A folha abre continuando, sem qualquer novo raciocínio independente, a última linha impressa de 73b: Abaye e Rava haviam dito, juntos, "tudo o que havia no Tabernáculo..." — e aqui, na primeira palavra do amud, a frase se completa: "...ainda que haja uma que se assemelhe a outra, ela se conta separadamente". Esta é a resposta final à pergunta sobre por que peneirar ao vento, escolher, moer e passar na peneira fina contam como quatro categorias distintas, embora todas separem o alimento do refugo: porque todas, de fato, foram realizadas separadamente na preparação dos corantes do Tabernáculo, e por isso cada uma conta por si, mesmo que se assemelhem entre si no resultado. A Guemará imediatamente testa este princípio: se basta que um trabalho tenha ocorrido no Tabernáculo para ser contado, por que não se conta também "o que soca" (kotesh) — pois o trigo também era socado no pilão, para remover a casca, antes de ser moído para os corantes? Abaye responde: porque o pobre come seu pão sem socar (a moagem grosseira basta a quem não pode arcar com a farinha fina), e por isso a Mishná, ao ensinar a sequência da preparação do pão, não incluiu esta etapa reservada aos ricos. Rava oferece uma segunda resposta, de outro ângulo: a Mishná que conta "trinta e nove" categorias segue a opinião de Rabi, que deriva esta contagem exata de uma expressão bíblica; se se contasse também socar, seriam quarenta, e não trinta e nove — e a Guemará descarta a tentativa de resolver isto substituindo uma das quatro categorias afins (peneirar, escolher, moer ou passar na peneira fina) por socar, concluindo que a explicação correta é a de Abaye. Encerrada esta questão, a Guemará abre uma nova e extensa sugia sobre "o que escolhe" (ha-borer), buscando definir com precisão quando escolher alimentos misturados é permitido e quando é proibido no Shabat. Uma baraita ensina que, tendo diante de si espécies de alimentos misturados, pode-se escolher e comer, ou escolher e deixar — mas não se deve escolher para depois, sob pena de responsabilidade por oferenda de pecado; e a Guemará, através de uma sucessão de cinco tentativas de leitura, cada uma contestada pela seguinte, refina o sentido exato desta regra. Ulla lê "para depois" como "para o dia seguinte" — mas Rav Chisda contesta: também assar e cozinhar para o dia seguinte seriam, então, permitidos, o que é absurdo. Rav Chisda propõe "menos que a medida mínima" — mas Rav Yossef contesta: também assar menos que a medida seria, então, permitido de antemão, quando na verdade há proibição rabínica mesmo abaixo da medida. Rav Yossef propõe a distinção entre escolher com a mão (permitido) e escolher com um instrumento como o canon, a travessa, a peneira ou a peneira fina (proibido, com responsabilidade plena apenas nos dois últimos) — mas Rav Hamnuna contesta: a baraita não menciona "canon e travessa". Rav Hamnuna propõe a distinção entre escolher o alimento do meio do refugo (permitido) e escolher o refugo do meio do alimento (proibido) — mas Abaye contesta: a baraita não menciona "alimento do meio do refugo". Por fim, Abaye propõe a distinção decisiva: escolher para comer ou usar imediatamente é permitido, mas escolher e deixar para depois, mesmo dentro do mesmo dia, é como escolher para armazenar, e gera responsabilidade plena. Esta última formulação é aprovada por Rava diante dos demais rabinos, com as palavras: "bem disse Nachmani" (apelido de Abaye). A Guemará traz então um caso relacionado — tendo diante de si duas espécies de alimento, escolheu de uma e comeu, escolheu da outra e deixou — em que Rav Ashi ensina isenção e Rabi Yirmeya de Difti ensina responsabilidade; a aparente contradição se resolve distinguindo os instrumentos: isento quando feito com a mão, o canon ou a travessa, responsável quando feito com a peneira ou a peneira fina. Rav Dimi, ao subir da terra de Israel, relata um episódio: no Shabat em que coube a Rav Bivi servir à mesa, chegaram de visita Rabi Ami e Rabi Asi, e Rav Bivi lançou diante deles um cesto de frutas ainda misturadas com folhas e cascas, sem as escolher previamente — e Rav Dimi confessa não saber se isto se devia à opinião de que escolher alimento do meio do refugo é proibido mesmo para comer de imediato, ou simplesmente a um gesto de generosidade, deixando que os próprios convidados escolhessem o melhor para si. A folha se fecha com o caso de Chizkiyah: quem escolhe tremoços do meio da sua casca (refugo) é responsável — o que parece contradizer a permissão de escolher alimento do meio do refugo para comer de imediato. A Guemará começa a responder que o tremoço é diferente... mas, exatamente neste ponto, a impressão de Vílna vira a página: a frase, que explica por que o tremoço requer um tratamento distinto (ligado ao fato de ser fervido sete vezes e apodrecer se não for retirado a tempo), fica gramaticalmente incompleta, e sua conclusão só aparece na abertura de 74b.
