Nova Mishná: quem compra produto do baal habait (dono de casa, produtor comum) e volta a comprar dele uma segunda vez dizima de uma compra sobre a outra, mesmo que sejam de dois cestos, mesmo que sejam de duas cidades diferentes — pois, sendo o próprio produtor, presume-se a mesma origem. Mas o baal habait que vendia verdura no mercado: se lhe trazem o produto de suas próprias hortas, dizima de uma sobre todas; mas se de outras hortas, dizima de cada uma separadamente. A guemará traz a pergunta de Rabi Yona sobre se, segundo Rabi Meir, seria necessário dizimar talo por talo, apoiada numa comparação com a Mishná de Machshirin sobre feixes de verdura amarrados no mercado e a razão da impureza por saliva, e fecha com a extensão de Rabi Yona: mesmo de outras hortas, se são dizimadas por instrução do próprio vendedor, dizima-se de uma sobre a outra; caso contrário, dizima-se cada uma separadamente.
Mishná: Quem compra produto do baal habait (dono de casa, produtor comum que vende de sua própria colheita) e volta a comprar dele uma segunda vez dizima de uma compra sobre a outra, mesmo que sejam de dois cestos, mesmo que sejam de duas cidades diferentes (pois, sendo o mesmo produtor, presume-se que todo o seu produto tenha o mesmo estatuto quanto aos dízimos, dizimado ou não). Mas o baal habait que vendia verdura no mercado: quando lhe trazem o produto de suas próprias hortas, dizima de uma parte sobre tudo o mais; mas quando lhe trazem de outras hortas, dizima de cada uma separadamente (pois, não sendo ele mesmo o produtor dessas outras hortas, não há presunção de estatuto uniforme entre elas).
Rabi Yona perguntou: a cláusula sobre a horta própria refere-se a todo o mundo, ou segundo Rabi Meir, não deveria dizimar de cada talo de verdura separadamente (já que ele considera o feixe amarrado no mercado suspeito de impureza, e talvez também de mistura de fontes)? Pois ensinamos ali (na Mishná de Machshirin): disse Rabi Meir: por que então o feixe se tornou impuro? Apenas por causa da saliva da boca (pois quem amarra o feixe usa a boca para prender o barbante, molhando-o com saliva, o que o torna suscetível à impureza). A guemará responde: assim como se poderia dizer ali que é costume abrir o feixe para ver seu interior, e por isso ele o vendedor o prende ali mesmo com sua boca (molhando o laço com saliva no próprio ato de amarrar diante do comprador) — porém aqui, é costume abrir feixes para correr o risco de expor que o que está dentro fica fora e o que está fora fica dentro (ou seja, aqui o vendedor não teria motivo de misturar hortas diferentes num só feixe, pois isso arriscaria expor ao comprador que o miolo do feixe é de qualidade ou origem distinta da aparência externa — logo, presume-se que cada feixe vem de uma única horta, e a pergunta de Rabi Yona permanece sem resposta direta quanto ao dízimo talo por talo).
Disse Rabi Yona: não é só quando o produto vem de suas próprias hortas que se aplica a leniência de dizimar de uma parte sobre tudo o mais; mas mesmo quando vem de outras hortas, se essas hortas dizimam seu produto segundo sua orientação (isto é, o baal habait supervisiona ou instrui como o dízimo deve ser feito nessas outras hortas antes de trazer o produto ao mercado), dizima de uma parte sobre a outra. Mas se não (se as outras hortas não seguem sua orientação quanto ao dízimo), não dizima de uma parte sobre a outra (devendo, nesse caso, dizimar cada horta separadamente, como diz a Mishná).
Esta sexta halachá do Perek Heh traz nova Mishná: quem compra do baal habait e volta a comprar dele uma segunda vez dizima de uma compra sobre a outra, mesmo de dois cestos, mesmo de duas cidades diferentes. Mas o baal habait que vendia verdura no mercado: se o produto vem de suas próprias hortas, dizima de uma parte sobre tudo o mais; se de outras hortas, dizima cada uma separadamente.
A guemará abre com a pergunta de Rabi Yona sobre se, segundo Rabi Meir, seria necessário dizimar talo por talo mesmo no caso da horta própria — apoiando-se numa comparação com a Mishná de Machshirin, em que Rabi Meir atribui a impureza do feixe de mercado à saliva usada para amarrá-lo, e não à água aspergida sobre a verdura. A guemará distingue os dois casos: ali, é costume abrir o feixe para inspecioná-lo, por isso o vendedor o amarra com a própria boca; mas aqui, no mercado de verdura solta, abrir o feixe arriscaria expor que o interior é diferente do exterior, o que dissuade o vendedor de misturar fontes distintas num só feixe. A halachá fecha com Rabi Yona ampliando a regra da Mishná: mesmo produto vindo de outras hortas pode ser dizimado de uma parte sobre a outra, contanto que essas hortas dizimem sob a orientação do próprio vendedor; caso contrário, cada horta deve ser dizimada separadamente, como a Mishná originalmente ensinou.