Quanto pode faltar à sela sem que haja nela oná'á? Rabi Meir diz: quatro issarin, um issar por dinar. — A sela — composta de quatro dinares — desgasta-se naturalmente com a circulação. Rabi Meir estabelece que ela pode perder até quatro issarin (um por dinar) de seu peso original sem que seu uso pelo valor cheio seja considerado exploração.
Rabi Yehudá diz: quatro pundeyonot, um pundeyon por dinar. — Rabi Yehudá propõe um limiar mais estreito: como o pundeyon vale metade do issar, seu padrão de quatro pundeyonot equivale a apenas um doze avos do valor da sela — uma tolerância bem menor à de Rabi Meir.
Rabi Shimon diz: oito pundeyonot, dois pundeyonot por dinar. — Rabi Shimon amplia novamente o limiar, para oito pundeyonot no total — exatamente um sexto do valor da sela, alinhando essa tolerância ao padrão geral de oná'á estabelecido nas mishnayot anteriores. É esta a opinião que prevalece como halachá.
Rambam relembra as equivalências monetárias (sela = 4 dinares; dinar = 6 ma'á; ma'á = 2 pundeyon; pundeyon = 2 issar) e confirma que a halachá segue Rabi Shimon. Bartenura detalha o cálculo de cada fração proposta.
Rambam relembra o sistema de equivalências monetárias usado ao longo da Mishná: a sela vale quatro dinares; cada dinar vale seis ma'á de prata; cada ma'á vale dois pundeyon; e cada pundeyon vale dois issar. Com base nesse sistema, ele confirma que a halachá segue a opinião mais ampla de Rabi Shimon — oito pundeyonot de tolerância, o equivalente a um sexto do valor da sela, alinhando este caso específico ao padrão geral de oná'á.
Bartenura explica o pano de fundo: toda moeda de prata em circulação se desgasta naturalmente pelo uso, perdendo peso com o tempo — a pergunta da mishná é até que ponto esse desgaste ainda pode ser gasto pelo valor de face sem configurar exploração. Ele traduz cada proposta em frações do valor total da sela: a de Rabi Meir equivale a um vinte e quatro avos; a de Rabi Yehudá, mais restritiva, a apenas um doze avos; e a de Rabi Shimon, a um sexto — o mesmo padrão de todas as demais formas de oná'á. E confirma: a halachá segue Rabi Shimon.
Rashi, em Bava Metzia 51b, detalha o sistema de pesos e a razão pela qual a Guemará discute se este caso segue o mesmo padrão de um sexto ou um critério próprio.
Rashi confirma o pano de fundo prático: como toda moeda de prata em circulação vai naturalmente se desgastando e perdendo peso, a mishná pergunta qual o limite tolerável de perda antes que usá-la pelo valor cheio se torne exploração. Ele traduz o padrão de Rabi Meir em frações — um vinte e quatro avos do valor da sela — e observa que a Guemará se pergunta por que, no caso das mercadorias comuns, o padrão sempre foi de um sexto, enquanto aqui os próprios tanaítas discordam sobre qual fração se aplica — apontando que o desgaste de moedas pode seguir uma lógica um pouco distinta da oná'á comum.