Não há entre o zav que teve duas emissões e o que teve três senão a oferta. — O homem que teve fluxo em duas ocasiões e o que teve em três estão igualmente impuros em todos os aspectos — tornam impuro tudo em que se deitam ou se sentam, e ambos precisam contar sete dias limpos antes de imergir —, mas apenas o que teve três emissões está obrigado a trazer, depois de purificado, a oferta de pássaros prescrita pela Torá.
Não há entre o leproso enclausurado e o leproso declarado senão descobrir a cabeça e rasgar as vestes. — O leproso ainda em observação, aguardando o veredito do sacerdote, e o leproso já formalmente declarado impuro são iguais quanto ao envio para fora do acampamento e quanto ao grau de impureza que transmitem; diferem apenas em que o declarado deve deixar os cabelos despenteados e rasgar suas roupas, sinais de luto que o enclausurado não precisa fazer.
Não há entre o purificado a partir da clausura e o purificado a partir da declaração senão o corte de cabelo e as aves. — Ambos, ao serem purificados, imergem em água e assim cessam de contaminar objetos por contato; mas apenas quem foi formalmente declarado leproso precisa, além da imersão, raspar todo o corpo e trazer as duas aves da purificação — ritual que o purificado direto da clausura dispensa.
A Torá reserva o rasgar das vestes e o descobrir da cabeça, sinais externos de luto, apenas para o leproso "em quem estiver a chaga" — isto é, o já formalmente declarado impuro, a quem se aplica também o versículo "e habitará só, fora do acampamento estará sua habitação" (Vayikrá 13:46). O leproso ainda enclausurado, aguardando os sete dias de observação, já é enviado para fora do acampamento como o declarado, mas ainda não recebeu o veredito final que o classifica como "aquele em quem está a chaga" — por isso não assume os sinais de luto. Quanto à purificação, a Torá exige tosquia completa e duas aves apenas de quem "sarou da chaga da lepra" a partir do estado de declarado (Vayikrá 14:2-9); o purificado diretamente da clausura, cujo caso é mais leve, dispensa esse ritual completo e basta-lhe lavar as roupas e imergir.
Rambam remete ao tratado Pêssach para os detalhes do zav de duas e três emissões, e define os termos "enclausurado" e "declarado".
Bartenura detalha as regras de contagem das emissões do zav e o motivo pelo qual o purificado da clausura dispensa tosquia e aves; Rashi explica por que o texto bíblico distingue "enclausurado" de "declarado".
"Duas emissões": seja num único dia, seja em dois dias consecutivos — e da mesma forma três emissões, seja num único dia, seja em três dias consecutivos, ou duas num dia e uma no dia seguinte. "Senão a oferta": o zav que teve duas emissões não está obrigado a trazer a oferta de pássaros; mas quanto a tornar impuro tudo em que se deita ou se senta como fonte primária de impureza, mesmo sem tocar diretamente, e quanto à contagem de sete dias limpos a partir de quando cessa o fluxo, os dois casos são iguais.
"Não há entre o purificado da clausura e o purificado da declaração senão o corte de cabelo e as aves": pois a respeito de tosquia e aves está escrito "e eis que sarou a chaga da lepra do leproso" — este versículo exclui o enclausurado, cuja impureza depende dos dias de observação, ainda que ele já esteja curado antes de completar o prazo.
"Descobrir a cabeça e rasgar as vestes" — suas vestes ficarão rasgadas e sua cabeça ficará descoberta; isso se aplica ao muchlat, o leproso declarado — depois que se completaram os dias de clausura e nele apareceram os sinais de impureza mencionados na Torá.
"Aquele em quem" — a expressão sugere alguém cuja impureza depende de seu próprio corpo, de modo que, enquanto não sarar, permanece impuro; e este é o muchlat, pois a respeito de sua purificação está escrito "e eis que sarou a chaga da lepra do leproso". Fica excluído o enclausurado, cuja impureza depende dos dias de observação — de modo que, se ao sétimo dia não se encontrarem nele os sinais de impureza, ele é purificado, mesmo que sua chaga ainda esteja presente.