Em Chanuká, "os príncipes". Em Purim, "E veio Amalek". Nos primeiros dos meses, "E nos primeiros dos vossos meses". Nos ma'amadot, na obra da Criação. Nos jejuns, bênçãos e maldições. Não se interrompe nas maldições, mas um só lê todas elas. — Em cada dia de Chanuká lê-se a passagem sobre as oferendas trazidas pelos príncipes das tribos por ocasião da inauguração do Tabernáculo; em Purim, o relato do ataque de Amalek; em Rosh Chodesh, a passagem sobre as oferendas adicionais desse dia; nas semanas dos ma'amadot, o relato da Criação do mundo; e nos dias de jejum público, a passagem das bênçãos e maldições. Nesta última, ao contrário de todas as demais, não se divide a leitura entre vários leitores — um único leitor deve ler a seção inteira das maldições, sem interrupção, para não dar a impressão de que cada leitor está sendo amaldiçoado individualmente.
Na segunda e na quinta e no Shabat pela tarde leem conforme sua ordem regular, e isso não conta como progresso na sequência, pois está dito: "E falou Moshé os tempos determinados do Eterno aos filhos de Israel" — o preceito é que cada um leia em seu próprio tempo. — Nas leituras regulares de segunda-feira, quinta-feira e na oração da tarde de Shabat, lê-se o início da próxima porção semanal, mas essa leitura não avança a sequência — na semana seguinte, retoma-se do mesmo ponto em que se ficara no Shabat de manhã, e não do ponto onde a leitura de segunda ou quinta havia parado. O versículo de Vayikrá ensina que o preceito de cada tempo determinado é ser lido em seu próprio momento, e não antecipado.
É de "e não te enfades" (אַל תָּקֹץ) que a Guemará deriva, por meio de um jogo de palavras com "קְצִיצָה" — cortar —, que não se deve "cortar" a leitura das maldições em pedaços, dividindo-a entre vários leitores: quem interrompe dá a impressão de que sente repulsa pela leitura, precisamente o oposto do que a repreensão divina exige de quem a recebe. Por isso um único leitor deve percorrer a seção inteira das maldições sem pausa, mostrando que a aceita como vinda de Deus e não como algo de que se deva fugir — e essa mesma seção, segundo a Guemará, deve ser lida em tom baixo e sussurrado, como sinal de humildade diante da severidade do seu conteúdo.
Rambam remete ao tratado Taanit para a ordem detalhada da leitura dos ma'amadot e explica o motivo de se ler a Criação do mundo.
Bartenura explica por que se lê o relato da Criação nos ma'amadot; Rashi detalha por que não se interrompe a leitura das maldições e o sentido de "não conta como progresso".
No Shabat que cai durante Chanuká, a leitura complementar dos Profetas é a passagem sobre a visão da menorá de ouro em Zecharia — escolhida por sua conexão temática direta com o milagre da luz que caracteriza a festa de Chanuká.
"Nos ma'amadot, na obra da Criação" — porque, segundo a tradição, é graças às oferendas do Templo que céus e terra se mantêm firmes em existência; por isso, os representantes de cada ma'amad, que jejuavam e oravam pela boa aceitação das oferendas oferecidas em seu nome naquela semana, liam o relato da própria Criação, ligando o sustento do mundo à continuidade do serviço do Templo. A ordem exata dessa leitura — um dia da Criação por cada dia da semana — está detalhada no último capítulo do tratado Taanit.
"Não se interrompe nas maldições" — como se explica: não se dividem entre dois leitores diferentes, mas um único leitor lê todas elas do início ao fim, sem pausa entre um leitor e outro, para que ninguém pareça estar sendo especificamente apontado ou amaldiçoado pela divisão da leitura.
"E isso não conta como progresso na sequência" — quando chega o Shabat seguinte, a comunidade retorna e relê, na oração da manhã, o mesmo trecho que já havia sido lido na tarde do Shabat anterior e nas leituras de segunda e quinta-feira daquela semana — essas leituras intermediárias servem apenas de antecipação, não de avanço definitivo na sequência semanal, que só progride de fato no Shabat de manhã.