Talmud Bavli · Massechet Orlá · Perek Alef
פֶּרֶק רִאשׁוֹן

Mishná de Orlá, primeiro perek — adaptada à trilha Bavli

9 mishnayot · sem Guemará no Talmud Bavli
Nota

Massechet Orlá não possui Guemará no Talmud Bavli — apenas a Mishná é impressa/estudada nesta trilha. Esta página apresenta a Mishná adaptada ao formato da trilha Bavli; para o estudo devocional completo, com fontes da Torá, halachot dos códigos e o perush dos mefarshim, veja a versão completa na Mishná.

A Mishná · הַמִּשְׁנָה

Mishná 1"Quem planta para cerca ou vigas está isento de orlá"
A mishná de abertura do tratado estabelece o princípio fundamental de orlá: a obrigação depende da intenção do plantador no momento do plantio — só quem planta com o propósito de comer os frutos fica sujeito à proibição; quem planta para cerca ou para obter vigas de madeira está isento, mesmo sendo a mesma espécie de árvore frutífera

Quem planta [uma árvore] para cerca ou para vigas (com a intenção declarada de que a árvore sirva de divisa para um campo ou vinhedo, ou de fornecer madeira para construção, e não para produzir fruto comestível), está isento da orlá (a proibição bíblica de comer os frutos de uma árvore nos seus primeiros três anos não se aplica, pois a Torá fala de plantio "para alimento"). Rabi Yosei diz: mesmo que tenha dito, o [galho] interno é para alimento e o externo é para cerca (referindo-se a uma única árvore cujos galhos foram plantados com intenções diferentes, um voltado para dentro do quintal e outro para fora, servindo de divisa), o interno fica obrigado, e o externo fica isento (pois a lei segue a intenção específica de cada parte, mesmo dentro da mesma árvore).

הַנּוֹטֵעַ לִסְיָג וּלְקוֹרוֹת, פָּטוּר מִן הָעָרְלָה. רַבִּי יוֹסֵי אוֹמֵר, אֲפִלּוּ אָמַר הַפְּנִימִי לְמַאֲכָל וְהַחִיצוֹן לִסְיָג, הַפְּנִימִי חַיָּב, וְהַחִיצוֹן פָּטוּר:
Mishná 2"Quando nossos pais entraram na terra, encontraram plantado"
A mishná distingue o momento histórico do plantio: árvores já plantadas pelos gentios antes da entrada de Israel na Terra estão isentas, pois a obrigação de orlá só começa "quando entrardes na terra"; depois lista cinco casos que ficam obrigados em orlá, apesar de situações especiais de plantio

No tempo em que nossos pais entraram na terra (referindo-se à conquista de Canaã sob Josué), encontraram [árvores] plantadas — [ficam] isentas (pois já estavam plantadas antes da obrigação bíblica de orlá começar a valer sobre a Terra). [Se] plantaram, mesmo que não tenham conquistado [ainda toda a terra], ficam obrigadas (a obrigação de orlá começa a contar a partir do plantio realizado depois da entrada em Israel, independentemente de a conquista militar já estar completa). Quem planta para o público fica obrigado (mesmo plantando em seu próprio campo, se a intenção é que o fruto sirva a todos e não apenas a si mesmo). Rabi Yehudá isenta (por entender que o plantio "para o público" já está excluído da obrigação, do mesmo modo que o plantio para cerca). Quem planta em domínio público, e o gentio que plantou, e o ladrão que plantou, e quem planta em um navio, e [a árvore] que brota por si mesma (sem intervenção humana direta), ficam obrigados em orlá.

