Desconta-lhe um sexto para o vinho. Rabi Yehuda diz: um quinto. Desconta-lhe três log de azeite por cem: um log e meio de sedimento, um log e meio de absorção. — Assim como os grãos secos têm sua tabela de deterioração natural, os líquidos misturados pelo depositário também sofrem perda padrão ao serem devolvidos: para o vinho, um sexto do volume — devido à absorção pelo barril e à evaporação —, ou um quinto segundo Rabi Yehuda; e para o azeite, três log a cada cem, divididos igualmente entre o sedimento que se deposita no fundo do jarro e o que é absorvido pelas próprias paredes do jarro.
Se era azeite refinado, não lhe desconta o sedimento. Se eram jarros velhos, não lhe desconta a absorção. — Essas duas exceções refinam a tabela: azeite já filtrado não produz sedimento algum, então esse desconto não se aplica; e jarros já usados anteriormente, já saturados de azeite, não absorvem mais nada de novo azeite, tornando também esse desconto desnecessário.
Rabi Yehuda diz: Também aquele que vende azeite refinado a seu próximo todos os dias do ano, este aceita sobre si um log e meio de sedimento por cem. — Rabi Yehuda estende o princípio do desconto por sedimento também à venda comum — não apenas ao depósito —, quando o vendedor fornece regularmente azeite refinado ao comprador a partir de seus próprios barris: o comprador, ao aceitar esse arranjo contínuo, implicitamente concorda com o desconto padrão de sedimento.
Rambam observa que a opinião de Rabi Yehuda reflete o costume regional de sua própria cidade, e reafirma o princípio de que essas medidas seguem o costume local; Bartenura confirma e acrescenta que a halachá não segue Rabi Yehuda.
Rambam explica que Rabi Yehuda disse "um quinto" porque, na sua própria cidade, o vinho de fato perdia um quinto do volume por absorção — e reafirma o princípio geral já mencionado: o julgamento dessas medidas de perda segue o costume de cada região. A halachá não segue Rabi Yehuda.
Bartenura explica que "desconta-lhe um sexto para o vinho" se aplica quando alguém depositou vinho e o depositário o misturou com o seu próprio — os jarros absorvem um sexto do volume. Rabi Yehuda dizia um quinto porque, na terra onde faziam os jarros usados em sua região, o barro absorvia um quinto — e tudo depende do lugar. Quanto à extensão do princípio à venda regular de azeite refinado, Bartenura explica que, assim como se disse sobre o sedimento no caso do depositário, disseram também sobre o vendedor: quem vende azeite a seu próximo continuamente, fornecendo-lhe azeite refinado de seus próprios barris, o comprador aceita sobre si descontar um log e meio de sedimento a cada cem log. A halachá não segue Rabi Yehuda.
Rashi, na sugya de Bava Metzia 40a, conecta a mishná à extensão de Rabi Yehuda ao caso do vendedor regular de azeite, reafirmando o paralelismo entre depósito e venda contínua.
Rashi esclarece que a perda de um sexto se aplica quando o vinho depositado foi misturado com o vinho do próprio depositário, e é o próprio jarro que absorve esse sexto do volume. E, quanto à extensão de Rabi Yehuda ao vendedor de azeite, Rashi explica o paralelo exato: assim como se estabeleceu esse desconto para o depositário, os sábios o aplicaram igualmente ao vendedor que fornece a seu cliente, de modo contínuo, azeite refinado retirado de seus próprios barris — o comprador, por aceitar esse fornecimento regular, já assume sobre si o desconto padrão de um log e meio de sedimento a cada cem log.