Se um dos moradores do externo esqueceu e não fez o eiruv, o interno fica permitido e o externo fica proibido. — o esquecimento de um morador comum do pátio externo afeta apenas o próprio externo, sem prejudicar o interno, que já resolveu sua situação independentemente. Se foi do interno, ambos ficam proibidos. — repetindo o princípio da mishná anterior: o pátio interno que não fez eiruv por completo permanece proibido em si mesmo, e sua pisada necessária sobre o externo, sendo uma pisada proibida, arrasta também o externo à proibição. Depositaram seu eiruv num só lugar, e um esqueceu, seja do interno, seja do externo, e não fez eiruv, ambos ficam proibidos. — quando os dois pátios uniram seus eiruvin num único depósito, tornando-se um domínio unificado para esse efeito, o esquecimento de qualquer morador, de qualquer um dos dois lados, agora prejudica ambos igualmente, pois já não há dois eiruvin distintos capazes de isolar a falha. E se pertenciam a moradores individuais, não precisam fazer eiruv. — fecha-se o capítulo com o caso mais simples: quando cada um dos dois pátios tem um único morador, sem outros a exigir consenso, toda a questão do eiruv entre eles deixa de se colocar, pois um único morador nunca proíbe a si mesmo.
O capítulo se fecha onde começou: "cada um em seu lugar" só produz proibição quando há mais de um lugar em jogo. Do vizinho gentio à sociedade comercial, dos irmãos que comem juntos aos pátios encaixados um dentro do outro, o Perek Vav percorreu praticamente todas as configurações possíveis de convivência que a lei do eiruv precisa resolver. Mas a última cláusula da mishná final devolve o leitor ao ponto de partida mais simples: onde não há pluralidade real de moradores — um único morador em cada pátio —, a pergunta sobre proibição e permissão sequer chega a se formular, pois "sair de seu lugar" pressupõe, desde o início, um lugar que se compartilha com outro.
O Rambam explica por que, quando os dois pátios reúnem seu eiruv num único depósito, a falha de qualquer morador — interno ou externo — passa a contaminar ambos igualmente, encerrando com essa regra final o conjunto de casuísticas do capítulo.
Se um morador do pátio externo esqueceu e não fez eiruv, o interno permanece em sua permissão. Se um dos moradores do interno esqueceu e não fez eiruv com eles, também o externo fica proibido, por causa destes moradores do interno cujo eiruv não se completou, e que passam por ele.
Fecho do Perek Vav: os comentadores explicam a assimetria entre a falha no externo e a falha no interno, o efeito do depósito conjunto do eiruv, e a regra final sobre pátios de morador único que encerra o capítulo.
"Se um dos moradores do externo esqueceu e não fez eiruv..." — esta mishná segue o primeiro tanná mencionado anteriormente, e por isso diz: se um dos moradores do interno esqueceu e não fez eiruv, ambos ficam proibidos, pois se trata de uma pisada proibida, que proíbe, como já explicamos.
E quando dizem "num só lugar", referem-se ao próprio externo, chamado de "um só lugar" por servir em comum aos dois pátios para depositar o eiruv; mas quando depositaram o eiruv de ambos no interno, e um dos moradores do interno esqueceu, ambos ficam proibidos, como explicamos; mas se foi um dos moradores do externo quem esqueceu, o interno permanece permitido. E quando dizem "se pertenciam a moradores individuais", referem-se a um único morador em cada casa — isto é, ele e toda sua família, que são como uma única pessoa, como já explicamos.
"Se um dos moradores do interno..." — pois o pátio interno se torna uma pisada proibida, que proíbe o externo. "Depositaram seu eiruv num só lugar" — quando os dois pátios fizeram eiruv conjunto e depositaram o eiruv no externo, chamando-o de "um só lugar" porque os dois pátios o utilizam em comum.
"E se pertenciam a moradores individuais" — quando há apenas um único morador no interno e um único no externo, não precisam fazer eiruv um com o outro por causa da pisada do pé, pois, sendo um único morador no interno, sua pisada é uma pisada permitida, que não proíbe. E a mishná simples segue o primeiro tanná mencionado anteriormente, que entende que a pisada permitida não proíbe.
"Depositaram seu eiruv no externo" — este é o costume, quando se faz eiruv conjunto de dois pátios: o eiruv que um pátio já reuniu para si mesmo, a fim de permitir aos moradores de dentro dele, é levado para dentro do pátio companheiro, e não se faz outro eiruv à parte.
"Se pertenciam a moradores individuais" — quando não há no interno senão um único morador, e no externo um único morador, não precisam fazer eiruv um com o outro por causa da pisada do pé — pois assim se fecha, com o caso mais simples de todos, o Perek Vav inteiro.