Testemunharam Rabi Yehoshua e Rabi Yehuda ben Betera sobre a viúva de issá, que é apta ao sacerdócio, pois a issá é apta para contaminar e para purificar, para afastar e para aproximar. Disse Rabban Shimon ben Gamliel: aceitamos o vosso testemunho, mas o que faremos, já que Rabi Yochanan ben Zakai decretou que não se constituam tribunais sobre isso? Os sacerdotes vos escutam para afastar, mas não para aproximar. — Uma "issá" é uma família em cuja linhagem se misturou a dúvida de um chalal (descendente desqualificado do sacerdócio por união proibida) — de modo que, como numa massa (issá) bem amassada, não se consegue mais distinguir qual membro específico carrega a mácula. Rabi Yehoshua e Rabi Yehuda ben Betera testemunham que a viúva de um homem dessa família é apta a casar com sacerdote, pois seu caso envolve uma dupla dúvida favorável (sfek sfeka): talvez seu marido não fosse o descendente duvidoso, e mesmo que fosse, talvez ele não fosse, de fato, desqualificado. Rabban Shimon ben Gamliel responde com algo notável: aceita o testemunho como verdadeiro e confiável — reconhece que os sábios de fato ouviram essa tradição — mas explica que, na prática, não pode ser aplicado, porque Rabban Yochanan ben Zakai já havia decretado que nenhum tribunal fosse formalmente constituído para permitir casamentos com famílias de issá, por uma preocupação de dignidade da linhagem sacerdotal. O resultado é assimétrico: os sacerdotes escutam esses sábios quando testemunham para afastar uma família suspeita (o rigor é sempre aceito), mas não quando testemunham para aproximá-la (a leniência exige autorização formal de tribunal, que não existe).
Rambam explica que "issá" designa a farinha já amassada, e que o termo compara a família de linhagem duvidosa a uma massa em que se misturaram partes distintas e já não se consegue separá-las. O testemunho tratado é sobre uma família em que se misturou a dúvida de um chalal, e uma mulher que se casou com um dos membros dessa família e enviuvou é chamada "viúva de issá" — havendo aqui uma dúvida sobre dúvida: talvez seu marido fosse o próprio duvidoso, ou talvez não; e mesmo que fosse, talvez na verdade ele não fosse desqualificado. Por isso Rabi Yehoshua a declara apta ao sacerdócio. Mas Rabban Yochanan ben Zakai já havia decretado que nenhum tribunal se sentasse para permitir formalmente, de início, o casamento de uma viúva de issá com sacerdote — e esse é o sentido de "não constituir tribunais sobre isso". E dizem: "para afastar, mas não para aproximar" — isto é, quando testemunham que esta é uma viúva de issá, o testemunho é aceito para afastá-la; mas não se ouve deles quando dizem que ela é pura, do mesmo modo que se fez com a jovem que fora tomada como penhor, cujo testemunho de impureza é aceito, mas não o de pureza. E a halachá decidida é que a viúva de issá não deve, de início, casar-se com sacerdote; mas se já se casou, não se separa.
Bartenura explica que "viúva de issá" designa uma família em que se misturou a dúvida de um chalal, de modo que cada membro da família tem dúvida se é ele mesmo o duvidoso ou não; e uma mulher casada com um dos membros dessa família, ao enviuvar, é chamada "viúva de issá" — pois, assim como a massa (issá) é amassada e misturada, também esta mulher está misturada de dúvidas. Rabi Yehoshua a declara apta ao sacerdócio, pois há aqui dúvida sobre dúvida, o que em geral inclina para a leniência; mas Rabban Gamliel entende que, embora em geral a dúvida dupla incline para a leniência, aqui é diferente, pois os Sábios fizeram um rigor especial em matéria de linhagem. "Aceitamos vosso testemunho": vós sois confiáveis a nossos olhos, e cremos que de fato ouvistes assim. "Não constituir tribunais sobre isso": para permitir a viúva de issá de início. E a halachá decidida é que a viúva de issá está proibida de se casar de início com sacerdote, mas se já se casou, não se separa.