...ainda que haja uma que se assemelhe a outra, ela se conta separadamente. Mas que se conte também "o que soca"! Disse Abaye: porque o pobre come seu pão sem socar. Rava disse: isto, segundo quem? É a opinião de Rabi, que diz que as categorias principais de trabalho são trinta e nove, e se se contasse "o que soca", seriam quarenta para ele. Mas que se retire uma destas quatro e se introduza "o que soca"! Antes, é claro o raciocínio como o de Abaye.
Esta primeira linha de 74a não é um raciocínio novo: é a conclusão direta e gramatical da frase que Abaye e Rava haviam começado juntos ao final de 73b — "כׇּל מִילְּתָא דַּהֲוַאי בְּמִשְׁכָּן" ("tudo o que havia no Tabernáculo") —, interrompida pela virada da página sem predicado. Aqui, o predicado enfim chega: "אַף עַל גַּב דְּאִיכָּא דְּדָמְיָא לַהּ חָשֵׁיב לַהּ" ("ainda que haja uma que se assemelhe a outra, ela se conta separadamente"). A ideia completa: peneirar ao vento, escolher, moer e passar na peneira fina foram, de fato, quatro operações distintas realizadas na preparação dos corantes usados no Tabernáculo — ainda que todas, olhadas de fora, pareçam fazer a mesma coisa (separar o alimento do refugo) — e por isso a Mishná as conta como quatro categorias principais separadas, e não como uma só. A Guemará então testa imediatamente este critério contra um quinto candidato: socar o trigo no pilão para remover a casca, que também ocorria no Tabernáculo antes da moagem. Se bastasse "ter ocorrido no Tabernáculo" para virar categoria própria, socar deveria contar também — e a Mishná teria quarenta categorias, não trinta e nove. Abaye responde que a Mishná, ao listar esta sequência, segue o costume de preparar pão, e o pobre prepara seu pão sem socar o trigo (a farinha grosseira lhe basta); por isso esta etapa, reservada aos que têm recursos, não integra a lista de categorias principais, ainda que continue sendo, em si, uma forma de "o que debulha". Rava, por outro caminho, aponta que a contagem de "trinta e nove" (e não "quarenta") é, em si, a opinião de Rabi, derivada por ele de uma expressão bíblica (explicada mais adiante, em Shabat 97b); e a Guemará rejeita a tentativa de contornar isto substituindo uma das quatro categorias afins por socar, concluindo que a resposta correta, afinal, é a de Abaye.
"'Ainda que haja'" — outra junto com ela, que se assemelha a ela, contam-se ambas como categorias principais, ainda que sejam uma só em essência. "'Que se conte também o que soca'" — o trigo no pilão, para remover sua casca, pois isto havia no Templo, com as ervas usadas nos corantes; mas, precisamente porque se assemelha a "o que debulha", não se conta separadamente, pois isto também é separar o grão do seu invólucro. "'Porque o pobre come seu pão sem socar'" — por isso, ainda que isto tenha ocorrido no Templo e seja categoria principal, já que a Mishná ensinou "o que debulha", não ensinou também "o que soca"; e peneirar ao vento, escolher e passar na peneira fina são a sequência da preparação do pão, e, já que ocorreram no Templo e aqui se começou a sequência da preparação do pão, foram ensinadas — assim como dissemos a respeito de "o que assa", que deveria ter ensinado "o que cozinha" e não "o que assa", pois isto não ocorreu no Templo, mas por causa da sequência da preparação do pão foi tomado, já que assar o pão é como cozinhar com as ervas dos corantes; mas socar é coisa de ricos, que socam para fazer farinha fina, e os pobres não se dão a este trabalho; por isso não a ensinou; mas certamente é categoria principal, e está incluída em "o que debulha". "'É a opinião de Rabi'" — que deriva mais adiante, no capítulo "O que arremessa" (Shabat 97b), de "as palavras", "estas as palavras", "estas são as palavras", para a contagem. "'Mas que se retire uma destas'" — ou peneirar ao vento, ou escolher, ou passar na peneira fina, que são uma só em essência, que se retire uma delas e se ensine esta em seu lugar, pois seria melhor ensinar duas derivadas desta e duas daquela, do que ensinar e repetir três vezes a mesma categoria, havendo uma quarta que não se repete em nada.
Ensinaram os rabinos: se tinha diante de si espécies de alimentos misturados, escolhe e come, escolhe e deixa. Mas não deve escolher para depois, e se escolheu, é responsável por oferenda de pecado. O que quer dizer? Disse Ulla, assim quis dizer: escolhe e come no mesmo dia, e escolhe e deixa para o mesmo dia. Mas para o dia seguinte não deve escolher, e se escolheu, é responsável por oferenda de pecado. Contestou isto Rav Chisda: acaso é permitido assar para o mesmo dia? E acaso é permitido cozinhar para o mesmo dia?
A Guemará abre a sugia de "o que escolhe" com uma baraita que, à primeira leitura, parece contraditória: primeiro ensina que se pode escolher e comer, ou escolher e deixar, e depois ensina que "não se deve escolher", sob pena de responsabilidade — sem deixar claro o que distingue os dois casos. Ulla propõe que a distinção é temporal: pode-se escolher para consumo no mesmo dia (mesmo que não imediatamente), mas não para o dia seguinte. Rav Chisda rejeita esta leitura com uma redução ao absurdo: se este fosse o critério, também assar e cozinhar alimentos para consumo no mesmo dia (mas não de imediato) deveriam ser permitidos — o que evidentemente não é o caso, pois assar e cozinhar são categorias plenas de trabalho proibido a qualquer hora do Shabat, independentemente de quando o alimento será consumido.
"'Se tinha diante de si espécies de alimentos'" — assim lemos; e não lemos "duas". "'Não deve escolher'" — mais adiante pergunta-se: o que quer dizer? No início ensinou "escolhe", e depois ensinou "não deve escolher". "'Para o dia seguinte'" — para a necessidade do dia seguinte. "'Acaso é permitido assar e cozinhar para o mesmo dia?'" — pois escolher também é categoria principal de trabalho, já que disseste que, para o dia seguinte, é responsável por oferenda de pecado.
Antes, disse Rav Chisda: escolhe e come menos que a medida mínima, escolhe e deixa menos que a medida. Mas na medida completa não deve escolher, e se escolheu, é responsável por oferenda de pecado. Contestou isto Rav Yossef: acaso é permitido assar menos que a medida? Antes, disse Rav Yossef: escolhe e come com a mão, escolhe e deixa com a mão. Com o canon e com a travessa não deve escolher, e se escolheu, é isento, mas proibido; e com a peneira e com a peneira fina não deve escolher, e se escolheu, é responsável por oferenda de pecado.
Rav Chisda propõe uma nova distinção: a diferença não é temporal, mas de quantidade — pode-se escolher quantidades abaixo da medida mínima de responsabilidade (kegrogueret, o volume de um figo seco), mas não a medida completa. Rav Yossef rejeita esta leitura com o mesmo tipo de redução: também assar menos que a medida seria, então, permitido de antemão — mas isto não é verdade, pois, embora não haja responsabilidade por oferenda de pecado abaixo da medida, há ainda proibição rabínica (chatzi shiur, "metade da medida"), de modo que a baraita não ensinaria livremente "escolhe" para quantidades pequenas. Rav Yossef propõe então uma distinção de instrumento: com a mão, pode-se escolher e comer ou escolher e deixar livremente, pois este não é o modo costumeiro de "escolher" como categoria de trabalho; com o canon (um funil de madeira usado para separar grãos por peso e forma) ou a travessa, há proibição rabínica, mas sem responsabilidade plena (pois também este não é o modo pleno de escolher); e apenas com a peneira ou a peneira fina — os instrumentos próprios da categoria — há responsabilidade plena por oferenda de pecado.
"'Menos que a medida'" — menos que o volume de um figo seco. "'Acaso é permitido assar menos que a medida?'" — ainda que não haja responsabilidade por oferenda de pecado, há ao menos proibição, pois estabelecemos que metade da medida é proibida pela própria Torá, no último capítulo de Yomá (74a); e como a baraita ensinaria "escolhe" de antemão? "'Com o canon'" — um utensílio de madeira que se faz como um funil, largo por trás e estreito na frente, e os cambistas o fazem; e quem escolhe nele legumes coloca os legumes na parte larga e o sacode, e os legumes, por serem redondos, rolam e descem pela boca estreita, e o refugo permanece no utensílio. "'É isento, mas proibido'" — permitido de antemão não é, pois se assemelha a escolher; e responsável por oferenda de pecado não é, pois é feito de modo incomum, já que o essencial de escolher é com a peneira e a peneira fina, mas com a mão não se assemelha em nada a escolher.
Contestou isto Rav Hamnuna: por acaso ensina "canon e travessa"? Antes, disse Rav Hamnuna: escolhe e come alimento do meio do refugo, escolhe e deixa alimento do meio do refugo. Refugo do meio do alimento não deve escolher, e se escolheu, é responsável por oferenda de pecado. Contestou isto Abaye: por acaso ensina "alimento do meio do refugo"? Antes, disse Abaye: escolhe e come de imediato, e escolhe e deixa de imediato; mas para o resto do mesmo dia não deve escolher, e se escolheu, torna-se como quem escolhe para o depósito, e é responsável por oferenda de pecado. Disseram isto os rabinos diante de Rava; disse-lhes: bem disse Nachmani.
Rav Hamnuna rejeita a distinção de instrumento de Rav Yossef por um motivo textual: a baraita não menciona "canon" nem "travessa". Propõe, em vez disso, uma distinção de direção: escolher o alimento de dentro do refugo (isto é, retirar o bom do meio do ruim) é permitido; escolher o refugo de dentro do alimento (retirar o ruim do meio do bom, deixando o bom acumulado) é proibido, pois este é o modo pleno e reconhecível de "escolher" como trabalho. Abaye, pelo mesmo tipo de objeção textual (a baraita não menciona esta distinção), propõe finalmente o critério que prevalecerá: o que importa não é a direção da escolha, nem o instrumento, nem a quantidade, mas o momento do consumo — escolher para comer ou usar imediatamente é permitido (pois isto não é o modo de "escolher" no sentido proibido, mas simplesmente comer), enquanto escolher e deixar de lado, mesmo para depois dentro do mesmo dia, equivale a escolher para armazenar (borer la'otzar) — o modo pleno e proibido da categoria. Esta formulação final de Abaye é relatada aos sábios diante de Rava, que a aprova com a expressão afetuosa "bem disse Nachmani" (apelido carinhoso de Abaye, órfão criado por Rabá bar Nachmani).
"'Por acaso ensina canon e travessa?'" — o mesmo vale também para perguntar: por acaso ensina peneira e peneira fina? Mas ele tomou apenas um deles como exemplo. "'Alimento do meio do refugo'" — não é o modo pleno de escolher. "'E escolhe e deixa de imediato'" — para comer de imediato, pois este não é o modo dos que escolhem para armazenar. "'Para o depósito'" — para guardar. "'Nachmani'" — Abaye.
Se tinha diante de si duas espécies de alimentos, e escolheu de uma e comeu, e escolheu da outra e deixou — Rav Ashi ensina: isento; Rabi Yirmeya de Difti ensina: responsável. Rav Ashi ensina isento, mas não se ensinou responsável? Não é difícil: isto é ensinado com o canon e a travessa; aquilo, com a peneira e a peneira fina.
A Guemará traz um caso adicional: alguém tinha diante de si duas espécies distintas de alimento misturadas (não uma mistura de alimento e refugo, mas dois tipos de alimento comestível), escolheu uma delas e comeu, e escolheu a outra e deixou de lado. Há uma disputa entre as tradições: Rav Ashi ensina que tal pessoa é isenta, enquanto Rabi Yirmeya de Difti ensina que é responsável. A Guemará resolve a aparente contradição entre as duas tradições atribuídas a Rav Ashi (uma dizendo isento, outra parecendo exigir responsabilidade) distinguindo pelos instrumentos, exatamente como na disputa entre Rav Yossef e Rav Hamnuna: quando a separação de duas espécies de alimento é feita com a mão, o canon ou a travessa, há isenção (ainda que talvez proibição rabínica); quando é feita com a peneira ou a peneira fina — os instrumentos próprios de "escolher" —, há responsabilidade plena, mesmo tratando-se de duas espécies de alimento e não de alimento contra refugo.
"'Mas não se ensinou'" — acima, "responsável"; e se se tratasse de escolher e deixar de imediato, seria permitido de antemão, e não haveria a categoria de "isento, mas proibido".
Quando veio Rav Dimi, disse: era o Shabat de servir de Rav Bivi, e vieram de visita Rabi Ami e Rabi Asi; Rav Bivi lançou diante deles um cesto de frutas. E não sei se foi porque entendia que escolher alimento do meio do refugo é proibido, ou se foi por generosidade que teve essa intenção.
Rav Dimi, um dos amoraim que viajava entre a Babilônia e a terra de Israel trazendo tradições, relata um episódio que aconteceu no dia em que era vez de Rav Bivi servir à mesa dos sábios. Chegaram de visita Rabi Ami e Rabi Asi, e Rav Bivi, em vez de escolher previamente as frutas boas e retirar folhas e cascas antes de servir, lançou diante deles o cesto inteiro, ainda misturado, deixando que cada um escolhesse para si o que quisesse comer de imediato. Rav Dimi confessa incerteza quanto ao motivo: talvez Rav Bivi agisse assim por rigor halárquico — por entender que mesmo escolher alimento do meio do refugo para consumo imediato seria, em alguma medida, delicado o suficiente para evitar diante de convidados importantes — ou talvez, ao contrário, por um gesto de hospitalidade generosa (ayin yafah, "olho bom"), deixando que os próprios sábios escolhessem as melhores frutas para si, em vez de lhes oferecer já escolhidas por outra pessoa.
"'Era o Shabat de Rav Bivi'" — chegara seu dia de estar de pé e servir aos discípulos. "'E lançou diante deles'" — e não quis escolher o alimento do meio das folhas e dar diante de cada um, mas o espalhou, e eles pegavam e comiam; e, com este espalhar, o alimento se separa por si mesmo.
Chizkiyah disse: quem escolhe tremoços do meio do seu refugo é responsável. Digamos que Chizkiyah entende que escolher alimento do meio do refugo é proibido? Diferente é o tremoço...
A folha se fecha com um caso concreto ensinado por Chizkiyah: quem escolhe tremoços (grãos de leguminosa que, depois de cozidos, são retirados de sua casca amarga) do meio de sua própria casca é responsável por oferenda de pecado. Isto parece contradizer diretamente a conclusão de Abaye, aprovada por Rava, de que escolher alimento do meio do refugo para consumo imediato é permitido — pois retirar o tremoço da casca é, precisamente, escolher o alimento do meio do refugo. A Guemará começa a explicar a diferença: "diferente é o tremoço..." — mas, exatamente neste ponto, a impressão de Vílna vira a página, deixando a frase gramaticalmente incompleta. A continuação, no início de 74b, explica que o tremoço é diferente porque é fervido sete vezes para tirar-lhe o amargor, e que, se não for retirado da água a tempo, apodrece — de modo que, ao contrário de outros alimentos, aqui a casca não é mero refugo indiferente, mas algo que ativamente deteriora o alimento se não for imediatamente separado, tornando esta separação equivalente a "refugo do meio do alimento" (proibida), e não a "alimento do meio do refugo" (permitida).
"'Quem escolhe tremoços'" — depois de fervidos, escolhe o alimento do meio da casca.