עֵת שֶׁבָּאוּ אֲבוֹתֵינוּ לָאָרֶץ, מָצְאוּ נָטוּעַ, פָּטוּר. נָטְעוּ, אַף עַל פִּי שֶׁלֹּא כִבְּשׁוּ, חַיָּב. הַנּוֹטֵעַ לָרַבִּים, חַיָּב. רַבִּי יְהוּדָה פּוֹטֵר. הַנּוֹטֵעַ בִּרְשׁוּת הָרַבִּים, וְהַנָּכְרִי שֶׁנָּטַע, וְהַגַּזְלָן שֶׁנָּטַע, וְהַנּוֹטֵעַ בִּסְפִינָה, וְהָעוֹלֶה מֵאֵלָיו, חַיָּב בָּעָרְלָה:
Mishná 3"Árvore que foi arrancada e a rocha veio junto"
A mishná trata do caso de uma árvore desenraizada pela força da natureza (vento ou enchente), levando junto a massa de terra endurecida ao redor de suas raízes: o critério para saber se recomeça a contagem dos anos de orlá é se a árvore consegue sobreviver apenas com essa terra original, sem necessidade de terra nova

Árvore que foi arrancada, e a rocha [de terra] veio junto com ela (a massa de terra endurecida que envolve as raízes, arrancada junto quando o vento ou uma enxurrada desalojam a árvore), [ou] um rio a arrastou, e a rocha veio junto com ela (mesmo caso, mas causado por uma enchente que a levou a outro local)se pode sobreviver (com apenas essa terra original, sem terra adicional), fica isenta (não recomeça a contagem dos anos de orlá, pois é considerada como se nunca tivesse saído do lugar); e se não [pode sobreviver só com aquela terra] (precisando de terra nova ao seu redor para se manter viva), fica obrigada (recomeça a contagem dos três anos, como se fosse um plantio novo). [Se] a rocha se soltou de seu lado (caiu parcialmente, sem levar a árvore consigo), ou o arado a sacudiu (desprendendo parte da terra ao redor das raízes durante a lavoura), ou a sacudiu e a transformou em pó (esfarelando por completo a massa de terra original)se pode sobreviver, fica isenta; e se não, fica obrigada.

אִילָן שֶׁנֶּעֱקַר וְהַסֶּלַע עִמּוֹ, שְׁטָפוֹ נָהָר וְהַסֶּלַע עִמּוֹ, אִם יָכוֹל לִחְיוֹת, פָּטוּר, וְאִם לָאו, חַיָּב. נֶעֱקַר הַסֶּלַע מִצִּדּוֹ, אוֹ שֶׁזִּעְזְעַתּוּ הַמַּחֲרֵשָׁה, אוֹ שֶׁזִּעְזְעוֹ וַעֲשָׂאוֹ כְעָפָר, אִם יָכוֹל לִחְיוֹת, פָּטוּר, וְאִם לָאו, חַיָּב:
Mishná 4"Árvore que foi arrancada e ficou nela uma raiz"
Complementando o caso anterior, a mishná trata de uma árvore quase totalmente arrancada, mas que ainda mantém uma raiz ligada ao solo: essa continuidade mínima já basta para isentá-la de recontar os anos de orlá, e a mishná fixa a medida mínima dessa raiz

Árvore que foi arrancada, e ficou nela uma raiz (ainda ligada ao solo, não desprendida por completo), fica isenta (não recomeça a contagem dos anos de orlá, pois a continuidade da raiz basta para considerá-la como não tendo sido arrancada). E qual é a medida da raiz [mínima para isentar]? Rabán Gamliel diz, em nome de Rabi Elazar ben Yehudá, homem de Bartota (um sábio conhecido por transmitir medidas precisas de tradições antigas): como uma agulha de tecelão (a espessura mínima da raiz remanescente, comparada à agulha fina usada pelos tecelões para esticar o tecido depois de tecido).

