O daf abre completando a frase interrompida ao final de 56a: o relato de Mefivoshet ao rei sobre o engano de seu servo Tziva, e a resposta amarga que dá quando David manda dividir o campo entre ele e Tziva — resposta que a Guemará lê como prova de que Mefivoshet de fato lamentava o retorno de David ao trono, confirmando retroativamente, com as próprias palavras dele, a difamação original de Tziva. Segue-se o derash sobre o nome alternativo de Mefivoshet, Merivh-Baal — por ter feito contenda com seu Amo, o Céu —, com a voz celestial que o compara a seu pai Shaul, contencioso desde a guerra contra Amalek; e a mesma voz celestial que, no instante em que David ordena a divisão do campo, anuncia a futura divisão do reino entre Rechav'am e Yerav'am, medida por medida. Fecha-se assim o ensinamento de Rav: se David não tivesse aceitado a difamação de Tziva, o reino da casa de David não se teria dividido, Israel não teria praticado idolatria, e não teríamos sido exilados de nossa terra. A Guemará passa então ao quinto ensinamento da série mnemônica: a defesa de Shlomo. Rabi Shmuel bar Nachmani, em nome de Rabi Yonatan, ensina que Shlomo não pecou, a partir da comparação entre seu coração e o de David; a leitura de Rabi Natan explica que suas mulheres apenas tentaram desviá-lo para outros deuses, mas ele não foi atrás deles. Uma longa discussão examina se Shlomo de fato construiu altares para ídolos — a princípio sustentando que apenas quis construir e não construiu, depois objetando pela comparação com o altar de Yehoshua (que de fato construiu), até se resolver, pela baraita de Rabi Yossei e pela analogia entre a construção atribuída a Shlomo e a destruição atribuída a Yoshiyahu, que ambos os reis são descritos por aquilo que não impediram, e não pelo que fizeram com as próprias mãos; e pela leitura de que "fez o mal aos olhos do Senhor" significa apenas que não protestou contra suas mulheres, o que o texto trata como se tivesse pecado — com o ensinamento de Rav Yehuda em nome de Shmuel de que seria preferível a Shlomo ter sido um servo de idolatria a ter esse versículo escrito sobre ele. Seguem-se dois relatos aggádicos ligados ao casamento de Shlomo com a filha de Faraó: os mil instrumentos musicais que ela introduziu, descrevendo-lhe os cultos idólatras sem que ele protestasse, e o caniço que o anjo Gavriel fincou no mar naquele mesmo dia, sobre o qual cresceu o banco de areia em que se ergueria, mais tarde, a grande cidade de Roma — emparelhado com a baraita sobre o dia em que Yerav'am ergueu os dois bezerros de ouro, quando se construiu a cabana que se tornaria a Itália da Grécia. Por fim, a defesa de Yoshiyahu: não pecou, ainda que o versículo diga que "retornou" ao Senhor — pois esse retorno refere-se apenas a ter devolvido, do próprio bolso, os valores de julgamentos que talvez tivesse decidido incorretamente entre os oito e os dezoito anos de idade, antes de aprofundar-se na Torá. Uma disputa final identifica o maior penitente da geração de Rav — o próprio Yoshiyahu, e um contemporâneo de Rav, Abba (ou, segundo outra versão, seu irmão Acha), pai de Rabi Yirmeya bar Abba —, à qual Rav Yossef acrescenta ainda outro penitente de sua própria geração, Ukvan bar Nechemia, o Reish Galuta, conhecido como Natan Detzutzita, relatando o sonho em que viu um anjo estender a mão e receber seu arrependimento. O daf — e com ele todo o Perek Heh, Bameh Behemah — se encerra com a fórmula tradicional do Hadran, que marca o retorno futuro ao estudo deste perek.
"...teu servo. E caluniou a teu servo diante de meu senhor, o rei; mas meu senhor, o rei, é como um anjo de Deus — faze o que for bom aos teus olhos" (II Samuel 19:27–28). "E disse-lhe o rei: por que falas ainda de teus assuntos? Eu disse: tu e Tziva dividireis o campo. E disse Mefivoshet ao rei: que ele tome até tudo, agora que meu senhor, o rei, veio em paz à sua casa" (II Samuel 19:29–31).
