as pedras marcadas foram arrancadas e substituídas, e a casa rebocada com pedras e terra novas, o sacerdote retorna ao fim da semana para uma nova inspeção. Se a marca reaparecer nesse estágio — sinal de que a impureza não foi removida com a substituição parcial —, a casa inteira deve ser demolida: não apenas as pedras marcadas, mas todas as suas pedras, suas madeiras e toda a sua terra, que devem ser levadas para fora da cidade, a um lugar impuro. A mishná fecha estabelecendo as três medidas de alastramento (pisyon) aplicáveis às casas, paralelas às já vistas para a pele e para as vestimentas: o alastramento contíguo à marca original é impuro em qualquer medida, por menor que seja; o alastramento que aparece separado, sem contiguidade, precisa ter ao menos o tamanho de um grão; e a marca que retorna depois de já ter sido considerada curada precisa ter, desde o início, o tamanho de dois grãos — a mesma medida mínima exigida para a primeira aparição de uma marca de casa.
“E derrubará a casa, suas pedras, suas madeiras e toda a terra da casa; e levará para fora da cidade, a um lugar impuro” (Vayikrá 14:45).
Isto é como o que já precedeu nas marcas das vestimentas, e o mesmo vale também para as marcas das casas: eis que a marca alastrou nas paredes da casa; e quando o alastramento nas paredes da casa não é contíguo à marca original, é necessário que haja uma marca do tamanho de um grão, como explicamos. E disse também, quanto à marca que retorna (Vayikrá 14:43): “e se a marca voltar a brotar na casa” — que se segue a medida das marcas das casas, que é de dois grãos de comprimento e um grão de largura, conforme estabelecemos neste capítulo.
Sobre “vem ao fim da semana”: depois de rebocar a casa, volta e a isola novamente; e se, ao fim da semana, a marca retornou, derruba a casa.
Sobre “o alastramento próximo”: que alastrou próximo à marca.
Sobre “e o que retorna, como dois grãos”: pois está escrito “e se a marca voltar” — como alguém que diz “fulano voltou ao seu lugar”; e a marca das casas, no início, só contrai impureza com dois grãos, como dissemos.
Com esta sétima mishná, encerra-se o Perek Yud-Bet de Massechet Negaim. O capítulo abriu passando da tzaraat das vestimentas para a tzaraat das casas, estabelecendo que somente as casas de judeus em Eretz Israel contraem essa impureza, e excluindo as formas de construção não fixadas à terra ou sem quatro paredes (12:1). Exigiu que as quatro paredes sejam feitas de material apto à impureza, e que a casa já esteja constituída de pedras, madeiras e terra no momento em que a marca aparece (12:2). Registrou o debate entre Rabi Yishmael, Rabi Akivá e Rabi Elazar bar Rabi Shimão sobre o número mínimo de pedras suscetíveis (12:3), e completou as medidas mínimas de madeira e terra, excluindo as paredes de cocho e de divisão, e também Jerusalém e o território fora da terra de Israel (12:4). Descreveu o procedimento de inspeção da casa — a linguagem cautelosa do dono ao sacerdote e o esvaziamento prévio de todo o conteúdo, com o debate entre Rabi Yehudá, Rabi Shimão e Rabi Meir sobre sua razão (12:5). Detalhou o isolamento feito à entrada da casa, sem que o sacerdote entre nela, e a remoção e substituição das pedras marcadas, com a máxima sobre o vizinho que ajuda a arrancar as pedras mas não o reboco (12:6). E fechou com a demolição completa da casa cuja marca retorna, e as medidas do alastramento próximo, distante e recorrente (12:7).
O estudo da Mishná prossegue agora para o Perek Yud-Guimel de Massechet Negaim, que continuará as leis da tzaraat das casas.