אִילָן שֶׁנֶּעֱקַר וְנִשְׁתַּיֵּר בּוֹ שֹׁרֶשׁ, פָּטוּר. וְכַמָּה יְהֵא הַשֹּׁרֶשׁ, רַבָּן גַּמְלִיאֵל אוֹמֵר מִשּׁוּם רַבִּי אֶלְעָזָר בֶּן יְהוּדָה אִישׁ בַּרְתּוֹתָא, כְּמַחַט שֶׁל מִתּוּן:
Mishná 5"Árvore que foi arrancada e tem nela um mergulhão"
A mishná trata da técnica agrícola de mergulhia (haavracá): enterrar um galho ainda ligado à árvore-mãe, que enraíza separadamente; quando a árvore original é arrancada, o galho enterrado assume seu papel; trata também do mergulhão sucessivo e da opinião de Rabi Meir sobre a força de sucção do broto

Árvore que foi arrancada, e nela há um mergulhão (um galho ainda ligado à árvore, enterrado no solo em outro ponto, formando raízes próprias enquanto ainda recebe seiva da árvore-mãe), e ela [a árvore-mãe] vive dele (passa a se sustentar através do mergulhão, depois de arrancada de seu local original), a [árvore] velha volta a ser como o mergulhão (juridicamente, a árvore-mãe e o mergulhão se tornam uma só unidade, contando os anos de orlá a partir do momento em que a árvore-mãe passou a depender do mergulhão). Se mergulhou [um novo galho] ano após ano, e [o galho anterior] foi cortado (desligado da árvore-mãe depois de já ter enraizado), conta-se a partir do momento em que foi cortado (cada mergulhão sucessivo recomeça sua própria contagem de orlá apenas quando se desliga definitivamente da árvore original). O entrelaçamento de videiras, e entrelaçamento sobre entrelaçamento (uma técnica em que se estica um ramo comprido de uma videira até outra videira vizinha, entrelaçando-o com ela), mesmo que os tenha entrelaçado [ainda ligados] na terra, é permitido (ficam isentos de orlá, enquanto permanecerem ligados à videira original). Rabi Meir diz: no lugar onde sua força é boa, é permitido; e no lugar onde sua força é ruim, é proibido (distinguindo conforme o ramo entrelaçado ainda depende nutricionalmente da videira-mãe ou já se sustenta por si mesmo). E assim também o mergulhão que foi cortado e está cheio de frutos: se acrescentou em duzentos [uma parte em duzentas] (se o crescimento posterior ao corte representa menos de um duzentos avos do total), é proibido (o pequeno acréscimo posterior ao corte não anula o restante, que já era permitido).

אִילָן שֶׁנֶּעֱקַר וּבוֹ בְרֵכָה, וְהוּא חָיֶּה מִמֶּנָּה, חָזְרָה הַזְּקֵנָה לִהְיוֹת כַּבְּרֵכָה. הִבְרִיכָהּ שָׁנָה אַחַר שָׁנָה, וְנִפְסְקָה, מוֹנֶה מִשָּׁעָה שֶׁנִּפְסְקָה. סִפּוּק הַגְּפָנִים, וְסִפּוּק עַל גַּבֵּי סִפּוּק, אַף עַל פִּי שֶׁהִבְרִיכָן בָּאָרֶץ, מֻתָּר. רַבִּי מֵאִיר אוֹמֵר, מָקוֹם שֶׁכֹּחָהּ יָפֶה, מֻתָּר, וְמָקוֹם שֶׁכֹּחָהּ רָע, אָסוּר. וְכֵן בְּרֵכָה שֶׁנִּפְסְקָה וְהִיא מְלֵאָה פֵרוֹת, אִם הוֹסִיף בְּמָאתַיִם, אָסוּר:
Mishná 6"Muda de orlá e de kilayim de vinha que se misturaram"
A mishná trata do caso em que uma muda proibida (de orlá ou de kilayim hakerem, mistura proibida de espécies numa vinha) se perde entre mudas permitidas, sem que se saiba mais identificá-la: por precaução, não se pode colher intencionalmente de nenhuma delas, mas se já se colheu, aplica-se a regra de anulação por maioria de duzentas partes

