80a se encerrara fechado, com a medida do farelo para a boca do forno dos ourives de ouro completa em si mesma. Confirma-se, pelo texto de Sefaria, que 80b abre um item inteiramente novo da baraita: o pelo, o suficiente para com ele amassar o barro — e uma correção textual esclarece que a cláusula seguinte, sobre a boca do forno dos ourives de ouro, deve ser lida com a palavra "barro" (teet), e não "argila" (chartsit) como em 80a, harmonizando as duas versões. Segue-se a medida da cal (sid): o suficiente para caiar o dedo mindinho das moças — na prática, para caiar o corpo inteiro, a fim de deixá-lo avermelhado. Rav Yehuda, em nome de Rav, ensina que as filhas de Israel que já mostraram os sinais da puberdade mas ainda não atingiram a idade requerida se envergonham disso, e por isso as filhas de pobres se untam com cal, as de ricos com farinha fina, e as de reis com óleo de mirra, identificado por Rav Huna bar Chiya como stakte e por Rav Yirmeya bar Aba como azeite de oliva ainda verde — o mesmo material que Rabi Yehuda chama de anpiknon, que faz cair o pelo e amacia a carne. Um episódio narra Rav Bibi, que untou sua filha parte por parte e recebeu por ela um dote de quatrocentos zuz, e um gentio vizinho que untou a sua de uma só vez, causando-lhe a morte — resolvido por Rav Nachman com a explicação de que filhas de bebedores de cerveja precisam de mais untura, pois a cerveja escurece a pele e multiplica o pelo. Discute-se então o kilkul e o andifei de Rabi Yehuda (a têmpora e a área abaixo dela), com a objeção de que sua medida pareceria maior que a dos sábios anônimos — resolvida por ser menor que a destes e maior que a de Rabi Nechemia — e uma distinção entre cal batida (para o kilkul) e ovo de cal (para o andifei). Rav Kahana objeta ao termo "anparot" (recipientes de cal para vinho, que o estragariam) propondo "shenatot" (marcas em vasos de medida) ou, alternativamente, que andifa significa a testa — ilustrado pelo trágico episódio do homem da Galileia, picado por uma vespa e morto por ter ousado ensinar o Maasê Merkavá. A Mishná então retoma a lista de medidas da Mishná de 78b: a adama (argila colorida), o suficiente para o selo dos sacos de mercadoria (Rabi Akiva) ou das cartas (sábios); esterco e areia fina, o suficiente para adubar um pé de repolho (Rabi Akiva) ou um alho-poró (sábios); areia grossa, o suficiente para uma palma cheia de cal; e a cana, o suficiente para fazer uma pena de escriba, ou, se grossa ou rachada, para cozinhar nela o ovo mais leve. A Guemará elucida cada cláusula: a cal sobre a colher do pedreiro, e a disputa sobre misturar areia à cal (permitida por Rabi Yehuda como sinal de luto por Jerusalém, e justificada por Rava mesmo segundo os sábios anônimos, pois "seu estrago é seu reparo"); a pena que alcança as juntas dos dedos, com o teiku de Rav Ashi sobre qual junta; e o ovo leve, identificado por Rav Sheshet como o ovo de galinha, com o dito de Rav Nachman de que a medida de cozimento continua sendo a de uma grogeret, apenas calibrada a partir do volume de um ovo leve. A folha se encerra fechada; confirma-se, pelo texto de Sefaria, que 81a abre com uma Mishná inteiramente nova, sobre a medida do osso.
Ensinaram os sábios: quem retira pelo, o suficiente para com ele amassar o barro. [Barro,] para fazer a boca do forno dos ourives de ouro.
Uma nova baraita abre com um item que não constava da Mishná anterior: o pelo, usado como fibra para dar liga ao barro na amassadura, cuja medida de proibição é a quantidade suficiente para amassar com ele o barro. Em seguida, a mesma baraita repete a cláusula sobre a boca do forno dos ourives de ouro, já tratada em 80a com a palavra "chartsit" (argila); Rashi observa que a versão correta (girsa) desta segunda cláusula usa a palavra "teet" (barro), harmonizando-a com a medida do pelo que acaba de ser dada, já que é o barro (e não a argila propriamente dita) que se amassa com pelo.
"'Pelo'" — é bom para o barro (fortalece-o). Esta é a versão correta (girsa): "barro, o suficiente para fazer a boca do forno dos ourives de ouro."