A Guemará explica o sentido dessas palavras de Mefivoshet: ele disse-lhe a David, em seu coração: eu dizia "quando virá ele em paz", e tu me fazes isto? Não é contra ti que tenho queixa, mas contra aquele que te trouxe de volta em paz.
56b abre completando, palavra por palavra, a citação bíblica interrompida ao final de 56a exatamente em "pisséach" (manco): "teu servo..." continua o próprio relato de Mefivoshet ao rei sobre o engano de Tziva. A Guemará então revela o desfecho decisivo: quando David, sem investigar mais, ordena que Mefivoshet divida o campo com Tziva, a resposta deste — deixando que Tziva fique com tudo, "agora que meu senhor veio em paz" — é lida como uma queixa velada contra o próprio retorno de David ao trono, e não apenas contra a injustiça da partilha. Essa amargura, segundo a Guemará, confirma retroativamente, pelas próprias palavras de Mefivoshet, que a difamação original de Tziva — de que ele esperava a restauração do reino de Shaul — não era de todo infundada, justificando a posição de Rav de que David aceitou corretamente aquela difamação.
Isto é o que está escrito: "e o filho de Yonatan era Merivh-Baal" (I Crônicas 8:34). Mas acaso Merivh-Baal era seu nome? Não era Mefivoshet o seu nome? Antes, é porque fez contenda (meriva) com seu Amo (ba'al). Saiu uma voz celestial e disse-lhe: contencioso, filho de contencioso! "Contencioso" — isto é o que dissemos agora. "Filho de contencioso" — pois está escrito: "e veio Shaul até a cidade de Amalek, e contendeu no vale" (I Samuel 15:5). Disse Rabi Mani: sobre os assuntos do vale.
O verdadeiro nome de Mefivoshet, Merivh-Baal, é lido como testemunho de sua queixa contra o próprio Céu por ter salvado David — a mesma amargura revelada no beat anterior. Uma voz celestial o compara a seu pai Shaul, também contencioso desde a guerra contra Amalek, quando, segundo Rabi Mani, discutiu com Deus sobre a proporção do castigo: se por uma única vida a Torá exige o rito da novilha degolada no vale, por que exterminar tantas vidas amalekitas?
"Sobre os assuntos do vale" — Shaul teria dito: se por uma única alma disse a Torá para trazer a novilha degolada no vale (Deuteronômio 21:1–9), por estas vidas tantas dos amalekitas, quanto mais e mais razão haveria para poupá-las! Se os grandes pecaram, os pequenos, o que pecaram?
Disse Rav Yehuda, disse Rav: no momento em que David disse a Mefivoshet, "tu e Tziva dividireis o campo", saiu uma voz celestial e disse-lhe: Rechav'am e Yerav'am dividirão o reino.
A divisão injusta do campo de Mefivoshet — consequência da difamação aceita por David — recebe sua contrapartida medida por medida: o próprio reino da casa de David seria, gerações depois, dividido entre Rechav'am e Yerav'am, como anunciado no instante mesmo daquela decisão.
Disse Rav Yehuda, disse Rav: se David não tivesse aceitado a difamação, não se teria dividido o reino da casa de David, nem Israel teria praticado idolatria, nem teríamos sido exilados de nossa terra.
Este ensinamento fecha, com uma afirmação de consequências em cadeia, o longo debate aberto em 56a sobre se David aceitou ou não a difamação de Tziva: para Rav, aceitou — e as consequências dessa aceitação encadeiam-se até o próprio exílio de Israel: a divisão do reino, a idolatria de Yerav'am com os bezerros de ouro (retomada adiante), e por fim o exílio da terra.
"Nem Israel praticou idolatria" — pois, por causa da divisão do reino, Yerav'am erigiu os bezerros de ouro, para que Israel não subisse a Jerusalém, sob o domínio de Rechav'am.
Disse Rabi Shmuel bar Nachmani, disse Rabi Yonatan: todo aquele que diz que Shlomo pecou não é senão um equivocado, pois está dito: "e seu coração não era íntegro com o Senhor, seu Deus, como o coração de David, seu pai" (I Reis 11:4) — como o coração de David, seu pai, é que não era, mas pecar, também não pecou.
Quinto ensinamento da série mnemônica: a defesa de Shlomo segue o mesmo padrão retórico já aplicado a Reuven, aos filhos de Eli, aos filhos de Shmuel e a David — o versículo que parece acusar é lido com precisão para mostrar que descreve apenas uma diferença de grau, não um pecado.
Mas como sustento então "e sucedeu que, ao envelhecer Shlomo, suas mulheres desviaram seu coração" (I Reis 11:4)? Isto está de acordo com Rabi Natan; pois Rabi Natan apontou uma contradição: está escrito "e sucedeu que, ao envelhecer Shlomo, suas mulheres desviaram seu coração", mas não está também escrito "como o coração de David, seu pai" — como o coração de David, seu pai, é que não era, mas pecar, também não pecou?! Antes, isto é o que se diz: "e sucedeu que, ao envelhecer Shlomo, suas mulheres desviaram seu coração", para ir atrás de outros deuses — mas não foi.
Rabi Natan resolve a aparente contradição entre os dois versículos ao ler o primeiro como descrevendo apenas a tentativa das mulheres de Shlomo — não o resultado. Elas desviaram seu coração no sentido de tentarem levá-lo atrás de outros deuses; mas ele, de fato, não foi atrás deles.
"Shlomo pecou" — a suspeita seria com idolatria.
"Como Rabi Natan" — pois o versículo distingue "desviaram para ir", mas ele não foi.
Mas não está escrito: "então construiu Shlomo um altar para Kemosh, abominação de Moav" (I Reis 11:7)? Porque quis construir, e não construiu.
Da mesma forma que ocorreu com David, a forma verbal do versículo é lida como expressando intenção não realizada, e não ato consumado.
Mas então, pela mesma lógica: "então construiu Yehoshua um altar para o Senhor" (Josué 8:30) — diríamos também que quis construir, e não construiu?! Antes, ali construiu de fato; também aqui, construiu de fato!
A mesma forma verbal usada para descrever o altar de Yehoshua descreve inequivocamente uma construção real. A objeção parece, portanto, desfazer a defesa anterior de Shlomo: se a forma "yivneh" significa construção efetiva no caso de Yehoshua, deveria significar o mesmo no caso de Shlomo, o que voltaria a implicar que ele de fato construiu um altar para a idolatria.
"Também aqui construiu" — isto permanece como uma dificuldade não resolvida por esta via.
Antes, é como se ensinou numa baraita: Rabi Yossei diz: "e os altares que estavam diante de Jerusalém, que ficavam à direita do Monte da Unção, que Shlomo, rei de Israel, construiu para Ashtoret, abominação dos sidônios" etc. (II Reis 23:13).
Este versículo, do relato da reforma de Yoshiyahu, atesta que os altares de fato existiam e são atribuídos diretamente a Shlomo por seu texto — daí se aprende que ele de fato os construiu, aparentemente confirmando a objeção anterior.
"Antes" — daqui se aprende que ele não construiu com as próprias mãos, como se ensinou: Rabi Yossei diz etc.
"Ao Monte da Unção" — expressão de óleo, que traduzimos por "mishcha", e é o Monte das Oliveiras.
Seria possível que veio Assa e não os eliminou, veio Yehoshafat e não os eliminou, até que veio Yoshiyahu e os eliminou? Mas não eliminaram Assa e Yehoshafat toda a idolatria que havia na terra de Israel? Antes, o versículo justapõe os primeiros aos últimos: assim como os últimos (Yoshiyahu) não fizeram pessoalmente essa eliminação, pois já fora feita por seus antecessores, e o versículo lhes atribui isso para louvor, também os primeiros (Shlomo) não fizeram pessoalmente essa construção, e o versículo lhes atribui isso para vergonha.
A resolução final: assim como o texto credita a Yoshiyahu, para seu louvor, a eliminação de toda a idolatria — mesmo que a maior parte já tivesse sido eliminada por Assa e Yehoshafat, gerações antes —, da mesma forma credita a Shlomo, para sua vergonha, a construção de altares que ele apenas deixou de impedir, sem tê-los erguido com as próprias mãos. O texto bíblico atribui responsabilidade pela omissão como se fosse ação direta, tanto para o bem quanto para o mal.
"Justapõe os primeiros" — justapõe a construção de Shlomo à eliminação de Yoshiyahu: assim como Yoshiyahu não fez pessoalmente esta eliminação, e o Céu lhe atribuiu isso para louvor, visto que eliminou o restante que se formara desde a morte de Yehoshafat, também Shlomo não fez pessoalmente esta construção, e lhe atribuíram isso para vergonha, por não ter protestado contra suas mulheres.
Mas não está escrito: "e fez Shlomo o mal aos olhos do Senhor" (I Reis 11:6)? Antes, porque devia ter protestado contra suas mulheres e não protestou, o versículo lhe atribui como se tivesse pecado.
A última e mais explícita acusação contra Shlomo recebe a mesma leitura: seu verdadeiro pecado não foi cometer idolatria, mas omitir-se diante da idolatria praticada por suas mulheres, quando tinha o dever e o poder de protestar.
Disse Rav Yehuda, disse Shmuel: melhor seria para aquele justo ser servo de outra coisa (a idolatria), e não que se escrevesse sobre ele "e fez o mal aos olhos do Senhor".
Rav Yehuda em nome de Shmuel intensifica a gravidade da falha de Shlomo: por mais degradante que fosse trabalhar como servo braçal para um culto idólatra, isso seria preferível a ter um versículo inteiro da Escritura atribuir-lhe, mesmo que por omissão, a prática do mal — lição sobre o quão severa é a repreensão para quem tinha poder de protestar e não o fez.
"Servo" — para rachar lenha e tirar água, em troca de paga, para a idolatria.
"E não se escrevesse sobre ele esta coisa" — para te ensinar como é grave a repreensão para quem tem em suas mãos o poder de protestar e não o faz.
Disse Rav Yehuda, disse Shmuel: quando Shlomo desposou a filha de Faraó, ela lhe trouxe mil tipos de instrumentos musicais, e disse-lhe: assim se faz para tal idolatria, e assim se faz para tal outra idolatria — e ele não protestou contra ela.
Um primeiro relato aggádico ilustra concretamente a omissão de Shlomo: sua esposa egípcia, com música e descrição detalhada de diferentes cultos, e ele, ainda assim, não se opôs.
"Tipos de música" — instrumentos musicais.
Disse Rav Yehuda, disse Shmuel: quando Shlomo desposou a filha de Faraó, desceu Gavriel e fincou um caniço no mar, e sobre ele subiu um banco de areia, e sobre ele foi construída a grande cidade de Roma.
O segundo relato aggádico liga o mesmo casamento a uma origem lendária de Roma: no instante mesmo em que Shlomo se une à filha de Faraó — passo que abriria caminho para o declínio espiritual de seu reinado —, começa a se formar, no mar, o terreno sobre o qual se construiria a cidade que, séculos depois, dominaria e exilaria Israel.
"Fincou um caniço" — e o banco de areia se agrega a ele, até que se acrescenta e vai crescendo — banco de areia, lodo e barro que o mar expele.
"Grande cidade de Roma" — que aflige a Israel, e é a Itália da Grécia, como se explica no tratado Meguilá (6b).
Ensinou-se numa baraita: naquele mesmo dia em que Yerav'am introduziu os dois bezerros de ouro, um em Beit-El e outro em Dan, foi construída uma cabana — e esta é a Itália da Grécia.
Um segundo marco temporal, décadas depois da fundação lendária de Roma, coincide com a idolatria dos bezerros de ouro instituída por Yerav'am — o mesmo evento já citado como causa da divisão do reino e do exílio: no mesmo dia, aquele banco de areia recebe sua primeira construção, embrião do que se tornaria a Itália da Grécia. As duas fundações — a de Roma no casamento de Shlomo, e a desta cidade no dia dos bezerros de Yerav'am — encadeiam-se com os dois pecados que a Guemará identifica como origem espiritual do exílio de Israel.
"No dia em que Yerav'am erigiu os bezerros, foi construída uma cabana" — naquele mesmo banco de areia que ali crescera nos dias de Shlomo, uma cabana, um pequeno abrigo de caçadores, feito de canas e de salgueiro; e, a partir de então, casas se acrescentaram a casas.
"Itália" — nome da cidade, que pertencia ao domínio da Grécia; e quando Roma tomou o reino dos gregos, conquistou-a, e ela se tornou deles.
Disse Rabi Shmuel bar Nachmani, disse Rabi Yonatan: todo aquele que diz que Yoshiyahu pecou não é senão um equivocado, pois está dito: "e fez o que era reto aos olhos do Senhor, e andou em todo o caminho de David, seu pai" (II Reis 22:2). Mas como sustento então "e como ele não houve antes dele rei que retornasse" etc. (II Reis 23:25)?
Sexto e último ensinamento da série mnemônica: a defesa de Yoshiyahu segue o mesmo padrão, mas aqui a própria palavra usada para elogiá-lo — "retornou" (shav), termo técnico para o arrependimento — parece implicar que ele havia pecado anteriormente e depois se arrependeu, exigindo uma explicação que não comprometa a afirmação inicial de que não pecou.
"Yoshiyahu pecou" — a suspeita seria porque está escrito "retornou ao Senhor", o que sugere que pecara desde o início.
Porque todo julgamento que ele julgou desde os oito até os dezoito anos de idade, ele devolveu o valor às partes. E, caso digas que tomou deste e deu àquele — o texto ensina "com toda a sua força (bechol me'odo)" — que lhes deu do seu próprio.
A palavra "retornou" não se refere a arrependimento de pecado, mas a um gesto de escrúpulo judicial: Yoshiyahu, coroado aos oito anos, temendo ter julgado incorretamente antes de se aprofundar na Torá aos dezoito, devolveu de seu próprio patrimônio os valores a todos os que porventura tivesse condenado injustamente — sem tirar de quem havia beneficiado para dar a quem havia prejudicado, mas cobrindo a diferença com recursos próprios, leitura sustentada na expressão "com toda a sua força".
"Desde os oito anos" — quando se assentou em seu trono real, pois está escrito "com oito anos de idade" etc. (II Reis 22:1).
"Até os dezoito anos" — quando Chilkiyahu encontrou o livro da Torá, e ele o examinou e se aprofundou na Torá e em suas leis, escritas e orais, e compreendeu que talvez tivesse errado em algum julgamento.
"Tomou deste" — de quem lhe havia dado o julgamento a seu favor de início.
E isto discorda de Rav, pois disse Rav: não há maior penitente do que Yoshiyahu em sua geração, e há um comparável a ele em nossa geração. E quem é ele? Abba, pai de Rabi Yirmeya bar Abba. E há quem diga: Acha, irmão de Abba, pai de Rav Yirmeya bar Abba, pois disse o Mestre: Rabi Abba e Acha eram irmãos.
A leitura de Rabi Yonatan — de que Yoshiyahu não pecou de fato, apenas corrigiu escrúpulos judiciais — contradiz a posição de Rav, que trata Yoshiyahu como o maior penitente de sua geração, implicando que de fato pecou e se arrependeu. Rav aponta ainda um penitente à altura de Yoshiyahu em sua própria geração — identificado, segundo duas versões, como Abba ou como seu irmão Acha, pai e tio de Rabi Yirmeya bar Abba.
Disse Rav Yossef: e há ainda outro em nossa geração. E quem é ele? Ukvan bar Nechemia, o Reish Galuta. E este é Natan Detzutzita. Disse Rav Yossef: eu estava sentado na assembleia (pirka), e estava cochilando, e vi em sonho que um anjo estendeu sua mão e o recebeu.
Rav Yossef acrescenta um terceiro grande penitente à lista, contemporâneo seu: Ukvan bar Nechemia, o exilarca (Reish Galuta), também conhecido pelo apelido "Natan Detzutzita". Rav Yossef relata seu próprio sonho, em que viu um anjo estender a mão e recebê-lo, sinal de que seu arrependimento fora aceito nos Céus — encerrando a série de defesas com um testemunho pessoal sobre o poder da teshuvá.
"Natan Detzutzita" — por causa das centelhas de fogo que saíam de sua cabeça, quando o anjo estendeu sua mão e recebeu seu arrependimento; outra explicação: porque o anjo o segurou pelos cabelos de sua cabeça.
Com a série completa de defesas — Reuven, os filhos de Eli, os filhos de Shmuel, David, Shlomo e Yoshiyahu, todos absolvidos ou tratados com rigor apenas por omissão — o daf, e com ele o Perek Heh, Bameh Behemah, se encerra com a fórmula tradicional do Hadran ("voltaremos a ti"), recitada ao concluir o estudo de um perek, prometendo o retorno futuro a seu conteúdo. O Perek Vav, cuja Mishná abre com "Bameh Isha yotzah" (com que pode a mulher sair), começa no início do daf seguinte, 57a.