Muda de orlá e de kilayim hakerem (mistura proibida de uva com outra espécie de semente, plantada na mesma vinha) que se misturaram com [outras] mudas (permitidas, sem que se possa mais distinguir qual delas é a proibida), eis que não se deve colher (especificamente frutos de nenhuma delas, por precaução, temendo colher justamente da proibida). E se colheu, [os frutos] se anulam numa [proporção] de um em duzentos (se a quantidade da muda proibida for menor que um duzentos avos do total colhido, os frutos ficam permitidos, anulados pela maioria), desde que não tenha tido a intenção de colher [especificamente da proibida] (a anulação só vale se a colheita foi feita sem saber, ou sem visar deliberadamente a muda proibida). Rabi Yosei diz: mesmo que tenha tido a intenção de colher, [os frutos] se anulam numa [proporção] de um em duzentos (discordando dos sábios anônimos, permite a anulação mesmo quando a colheita foi feita com intenção deliberada).

נְטִיעָה שֶׁל עָרְלָה וְשֶׁל כִּלְאֵי הַכֶּרֶם שֶׁנִּתְעָרְבוּ בִנְטִיעוֹת, הֲרֵי זֶה לֹא יִלְקֹט. וְאִם לָקַט, יַעֲלֶה בְאֶחָד וּמָאתַיִם, וּבִלְבַד שֶׁלֹּא יִתְכַּוֵּן לִלְקֹט. רַבִּי יוֹסֵי אוֹמֵר, אַף יִתְכַּוֵּן לִלְקֹט וְיַעֲלֶה בְאֶחָד וּמָאתָיִם:
Mishná 7"As folhas e os brotos e a água de videiras e o florescer"
A mishná muda de tema: depois de tratar de identidade e continuidade do plantio, passa a examinar o que conta como "fruto" para efeitos de orlá — partes da árvore que não são fruto propriamente dito ficam permitidas em orlá, em neta revai e ao nazireu, mas continuam proibidas quando a árvore é uma asherá (idólatra)

As folhas, e os brotos tenros (os ramos macios que crescem nas pontas dos galhos duros), e a água de videiras (o líquido que escorre das videiras quando se cortam os ramos, em Nissan), e o florescer (semadar, a flor da qual ainda sairá a uva verde), são permitidos em orlá, e em neta revai, e ao nazireu (não sendo considerados "fruto" propriamente dito, escapam das três proibições que recaem especificamente sobre frutos), e proibidos numa asherá (árvore usada para culto idólatra: qualquer parte dela, mesmo as que não são fruto, fica proibida, pois a proibição de objeto de idolatria abrange a árvore inteira). Rabi Yosei diz: o florescer é proibido, pois é fruto (discordando dos sábios anônimos, considera que o semadar já é, tecnicamente, um estágio do fruto). Rabi Eliezer diz: quem coalha [queijo] com a seiva de orlá, é proibido (a resina ou seiva extraída de uma árvore de orlá, usada para coalhar leite, transmite a proibição ao queijo resultante). Disse Rabi Yehoshua: ouvi explicitamente que quem coalha com a seiva das folhas e com a seiva das raízes, é permitido; com a seiva dos frutos verdes [pagim], é proibido, pois são fruto (Rabi Yehoshua transmite uma distinção mais precisa: a seiva de partes não-frutíferas é permitida, mas a seiva extraída dos frutos ainda verdes já é considerada fruto e proibida).