Cal, o suficiente para caiar. Foi ensinado: o suficiente para caiar o dedo mindinho das moças. Disse Rav Yehuda, disse Rav: as filhas de Israel que chegaram à sua puberdade e não chegaram [aos anos] requeridos para o casamento, as filhas de pobres se untam com cal; as filhas de ricos se untam com farinha fina; as filhas de reis se untam com óleo de mirra, como está dito: "seis meses com óleo de mirra" (Ester 2:12). O que é óleo de mirra? Rav Huna bar Chiya disse: stakte. Rav Yirmeya bar Aba disse: azeite de oliva que não atingiu um terço (de sua maturação). Foi ensinado numa baraita: Rabi Yehuda diz: anpiknon é azeite de oliva que não atingiu um terço. E por que se untam com ele? Porque faz cair o pelo e amacia a carne.
A Mishná dera, para a cal, a medida do dedo mindinho das moças; Rashi observa que, na prática, costuma-se caiar o corpo inteiro para avermelhá-lo, sendo o dedo mindinho apenas a unidade de medida. Rav Yehuda, em nome de Rav, explica o contexto: moças que já mostraram os dois sinais físicos da puberdade, mas ainda não atingiram a idade apropriada para o casamento, sentem vergonha disso, e por isso se untam com cal (ou, para as mais abastadas, com materiais mais finos) a fim de embelezar e amadurecer a aparência da pele. O óleo de mirra das filhas de reis, mencionado no verso de Ester sobre o tratamento de beleza de um ano das candidatas ao harém, é identificado de duas formas: como stakte (uma resina aromática) ou como azeite de oliva colhido ainda verde — este último identificado por Rabi Yehuda, numa baraita paralela, com o termo técnico "anpiknon", cujo efeito é depilatório e amaciante.
"'Dedo mindinho'" — mas o costume delas é caiar o corpo inteiro, para avermelhá-lo. "'Que chegaram à sua puberdade e não chegaram'" — que já trouxeram dois pelos (sinal de puberdade), mas não chegaram ao conjunto de anos apropriado para isso, e se envergonham com a situação. "'Untam-se'" — ungem-se. "'Anpiknon'" — pois aprendemos em Menachot (85b): não se traz como oferenda anpiknon; é azeite de oliva que não atingiu um terço de sua maturação. "'E por que se untam com ele'" — isto é, com o óleo de mirra.
Rav Bibi tinha uma filha; untou-a membro por membro, e recebeu por ela quatrocentos zuz (como dote, por sua beleza). Havia certo gentio em sua vizinhança; tinha ele uma filha; untou-a de uma só vez, e ela morreu. Disse o gentio: Rav Bibi matou minha filha! Disse Rav Nachman: Rav Bibi, que bebe cerveja — suas filhas precisam de untura; nós, que não bebemos cerveja, nossas filhas não precisam de untura.
Um episódio ilustra a prática: Rav Bibi untou a filha com cal aos poucos, parte por parte, o que a tornou bela e lhe rendeu um dote considerável de quatrocentos zuz. Um gentio vizinho, tentando imitar o método, untou sua filha de uma só vez, causando-lhe a morte (provavelmente por reação tóxica da cal aplicada em excesso). O gentio culpou Rav Bibi pela morte, atribuindo-lhe a causa por ensinar ou exemplificar o método; Rav Nachman esclarece que o próprio hábito de beber cerveja — que escurece a pele e aumenta o crescimento de pelo, segundo Rashi — é o que torna a untura de cal necessária para as filhas de quem bebe cerveja, mas não para as demais, o que talvez explique por que a aplicação mais intensa e súbita foi fatal apenas no caso do gentio.
"'Untou-a'" — com cal. "'Recebeu por ela quatrocentos zuz'" — pois ela ficou bela, e os pretendentes adequados para ela se apressaram e deram dinheiro por ela. "'A cerveja'" — escurece a pele e multiplica o pelo.
