Talmud Bavli · Massechet Shekalim · Perek Chet
פֶּרֶק שְׁמִינִי

Mishná de Shekalim, oitavo perek — adaptada à trilha Bavli

8 mishnayot · sem Guemará no Talmud Bavli
Nota

Massechet Shekalim não possui Guemará no Talmud Bavli (apenas no Talmud Yerushalmi) — apenas a Mishná é impressa/estudada nesta trilha Bavli. Esta página apresenta a Mishná adaptada ao formato da trilha Bavli; para o estudo devocional completo, com fontes da Torá, halachot dos códigos e o perush dos mefarshim, veja a versão completa na Mishná.

A Mishná · הַמִּשְׁנָה

Mishná 1"A pureza da saliva encontrada em Jerusalém"
Abre o Perek Chet, o último de Massechet Shekalim, com o primeiro de uma série de casos de pureza presumida de objetos e fluidos achados em Jerusalém — aqui, a saliva encontrada nas ruas — segundo Rabi Meir e Rabi Yosei.

Toda saliva encontrada em Jerusalém é pura, exceto a do mercado superior, palavras de Rabi Meir.Como a maioria dos moradores e visitantes de Jerusalém é ritualmente pura, presume-se que qualquer saliva achada nas ruas da cidade veio de alguém puro, e não de um zav ou zavá, cuja saliva transmite impureza; a única exceção é o mercado superior, onde lavadores não-judeus se reuniam com frequência, e por decreto rabínico eram tratados como impuros para todos os efeitos.

Rabi Yosei diz: no restante dos dias do ano, a do meio é impura e a das laterais é pura; e na época da festa, a do meio é pura e a das laterais é impura, porque, sendo poucos, retiram-se para as laterais.Rabi Yosei propõe um critério diferente, baseado no fluxo de pessoas: durante o ano comum, os poucos impuros costumam caminhar no meio das ruas, enquanto os puros, mais numerosos, se afastam para as laterais; mas durante a festa de peregrinação, quando as multidões de peregrinos puros dominam o centro das ruas, são os poucos impuros que se veem forçados a se retirar para as laterais, invertendo a presunção.

כָּל הָרֻקִּין הַנִּמְצָאִים בִּירוּשָׁלַיִם טְהוֹרִין, חוּץ מִשֶּׁל שׁוּק הָעֶלְיוֹן, דִּבְרֵי רַבִּי מֵאִיר. רַבִּי יוֹסֵי אוֹמֵר, בִּשְׁאָר יְמוֹת הַשָּׁנָה, שֶׁבָּאֶמְצַע טְמֵאִין וְשֶׁבַּצְּדָדִין טְהוֹרִין. וּבִשְׁעַת הָרֶגֶל, שֶׁבָּאֶמְצַע טְהוֹרִין וְשֶׁבַּצְּדָדִין טְמֵאִין, שֶׁמִּפְּנֵי שֶׁהֵן מֻעָטִין מִסְתַּלְּקִין לַצְּדָדִין:
Mishná 2"Os utensílios encontrados a caminho do mikveh"
Continua a série de casos de pureza presumida com utensílios encontrados nos dois caminhos que levavam ao mikveh de imersão em Jerusalém, opondo novamente as opiniões de Rabi Meir e Rabi Yosei.

Todos os utensílios encontrados em Jerusalém no caminho de descida à casa de imersão são impuros; no caminho de subida, são puros, pois sua descida não é igual à sua subida, palavras de Rabi Meir.Havia em Jerusalém dois caminhos distintos que levavam ao local de imersão pública, um para quem descia impuro e outro para quem subia já purificado, de modo a evitar que os impuros esbarrassem nos puros; segundo Rabi Meir, um utensílio achado no caminho de descida presume-se ter caído de alguém ainda impuro, enquanto um achado no caminho de subida presume-se de alguém já purificado.

Rabi Yosei diz: todos são puros, exceto o cesto, o rastelo e a picareta destinados a sepulturas.Rabi Yosei discorda da distinção geográfica de Rabi Meir: para ele, a maioria dos utensílios achados em qualquer um dos caminhos presume-se pura, com a única exceção dos instrumentos especificamente usados para reunir e transportar ossos humanos em sepulturas, que continuam presumidos impuros por sua função específica.

כָּל הַכֵּלִים הַנִּמְצָאִין בִּירוּשָׁלַיִם דֶּרֶךְ יְרִידָה לְבֵית הַטְבִילָה טְמֵאִין. דֶּרֶךְ עֲלִיָּה, טְהוֹרִין, שֶׁלֹּא כְּדֶרֶךְ יְרִידָתָן עֲלִיָּתָן, דִּבְרֵי רַבִּי מֵאִיר. רַבִּי יוֹסֵי אוֹמֵר, כֻּלָּן טְהוֹרִין, חוּץ מִן הַסַּל וְהַמַּגְרֵפָה וְהַמְּרִצָּה הַמְיֻחָדִין לַקְּבָרוֹת:
Mishná 3"A faca encontrada antes de Pêssach"
Trata da presunção de pureza de uma faca encontrada nos dias que antecedem Pêssach, quando os utensílios de abate são costumeiramente imersos em preparação para o sacrifício pascal, com os casos do cutelo, do catorze caindo em Shabat e da faca amarrada a outra.

Uma faca encontrada em catorze de Nissan: abate-se com ela de imediato.Como no dia catorze todos já imergiram suas facas em preparação para o abate do sacrifício pascal daquela tarde, uma faca achada nesse dia presume-se já purificada por seu dono, podendo ser usada de imediato para o abate.

Em treze, reimerge-se.Se encontrada um dia antes, em treze de Nissan, não há ainda certeza de que o dono a tenha imergido, já que as pessoas costumam preparar suas facas apenas na véspera do abate; por isso, quem a encontra deve reimergi-la por precaução antes de poder usá-la.

E o cutelo, tanto em um caso quanto no outro, reimerge-se.Já o cutelo, faca grande usada para cortar carne e quebrar ossos, é reimerso independentemente do dia em que for encontrado, pois seu uso principal não é para o abate pascal, e por isso não se aplica a ele a mesma presunção de pureza automática do dia catorze.

Caindo o catorze em Shabat, abate-se com ela de imediato; em quinze, abate-se com ela de imediato.Quando o catorze de Nissan cai em Shabat, a faca é imersa ainda na sexta-feira, então uma faca achada no próprio Shabat também é usada de imediato; e se encontrada já no dia quinze, depois do abate, presume-se que ainda esteja no estado de pureza em que foi usada, podendo servir a outros propósitos permitidos no dia de festa.

Se encontrada amarrada a outra faca, tem o mesmo estatuto da faca conhecida.Se a faca de status incerto for encontrada amarrada junto a outra faca cujo estado de pureza já é sabido, presume-se que ambas foram imersas juntas pelo mesmo dono, e a faca desconhecida assume o mesmo estatuto da conhecida.

סַכִּין שֶׁנִּמְצֵאת בְּאַרְבָּעָה עָשָׂר, שׁוֹחֵט בָּהּ מִיָּד. בִּשְׁלשָׁה עָשָׂר, שׁוֹנֶה וּמַטְבִּיל. וְקוֹפִיץ, בֵּין בָּזֶה וּבֵין בָּזֶה שׁוֹנֶה וּמַטְבִּיל. חָל אַרְבָּעָה עָשָׂר לִהְיוֹת בְּשַׁבָּת, שׁוֹחֵט בָּהּ מִיָּד. בַּחֲמִשָּׁה עָשָׂר, שׁוֹחֵט בָּהּ מִיָּד. נִמְצֵאת קְשׁוּרָה לְסַכִּין, הֲרֵי זוֹ כַּסַּכִּין:
Mishná 4"O véu do Templo que se contaminou"
Muda de assunto para tratar da purificação do parochet, o véu monumental que separava o Santo dos Santos, distinguindo o procedimento conforme o grau de impureza que o atingiu, e descrevendo a exposição pública de um véu novo antes de seu uso.

O véu que se contaminou por impureza derivada, imergem-no dentro e o recolocam de imediato.Se o parochet tocou apenas em algo contaminado por impureza de segundo grau — como um líquido impuro —, sua própria contaminação é considerada leve, e por isso pode ser imerso dentro do próprio Templo e recolocado em seu lugar assim que seca, sem necessidade de esperar o entardecer.

E o que se contaminou por impureza primária, imergem-no fora e o estendem no Chel.Já se o véu tocou diretamente numa fonte primária de impureza — como um cadáver de réptil —, sua contaminação é mais grave e exige que seja levado para fora do recinto sagrado para a imersão, e depois estendido para secar no Chel, a área entre o muro do átrio e o pátio, antes de poder ser recolocado.

E se era novo, estendem-no sobre o telhado do pórtico, para que o povo veja seu trabalho, que é belo.Quando se confeccionava um véu novo, antes mesmo de qualquer questão de pureza, era costume estendê-lo publicamente sobre o telhado de uma das estruturas do Templo, permitindo que todo o povo pudesse admirar a extraordinária qualidade de sua tecelagem antes que fosse pendurado em seu lugar reservado e afastado da vista.

פָּרֹכֶת שֶׁנִּטְמֵאת בִּוְלַד הַטֻמְאָה, מַטְבִּילִין אוֹתָהּ בִּפְנִים וּמַכְנִיסִין אוֹתָהּ מִיָּד. וְאֶת שֶׁנִּטְמֵאת בְּאַב הַטֻמְאָה, מַטְבִּילִין אוֹתָהּ בַּחוּץ וְשׁוֹטְחִין אוֹתָהּ בַּחֵיל. וְאִם הָיְתָה חֲדָשָׁה, שׁוֹטְחִין אוֹתָהּ עַל גַּג הָאִצְטַבָּא, כְּדֵי שֶׁיִּרְאוּ הָעָם אֶת מְלַאכְתָּהּ שֶׁהִיא נָאָה:
Mishná 5"As medidas e a confecção do véu do Templo"
Continua o tema do parochet detalhando, em nome de Rabi Shimon ben Hasegan, suas medidas exatas de espessura, fiação, comprimento e largura, o número de fios usados em sua confecção, e o grande número de sacerdotes necessários para imergi-lo.

Rabam Shimon ben Gamliel diz, em nome de Rabi Shimon ben Hasegan: o véu tem um tefach de espessura, e é tecido em setenta e dois fios principais, e cada fio principal tem vinte e quatro cordões.A descrição transmite a impressionante robustez física do parochet: quase dez centímetros de espessura, tecido com setenta e dois fios mestres — correspondentes às quatro cores da matéria-prima multiplicadas por seis dobras cada —, e cada um desses fios mestres composto de vinte e quatro cordões individuais entrelaçados.

Seu comprimento é de quarenta côvados e sua largura de vinte côvados, e de oitenta e duas miríades é feito.Suas dimensões monumentais — cerca de vinte metros de comprimento por dez de largura — correspondiam exatamente à abertura do pórtico do Templo; e o número gigantesco de oitenta e duas miríades refere-se, segundo uma leitura, à quantidade total de fios usados em sua trama, e segundo outra, ao extraordinário custo em dinares de ouro empregado em sua confecção.

E dois se faziam a cada ano, e trezentos sacerdotes o imergiam.Devido ao desgaste natural e à necessidade de substituição, dois véus completos eram tecidos todos os anos; e por seu peso e volume extraordinários, encharcado de água após o tingimento e a tecelagem, eram necessários trezentos sacerdotes trabalhando em conjunto apenas para conseguir submergi-lo completamente na imersão purificadora.