הֶעָלִים, וְהַלּוּלָבִים, וּמֵי גְּפָנִים, וּסְמָדַר, מֻתָּרִים בָּעָרְלָה וּבָרְבָעִי וּבַנָּזִיר, וַאֲסוּרִים בָּאֲשֵׁרָה. רַבִּי יוֹסֵי אוֹמֵר, הַסְּמָדַר אָסוּר, מִפְּנֵי שֶׁהוּא פְּרִי. רַבִּי אֱלִיעֶזֶר אוֹמֵר, הַמַּעֲמִיד בִּשְׂרָף הָעָרְלָה, אָסוּר. אָמַר רַבִּי יְהוֹשֻׁעַ, שָׁמַעְתִּי בְּפֵרוּשׁ, שֶׁהַמַּעֲמִיד בִּשְׂרָף הֶעָלִים וּבִשְׂרָף הָעִקָּרִים, מֻתָּר, בִּשְׂרָף הַפַּגִּים, אָסוּר, מִפְּנֵי שֶׁהֵם פְּרִי:
Mishná 8"Ankokelot, os caroços de uva, as cascas e o vinho aguado"
Se a mishná anterior tratava de partes da árvore que não são fruto (e por isso permitidas), esta mishná trata do caso oposto: partes secundárias que já são consideradas "acessórias do fruto" e por isso proibidas em orlá — mas, curiosamente, permitidas em neta revai, por uma razão técnica diferente

Ankokelot (uvas que foram danificadas por uma praga antes de atingirem um terço de sua maturação), e os caroços de uva, e as cascas, e o vinho aguado deles (bebida feita adicionando água sobre os resíduos de uva já espremida, que ainda retêm gosto de vinho), a casca da romã e sua flor (a parte externa dura da romã e o resquício floral que fica em sua ponta), as cascas de nozes, e os caroços (de qualquer fruta, como tâmaras, azeitonas e pêssegos), são proibidos em orlá, e numa asherá, e ao nazireu, e permitidos em neta revai (distinção que a mishná não explica aqui, mas que os comentadores atribuem à natureza diferente da proibição de neta revai, que exige que o item seja próprio para consumo). E as [frutas] caídas [antes de amadurecer] (novelot, frutos que caem da árvore antes de completar sua maturação), todas são proibidas (em todas as quatro categorias — orlá, asherá, nazireu e neta revai — sem exceção).

עַנְקוֹקְלוֹת, וְהַחַרְצַנִּים, וְהַזַּגִּים, וְהַתֶּמֶד שֶׁלָּהֶם, קְלִפֵּי רִמּוֹן וְהַנֵּץ שֶׁלּוֹ, קְלִפֵּי אֱגוֹזִים, וְהַגַּרְעִינִים, אֲסוּרִים בָּעָרְלָה, וּבָאֲשֵׁרָה, וּבַנָּזִיר, וּמֻתָּרִין בָּרְבָעִי. וְהַנּוֹבְלוֹת, כֻּלָּן אֲסוּרוֹת:
Mishná 9"Rabi Yosei diz: planta-se um galho de orlá"
Mishná final do Perek Alef: Rabi Yosei encerra o capítulo aplicando o princípio central de todo o perek — a distinção entre o que é "fruto" (proibido) e o que não é (permitido) — a três atos de propagação vegetal: plantar um galho, plantar uma noz, e enxertar um broto de tamareira, todos provenientes de uma árvore de orlá

Rabi Yosei diz: planta-se um galho de orlá (um pedaço de madeira cortado de uma árvore ainda em seus três anos de orlá; a madeira em si, sendo permitida em proveito, pode ser usada para plantio), mas não se planta uma noz de orlá (pois a noz é o próprio fruto da árvore, proibido em proveito — usá-la como semente para plantio seria uma forma de aproveitamento do fruto), porque ela é fruto (a razão explícita da distinção: o galho é madeira, permitida; a noz é fruto, proibida). E não se enxertam brotos de tamareira de orlá (kafniot, os brotos tenros da tamareira em estágio inicial, ainda semelhantes ao florescer de outras árvores, mas que, no caso da tamareira, já são considerados fruto para este efeito).

רַבִּי יוֹסֵי אוֹמֵר, נוֹטְעִין יִחוּר שֶׁל עָרְלָה, וְאֵין נוֹטְעִין אֱגוֹז שֶׁל עָרְלָה, מִפְּנֵי שֶׁהוּא פְּרִי. וְאֵין מַרְכִּיבִין בְּכַפְנִיּוֹת שֶׁל עָרְלָה: