Aquele que escreve uma marca gravada — escreveu e não gravou, gravou e não escreveu, não é responsável, a menos que escreva e grave com tinta, ou com kohl, ou com qualquer coisa que deixe marca. Rabi Shimon ben Yehudá, em nome de Rabi Shimon, diz: não é responsável a menos que escreva ali o Nome, como está dito: "E marca gravada não poreis em vós; Eu sou Hashem." — A proibição bíblica da tatuagem, segundo a leitura simples, tem dois componentes técnicos distintos: "escrever" (aplicar um pigmento sobre a pele) e "gravar" (perfurar ou incisar a pele para que o pigmento penetre permanentemente). A mishná estabelece que apenas a combinação plena das duas ações — escrever e gravar, usando qualquer substância que deixe marca visível permanente — configura a transgressão completa; fazer apenas uma das duas não gera responsabilidade de açoite. Rabi Shimon ben Yehudá, citando Rabi Shimon, propõe uma leitura mais restritiva ainda: lendo o versículo em conjunto com sua conclusão — "Eu sou Hashem" —, ele entende que a proibição visa especificamente gravar o nome de uma divindade pagã na pele, um ato de idolatria disfarçado de automutilação, e não qualquer marca gravada.
Rambam confirma que a halachá segue a opinião do primeiro Tanna, não a de Rabi Shimon: toda escrita gravada permanentemente na pele é proibida e gera açoite, não apenas a gravação de um nome idólatra. A restrição de Rabi Shimon é rejeitada como minoritária.
Bartenura descreve o processo técnico: primeiro faz-se uma incisão na pele, depois insere-se ali uma substância que deixe cor permanente. A halachá não segue Rabi Shimon; qualquer escrita gravada é proibida.
Rashi descreve o processo em detalhe: primeiro se escreve na pele com um corante ou tinta vermelha, depois se grava a pele com agulha ou faca, de modo que o pigmento penetre entre a derme e a carne, permanecendo visível para sempre. Confirma que o "Nome" mencionado por Rabi Shimon refere-se ao nome de uma divindade idólatra. E nota, sobre a versão textual mais estrita da posição de Rabi Shimon: a leitura literal exigiria que a própria frase "Eu sou Hashem" fosse gravada na pele para gerar responsabilidade — posição rejeitada pela halachá.