Rabi Yehuda diz: o suficiente para caiar o kilkul (têmpora). O que é kilkul, e o que é andifei? Disse Rav: a têmpora (tzidá) e a filha da têmpora (bat tzidá, a área logo abaixo dela). Isso quer dizer que a medida de Rabi Yehuda é maior que a dos sábios? Mas não estabelecemos que a medida dos sábios anônimos é maior? É porque a medida do kilkul é menor que a dos sábios, e maior que a de Rabi Nechemia. Levantaram uma objeção: disse Rabi: parecem-me as palavras de Rabi Yehuda referirem-se à cal batida (chavut), e as palavras de Rabi Nechemia, ao ovo de cal (beitzat hasid); e, se te ocorresse dizer que o kilkul e o andifei se referem à têmpora e à filha da têmpora, ambas seriam de cal batida? Mas antes disse Rabi Yitzchak: dizem na escola de Rabi Ami: o andifei refere-se à testa.
Rabi Yehuda dá, para a cal, uma medida diferente da dos sábios anônimos: não o dedo mindinho, mas o kilkul, identificado por Rav como a têmpora, com o andifei (a área logo abaixo dela) associado à mesma medida. A Guemará objeta que isso pareceria contradizer a regra de que a medida de Rabi Yehuda costuma ser menor, não maior, que a dos sábios anônimos; a resposta é que a medida do kilkul, embora maior que a de outro tanna (Rabi Nechemia), continua sendo menor que a dos sábios. Uma objeção de Rabi tenta reatribuir os termos: as palavras de Rabi Yehuda (kilkul) se refeririam à cal batida (dissolvida em muita água), e as de Rabi Nechemia (andifei), ao ovo de cal (amassada em bolinhas); mas, se ambos os termos técnicos (têmpora e a área abaixo dela) fossem simplesmente duas partes do rosto caiadas com o mesmo tipo de cal batida, a distinção de Rabi perderia sentido. Por isso, prevalece a explicação de Rabi Yitzchak, em nome da escola de Rabi Ami: o andifei não é a área abaixo da têmpora, mas a testa.
"'Kilkul' é a têmpora" — a palavra usa-se para "tempinha" (têmpora, em francês antigo), e caiam-na para deitar o pelo. "'A filha da têmpora'" — abaixo dela, para remover o pelo fino, e isso é o andifei. "'Isso quer dizer que a medida de Rabi Yehuda é maior?'" — em tom de espanto: mas não estabelecemos, quanto ao junco (o gemi, noutro contexto), que a medida de Rabi Yehuda é menor, e ele é mais rigoroso nas medidas do Shabat? "'E respondem: é maior que a de Rabi Nechemia'" — e menor que a dos sábios, que dizem: o suficiente para caiar o dedo mindinho. "'Cal batida (chavut)'" — cal dissolvida em muita água, feita para caiar o kilkul. "'E as palavras de Rabi Nechemia referem-se ao ovo de cal'" — amassada em água e feita em bolinhas (como ovos), feita para caiar o andifei. "'Ambas'" — kilkul e andifei, ambas caiadas com cal batida e dissolvida. "'Andifa'" — um utensílio de barro com dois bicos, um acima e um abaixo; ao querer enchê-lo, tapa-se o bico de baixo — e a expressão "andifei" significa "duas bocas."
Objetou Rav Kahana: acaso faz a pessoa de seu dinheiro anparot (recipientes de vinho vedados com cal, que a arriscaria estragar)?! Antes, disse Rav Kahana: o termo refere-se a shenatot (marcas), como aprendemos: havia marcas nos hins (medidas de líquido do Templo) — até aqui para o touro, até aqui para o carneiro, até aqui para o cordeiro. E, se quiseres, dize de outro modo: o que é "andifa"? A testa. E é como aquele homem da Galileia [que chegou à Babilônia], a quem disseram: levanta-te e ensina-nos sobre "a obra da Carruagem" (Maasê Merkavá, os segredos místicos vistos por Ezequiel). Disse-lhes: vou ensinar-vos como Rabi Nechemia ensinou a seu companheiro. E saiu uma vespa da parede, e o feriu no andifei (na testa), e ele morreu. E disseram-lhe: isso lhe veio do que era dele.
Rav Kahana rejeita a leitura "anparot" (recipientes de cal para armazenar vinho) por ser um uso impraticável, que estragaria o próprio vinho — a cal se dissolveria em contato com o líquido e vazaria. Propõe, em vez disso, "shenatot": marcas ou entalhes em vasos de barro grandes, caiados para se tornarem visíveis, que indicavam as medidas de óleo destinadas a cada tipo de oferenda animal no Templo. Alternativamente, propõe que "andifa" significa simplesmente a testa. Essa segunda leitura é ilustrada por um episódio trágico: um sábio da Galileia, visitando a Babilônia, foi convidado a ensinar publicamente o Maasê Merkavá — a exposição mística da visão da Carruagem divina de Ezequiel, tradicionalmente restrita a poucos discípulos qualificados. Ao tentar fazê-lo (mesmo invocando o precedente de Rabi Nechemia ensinando um único companheiro), uma vespa saiu da parede e o picou na testa (andifei), matando-o — episódio interpretado como consequência de sua própria imprudência em expor publicamente um ensinamento que exigia reserva e discrição.