רַבָּן שִׁמְעוֹן בֶּן גַּמְלִיאֵל אוֹמֵר מִשּׁוּם רַבִּי שִׁמְעוֹן בֶּן הַסְּגָן, פָּרֹכֶת עָבְיָהּ טֶפַח, וְעַל שִׁבְעִים וּשְׁתַּיִם נִימִין נֶאֱרֶגֶת, וְעַל כָּל נִימָא וְנִימָא עֶשְׂרִים וְאַרְבָּעָה חוּטִין. אָרְכָּהּ אַרְבָּעִים אַמָּה וְרָחְבָּהּ עֶשְׂרִים אַמָּה, וּמִשְּׁמוֹנִים וּשְׁתֵּי רִבּוֹא נַעֲשֵׂית. וּשְׁתַּיִם עוֹשִׂין בְּכָל שָׁנָה, וּשְׁלשׁ מֵאוֹת כֹּהֲנִים מַטְבִּילִין אוֹתָהּ:
Mishná 6"A carne de kodshei kodashim contaminada: Beit Shamai e Beit Hilel"
Trata do local de queima da carne de oferendas de santidade máxima que se contaminou, cruzando duas variáveis — o grau da impureza e o local onde ela ocorreu — segundo a disputa clássica entre Beit Shamai e Beit Hilel.

Carne de oferendas de santidade máxima que se contaminou, seja por impureza primária, seja por impureza derivada, seja dentro, seja fora: Beit Shamai diz, tudo se queima dentro, exceto o que se contaminou por impureza primária fora.Beit Shamai estabelece uma regra geral favorável a queimar a carne contaminada no próprio átrio — local principal de queima de oferendas inválidas — com uma única exceção: quando a contaminação foi grave e ocorreu fora do átrio, caso em que não se traz a carne para dentro apenas para depois queimá-la lá.

E Beit Hilel diz: tudo se queima fora, exceto o que se contaminou por impureza derivada dentro.Beit Hilel inverte a regra geral: a maioria dos casos deve ser queimada fora do átrio, reservando a queima interna apenas para a situação mais leve de todas — contaminação derivada ocorrida dentro do próprio recinto sagrado.

בְּשַׂר קָדְשֵׁי קָדָשִׁים שֶׁנִּטְמָא, בֵּין בְּאַב הַטֻמְאָה, בֵּין בִּוְלַד הַטֻמְאָה, בֵּין בִּפְנִים, בֵּין בַּחוּץ, בֵּית שַׁמַּאי אוֹמְרִים, הַכֹּל יִשָּׂרֵף בִּפְנִים, חוּץ מִשֶּׁנִּטְמָא בְּאַב הַטֻמְאָה בַּחוּץ. וּבֵית הִלֵּל אוֹמְרִים, הַכֹּל יִשָּׂרֵף בַּחוּץ, חוּץ מִשֶּׁנִּטְמָא בִּוְלַד הַטֻמְאָה בִּפְנִים:
Mishná 7"Rabi Eliezer e Rabi Akiva sobre o lugar da queima"
Acrescenta duas opiniões adicionais à disputa da mishná anterior sobre o local de queima da carne contaminada de kodshei kodashim: Rabi Eliezer, que isola o grau de impureza como único critério, e Rabi Akiva, que isola o local da contaminação como único critério.

Rabi Eliezer diz: o que se contaminou por impureza primária, seja dentro, seja fora, será queimado fora; e o que se contaminou por impureza derivada, seja dentro, seja fora, será queimado dentro.Rabi Eliezer simplifica radicalmente a disputa entre Beit Shamai e Beit Hilel, eliminando o local da contaminação como fator relevante: para ele, o único critério que importa é o grau de impureza em si — grave sempre queimado fora, leve sempre queimado dentro —, independentemente de onde o contato impuro tenha ocorrido.

Rabi Akiva diz: o lugar de sua impureza, ali é seu lugar de queima.Rabi Akiva propõe o critério oposto e igualmente simplificado: o único fator relevante é onde a contaminação efetivamente ocorreu — se dentro do átrio, queima-se dentro; se fora, queima-se fora —, independentemente de a impureza ter sido primária ou derivada.

