Há três tipos de lençóis: o que é feito para deitar-se é impuro por pisadela. O para cortina, é impuro por impureza de morto. E o de figuras, é puro de tudo.
O lençol de deitar recebe a impureza mais grave, própria de todo objeto de repouso. O lençol usado como cortina (vilon) diante da porta, embora não sirva para deitar-se, é considerado utensílio de uso, pois o servente por vezes se envolve em suas bordas para se aquecer, e por isso é impuro por impureza de morto. Já o lençol de figuras — o pano que o bordador mantém em mãos, com modelos de desenhos para copiar em outra peça — não é um utensílio de uso final, mas um instrumento de referência para o ofício, e por isso é totalmente puro.
“Sedinim”: conhecidos. “Vilon”: cortina. “E o de figuras”: que tem sobre si figuras, e foram colocadas para que o bordador as observe e faça semelhantes a elas.
Sobre “para cortina, é impuro por impureza de morto”: o que é feito como véu diante da porta é impuro, porque o servente por vezes se envolve em suas bordas e se aquece com ele. Sobre “de figuras”: um pano que está em mãos do bordador, e nele há tipos de figuras, para que, olhando-o, faça semelhante em outro pano.