"'Anparot'" — um prejuízo: pôr vinho num recipiente vedado com cal, pois o vinho dissolve a cal, e ela vaza. "'Shenatot'" — marcas: um vaso grande de barro que tem saliências pequenas como nozes, "até aqui para um seá, até aqui para dois seá", e caiam-nas com cal para que fiquem brancas e reconhecíveis. "'Aputa'" — a testa, no lugar sem pelo, para avermelhar. "'Arita'" — uma vespa. "'No andifei'" — sua testa. "'Isso lhe veio do que era dele'" — de sua própria mão lhe veio isso, pois não deveria ter ensinado sobre a Carruagem.
Terra (adama, argila colorida), o suficiente para o selo dos sacos de mercadoria (marsupim) — palavras de Rabi Akiva; e os sábios dizem: o suficiente para o selo das cartas. Esterco e areia fina, o suficiente para adubar um pé de repolho — palavras de Rabi Akiva; e os sábios dizem: o suficiente para adubar um alho-poró. Areia grossa, o suficiente para colocar sobre uma palma cheia de cal. Cana, o suficiente para fazer uma pena de escriba (kulmos); e, se fosse grossa ou rachada, o suficiente para cozinhar nela o ovo mais leve entre os ovos, batido e colocado numa panela (ilpas).
A Mishná retoma a lista de medidas iniciada em 78b, agora com materiais de outra natureza. A adama (argila colorida usada como selo) tem medidas diferentes conforme o objeto selado: Rabi Akiva a mede pelo selo dos grandes sacos de mercadoria transportados em navios, medida menor exigida pelos sábios para o selo, menos robusto, das cartas. Esterco e areia fina, usados como adubo, têm medida diferente conforme a planta: um pé de repolho (Rabi Akiva) ou um alho-poró, que precisa de menos adubo (sábios). A areia grossa, sem uso agrícola relevante, é medida por seu uso na construção — misturada a uma palma cheia de cal. Por fim, a cana é medida por seu uso como pena de escriba; se grossa ou rachada demais para servir de pena, sua medida passa a ser a de cozinhar nela o ovo mais leve, batido e posto numa panela — uso que a Guemará esclarecerá a seguir.
"'Adama'" — argila vermelha (arzilí, em francês antigo). "'Marsupim'" — sacos feitos da casca de árvores grandes, com que se transporta mercadoria em navios, e se selam. "'Como o selo das cartas'" — que se selam para que ninguém se aproxime delas além daquele a quem foram enviadas; e a medida dos sábios é menor. "'Kreisha'" — alho-poró; e sua medida é menor que a do repolho. "'Sobre uma palma cheia de cal'" — a Guemará explica: a colher dos pedreiros ("truelle", em francês antigo). "'Rachada (merussas)'" — com muitas fendas, como em "e ferirá a casa grande com fendas" (Amós 6:11). "'Ovo leve'" — a Guemará explica adiante.
"Sobre uma palma cheia de cal." Foi ensinado: o suficiente para colocar sobre a boca da colher dos pedreiros (sayadin). Quem é o tanna cuja opinião sustenta que a areia melhora a cal? Disse Rav Chisda: é Rabi Yehuda, pois foi ensinado numa baraita: não caiará a pessoa sua casa com cal, a menos que misture nela palha ou areia. Rabi Yehuda diz: palha é permitido, areia é proibido, porque é tarchassid (cal excessivamente forte, que endurece mais). Rava disse: mesmo que digas que a Mishná segue os sábios anônimos — ainda se explica, pois seu estrago é seu reparo.
A Guemará esclarece que a palma cheia de cal se refere à boca da colher usada pelos pedreiros. Levanta-se então a questão de qual tanna sustenta que a areia melhora (em vez de piorar) a cal — pressuposto da Mishná, que trata a areia grossa como aditivo relevante à cal. Rav Chisda identifica esse tanna como Rabi Yehuda, citando uma baraita sobre a proibição, instituída após a destruição do Templo como sinal de luto por Jerusalém, de caiar a própria casa com cal pura e branca demais: deve-se misturar palha ou areia para que a parede não fique totalmente branca. Rabi Yehuda distingue: a palha é permitida, mas a areia é proibida, pois torna a cal um "tarchassid" — mais forte e resistente do que seria sem a mistura, contrariando o próprio propósito do decreto de luto. Rava, porém, defende que mesmo os sábios anônimos (que não fazem essa distinção) poderiam concordar com a mistura de areia, pois, embora ela pareça "estragar" a brancura da cal (escurecendo-a), esse mesmo estrago é o que a torna permitida para uso — "seu estrago é seu reparo."
"'Não caiará a pessoa sua casa com cal'" — depois da destruição do Templo, por causa do luto por Jerusalém. "'Palha ou areia'" — para que não fique branca por completo. "'Tarchassid'" — cal forte, que endurece mais do que se não tivesse misturado nela a areia. "'Seu estrago é seu reparo'" — pois, se não fosse por estragá-la e escurecê-la, não seria permitida; portanto, o próprio ponto que parecia uma dificuldade é, na verdade, uma vantagem a seu favor, e por ele se estabelece a medida.
"Cana, o suficiente para fazer uma pena de escriba." Foi ensinado: uma pena que alcança as juntas dos dedos de quem escreve. Perguntou Rav Ashi: a junta superior, ou a junta inferior? Fica em pé, sem resposta (teiku).
A baraita precisa a medida da cana pela extensão de uma pena de escriba útil: deve alcançar as juntas dos dedos de quem escreve. Rav Ashi levanta uma dúvida não resolvida: refere-se à junta superior (do meio da mão) ou à junta inferior (do meio do dedo)? A pergunta fica em teiku, sem solução.
"'Junta superior'" — do meio da mão; "'ou junta inferior'" — do meio do dedo.
"E se fosse grossa, etc." Foi ensinado: batida em azeite e colocada na panela (ilpas). Disse Mar, filho de Ravina, a seu filho: ouviste o que é "ovo leve"? Disse-lhe: o ovo de um tzilztal (uma ave pequena). Qual a razão — por ser pequeno? Então dize antes: o ovo de um passarinho (tziparta, ainda menor)! Ele, o filho, emudeceu. Disse-lhe o pai: ouviste algo sobre isso? [Disse-lhe:] assim disse Rav Sheshet: o ovo de galinha. E por que o chamam "ovo leve"? Os sábios mediram: não há ovo mais leve para cozinhar do que o ovo de galinha. E por que se diferencia, sendo que todas as medidas do Shabat são medidas como uma grogeret, e aqui é como um ovo? Disse-lhe: assim disse Rav Nachman: a medida é como uma grogeret, calibrada a partir de um ovo leve.
A baraita esclarece que o ovo mencionado na Mishná deve ser batido com azeite e posto numa panela, o que acelera seu cozimento. Segue-se um diálogo entre Mar, filho de Ravina, e seu filho: o filho propõe que "ovo leve" seja o ovo de um tzilztal, uma ave pequena — mas o pai objeta que, se o critério fosse apenas o tamanho, um ovo de passarinho ainda menor seria mais apropriado; o filho, sem resposta, silencia. O pai então cita a tradição recebida de Rav Sheshet: "ovo leve" é, na verdade, o ovo de galinha — chamado "leve" não por ser pequeno, mas porque os sábios mediram e constataram que nenhum ovo cozinha mais rapidamente do que o de galinha. Por fim, pergunta-se por que esta medida específica (cozimento) se mede pelo volume de um ovo, enquanto todas as demais medidas de alimento no Shabat se medem pelo volume de uma grogeret (um fruto seco); a resposta de Rav Nachman esclarece que não há, de fato, exceção: a medida de proibição continua sendo a de uma grogeret — apenas calibrada e comparada, para fins práticos de reconhecimento, ao volume de um ovo leve (de galinha).
"'Batida em azeite'" — pois assim se apressa a cozinhá-la. "'De tzilztal'" — uma ave pequena. "'Todas as medidas do Shabat'" — quanto a alimentos, e toda sua retirada, colheita e moagem, são medidas como uma grogeret. "'Como uma grogeret'" — a partir do volume do ovo de galinha, que se apressa a cozinhar, e não como um ovo inteiro é sua medida.