A sétima e última mishná do Perek Vav fecha o capítulo fixando o número de peneiras usadas para refinar a farinha de cada oferenda comunitária — treze para o omer, doze para as duas fogaças, onze para o pão da proposição — e traz a posição de Rabi Shimon, que rejeita qualquer número fixo em favor do critério de a farinha estar plenamente peneirada.
O omer era peneirado com treze peneiras; as duas fogaças, com doze; e o pão da proposição, com onze. — Continuando o tema da mishná anterior, agora se fixa não a quantidade de grão, mas o grau de refinamento exigido de cada farinha: quanto mais peneiras, mais fina e pura a farinha resultante. O omer, feito de cevada nova e mais grosseira, exige o maior número de peneiras — treze; as duas fogaças, de trigo novo, exigem doze; e o pão da proposição, de trigo já seco e naturalmente mais fino, exige apenas onze.
Rabi Shimon diz: não havia medida fixa; antes, trazia-se flor de farinha peneirada quanto necessário, como está dito: “E tomarás flor de farinha e a assarás” — até que esteja peneirada quanto necessário. — Rabi Shimon discorda de toda a contagem precisa de peneiras, entendendo que a Torá não fixa um número, mas apenas uma qualidade final: a farinha deve estar plenamente peneirada, seja com quantas peneiras forem necessárias para isso. Sua prova vem do versículo sobre o pão da proposição, que fala simplesmente em “tomar flor de farinha e assá-la”, sem mencionar número de peneiras — do que ele deriva que o critério decisivo é o resultado, não o processo.
Rambam explica que "peneira" é termo conhecido, e que cada uma das treze peneiras do omer era mais fina que a anterior, numa sequência progressiva. Observa que, mesmo não peneirando exatamente esse número, ou não extraindo o omer de exatamente três seá, ou o décimo de exatamente uma seá — como explicado na halachá anterior — a oferenda não fica desqualificada; todas essas medidas são apenas preceito ideal (mitzvá), não requisito indispensável (le-akev). E a halachá não segue Rabi Shimon, que nega qualquer medida fixa, mesmo como preceito ideal.
הָיָה מְנֻפֶּה בִּשְׁלֹשׁ עֶשְׂרֵה נָפָה. זוֹ לְמַעְלָה מִזּוֹ. וְכָל זֶה לְמִצְוָה אֲבָל לֹא לְעַכֵּב, שֶׁאִם הֵבִיא עֹמֶר עִשָּׂרוֹן מֵאַרְבַּע סְאִין אוֹ שֶׁהֵבִיאוֹ מִשְּׁנֵי סְאִין, לֹא פָּסַל:
רַבִּי שִׁמְעוֹן אוֹמֵר לֹא הָיָה לָהּ קִצְבָּה. דַּאֲפִלּוּ לְכַתְּחִלָּה לֹא נָתְנוּ חֲכָמִים קִצְבָּה מִכַּמָּה סְאִין חִטִּין אוֹ שְׂעֹרִין מְבִיאִין עֹמֶר וּשְׁתֵּי הַלֶּחֶם וְלֶחֶם הַפָּנִים, אֶלָּא רוֹאִין בַּסֹּלֶת שֶׁתְּהֵא מְנֻפָּה כָּל צָרְכָּהּ וְדַיּוֹ. וְאֵין הֲלָכָה כְּרַבִּי שִׁמְעוֹן:
Bartenura confirma que cada peneira era mais fina que a anterior na sequência, e que todo esse detalhamento é preceito ideal, não requisito indispensável: se alguém trouxesse o omer com décimo extraído de quatro seá, ou de duas, a oferenda não estaria desqualificada. Sobre a posição de Rabi Shimon, explica que ele nega que os Sábios tenham fixado, mesmo idealmente, quantas seá de trigo ou cevada usar para o omer, as duas fogaças ou o pão da proposição — olhando apenas se a flor de farinha está peneirada o quanto necessário, e nada além disso. A halachá não segue Rabi Shimon.
Rashi observa que o número de treze peneiras para o omer é halachá le-Moshe mi-Sinai — uma tradição transmitida a Moshé no Sinai, sem base direta no texto bíblico. Sobre a prova de Rabi Shimon a partir do versículo "e tomarás flor de farinha e a assarás", explica que o sentido é que a farinha deve estar peneirada quanto necessário, de modo que seja flor de farinha limpa e pura no momento de ser assada.