רַבִּי אֱלִיעֶזֶר אוֹמֵר, אֶת שֶׁנִּטְמָא בְּאַב הַטֻמְאָה, בֵּין בִּפְנִים בֵּין בַּחוּץ, יִשָּׂרֵף בַּחוּץ. וְאֶת שֶׁנִּטְמָא בִּוְלַד הַטֻמְאָה, בֵּין בִּפְנִים בֵּין בַּחוּץ, יִשָּׂרֵף בִּפְנִים. רַבִּי עֲקִיבָא אוֹמֵר, מְקוֹם טֻמְאָתוֹ שָׁם שְׂרֵפָתוֹ:
Mishná 8"Os membros do tamid, dos mussafim e de rosh chodesh; o que rege apenas com o Templo em pé"
A última mishná do tratado inteiro fecha o Perek Chet — e toda Massechet Shekalim — com o local exato de colocação dos membros de três tipos de holocausto na rampa do altar, e uma reflexão final sobre quais mitsvot do calendário sagrado dependem da existência do Templo e quais permanecem em vigor mesmo em sua ausência.

Os membros do tamid são colocados desde a metade da rampa e abaixo, no lado leste; e os dos mussafim são colocados desde a metade da rampa e abaixo, no lado oeste; e os de rosh chodesh são colocados abaixo da cornija do altar, embaixo.Cada tipo de oferenda diária tinha seu próprio local designado na rampa de acesso ao altar antes de ser levada ao fogo: os membros do sacrifício contínuo matutino e vespertino ficavam depositados na metade inferior da rampa, do lado leste; os das oferendas adicionais de Shabat e festas, na metade inferior, do lado oeste; e os da oferenda adicional de lua nova, ainda mais abaixo, junto à borda saliente que contornava o altar.

Os shekalim e os bikurim só vigoram enquanto o Templo está de pé; mas o dízimo de grão, o dízimo de gado e os primogênitos vigoram tanto com o Templo de pé quanto sem o Templo de pé.A mishná encerra o tratado com uma distinção fundamental: a coleta do meio-shekel anual e a oferenda dos primeiros frutos existem apenas para sustentar o serviço do Templo, e por isso cessam quando ele não está de pé; já a separação do dízimo de grãos, do dízimo de gado e a consagração dos primogênitos são obrigações ligadas à própria terra e ao próprio rebanho de Israel, e continuam vigentes independentemente da existência do Templo.

Quem consagra shekalim e bikurim, eis que são consagrados. Rabi Shimon diz: quem diz "bikurim são consagrados" — não são consagrados.Mesmo sem o Templo em pé, alguém que declarar formalmente seus shekalim ou seus bikurim como consagrados efetivamente os torna sagrados, ainda que não haja como usá-los para sua finalidade original; Rabi Shimon discorda apenas quanto aos bikurim, que por sua natureza específica — ligada organicamente à terra e ao momento da colheita — não podem, em sua opinião, ser retroativamente consagrados por mera declaração quando já não há Templo para recebê-los.

אֵבָרֵי הַתָּמִיד, נִתָּנִין מֵחֲצִי כֶּבֶשׁ וּלְמַטָה בַּמִּזְרָח, וְשֶׁל מוּסָפִין נִתָּנִין מֵחֲצִי כֶּבֶשׁ וּלְמַטָה בַּמַּעֲרָב, וְשֶׁל רָאשֵׁי חֳדָשִׁים נִתָּנִין מִתַּחַת כַּרְכֹּב הַמִּזְבֵּחַ מִלְּמָטָה, הַשְּׁקָלִים וְהַבִּכּוּרִים אֵין נוֹהֲגִין אֶלָּא בִּפְנֵי הַבַּיִת, אֲבָל מַעְשַׂר דָּגָן וּמַעְשַׂר בְּהֵמָה וְהַבְּכוֹרוֹת נוֹהֲגִין בֵּין בִּפְנֵי הַבַּיִת בֵּין שֶׁלֹּא בִּפְנֵי הַבַּיִת. הַמַּקְדִּישׁ שְׁקָלִים וּבִכּוּרִים, הֲרֵי זֶה קֹדֶשׁ. רַבִּי שִׁמְעוֹן אוֹמֵר, הָאוֹמֵר בִּכּוּרִים קֹדֶשׁ, אֵינָן קֹדֶשׁ: