Talmud Bavli · Massechet Maasrot · Perek Alef
פֶּרֶק רִאשׁוֹן

Mishná de Maasrot, primeiro perek — adaptada à trilha Bavli

8 mishnayot · sem Guemará no Talmud Bavli
Nota

Massechet Maasrot não possui Guemará no Talmud Bavli — apenas a Mishná é impressa/estudada nesta trilha. Esta página apresenta a Mishná adaptada ao formato da trilha Bavli; para o estudo devocional completo, com fontes da Torá, halachot dos códigos e o perush dos mefarshim, veja a versão completa na Mishná.

A Mishná · הַמִּשְׁנָה

Mishná 1"Disseram um princípio geral sobre os dízimos"
Abre-se o tratado com dois princípios gerais que definem quais produtos se obrigam ao dízimo: ser alimento, ser guardado, e crescer da terra — e a distinção entre o que já é comestível desde o início de seu crescimento e o que só se torna alimento ao amadurecer

Disseram um princípio geral sobre os dízimos (maasrot): tudo que é alimento, e é guardado (tem dono que o protege, excluindo o que é hefker, abandonado sem proprietário), e seu crescimento é da terra (excluindo cogumelos e trufas, que não brotam de semente plantada), é obrigado aos dízimos. E ainda disseram outro princípio geral: tudo cujo início é alimento e cujo fim é alimento (como os vegetais, comestíveis desde pequenos), ainda que se o guarde para aumentar seu alimento (deixando-o crescer mais na terra), é obrigado, pequeno ou grande (desde o início de seu crescimento até o fim). Mas tudo cujo início não é alimento (como os frutos de árvore, imprestáveis quando verdes) porém seu fim é alimento, não se obriga até que se torne alimento (isto é, até atingir o grau de maturação em que passa a ser comestível).

כְּלָל אָמְרוּ בַּמַּעַשְׂרוֹת, כָּל שֶׁהוּא אֹכֶל, וְנִשְׁמָר, וְגִדּוּלָיו מִן הָאָרֶץ, חַיָּב בַּמַּעַשְׂרוֹת. וְעוֹד כְּלָל אַחֵר אָמְרוּ, כָּל שֶׁתְּחִלָּתוֹ אֹכֶל וְסוֹפוֹ אֹכֶל, אַף עַל פִּי שֶׁהוּא שׁוֹמְרוֹ לְהוֹסִיף אֹכֶל, חַיָּב קָטָן וְגָדוֹל. וְכָל שֶׁאֵין תְּחִלָּתוֹ אֹכֶל אֲבָל סוֹפוֹ אֹכֶל, אֵינוֹ חַיָּב עַד שֶׁיֵּעָשֶׂה אֹכֶל:
Mishná 2"A partir de quando as frutas se obrigam aos dízimos"
Aplicando o segundo princípio da mishná anterior, esta mishná lista o sinal específico de maturação que marca, para cada tipo de fruta de árvore, o momento em que ela se torna alimento e passa a se obrigar ao dízimo

A partir de quando as frutas se obrigam aos dízimos? Os figos, desde que começam a amadurecer (bochal, quando iniciam seu processo de maturação e se tornam próprios ao consumo). As uvas e as uvas silvestres (abushim, um tipo inferior de uva), desde que apodrecem (hivíshu, quando amolecem tanto que as sementes internas ficam visíveis por fora). O sumagre e as amoras, desde que avermelham; e todos os frutos vermelhos, desde que avermelham (referindo-se a todo fruto cuja natureza é tornar-se vermelho quando maduro). As romãs, desde que derretem (quando a polpa amolece o suficiente para que, ao apertar entre os dedos, escorra líquido). As tâmaras, desde que fermentam (quando a casca se racha como pão fermentado). Os pêssegos, desde que criam veias (veias avermelhadas visíveis sob a casca). As nozes, desde que fazem celeiro (quando o miolo se separa da casca externa, como se estivesse guardado em um celeiro). Rabi Yehudá diz: as nozes e as amêndoas, desde que fazem casca (referindo-se à casca interna, que só se forma ao final da maturação completa — opinião minoritária que a halachá não segue).

מֵאֵימָתַי הַפֵּרוֹת חַיָּבוֹת בַּמַּעַשְׂרוֹת. הַתְּאֵנִים, מִשֶּׁיַּבְחִילוּ. הָעֲנָבִים וְהָאֳבָשִׁים, מִשֶּׁהִבְאִישׁוּ. הָאוֹג וְהַתּוּתִים, מִשֶּׁיַּאְדִּימוּ. וְכָל הָאֲדֻמִּים, מִשֶּׁיַּאְדִּימוּ. הָרִמּוֹנִים, מִשֶּׁיִּמַּסּוּ. הַתְּמָרִים, מִשֶּׁיָּטִּילוּ שְׂאֹר. הָאֲפַרְסְקִים, מִשֶּׁיָּטִּילוּ גִידִים. הָאֱגוֹזִים, מִשֶּׁיַּעֲשׂוּ מְגוּרָה. רַבִּי יְהוּדָה אוֹמֵר, הָאֱגוֹזִים וְהַשְּׁקֵדִים, מִשֶּׁיַּעֲשׂוּ קְלִפָּה:
Mishná 3"As alfarrobas, desde que criam pintas"
Continuação da lista de sinais de maturação, agora organizados por categorias de cor — os escuros e os claros — e encerrando com o critério do grão e das azeitonas: um terço do crescimento total

As alfarrobas, desde que criam pintas (pequenas manchas escuras que começam a surgir na casca). E todos os frutos escuros, desde que criam pintas (o mesmo sinal se aplica a qualquer fruto cuja natureza é escurecer quando maduro). As peras, os pêros, os marmelos e as nêsperas, desde que ficam lisos (quando a fina penugem que os cobre quando verdes começa a cair, revelando manchas claras). E todos os frutos claros, desde que ficam lisos (o mesmo sinal se aplica a qualquer fruto cuja natureza é clarear quando maduro). O feno-grego (tiltan), desde que germina (isto é, desde que sua semente amadureceu o bastante para que, se plantada, brotaria). O grão e as azeitonas, desde que trazem um terço (isto é, desde que atingem um terço de seu tamanho e conteúdo final de crescimento).

הֶחָרוּבִין, מִשֶּׁיִּנָּקֵדוּ. וְכָל הַשְּׁחוֹרִים, מִשֶּׁיִּנָּקְדוּ. הָאֲגָסִים וְהַקְּרֻסְטוֹמֵלִין וְהַפָּרִישִׁין וְהָעֻזְרָדִים, מִשֶּׁיִּקָּרֵחוּ. וְכָל הַלְּבָנִים, מִשֶּׁיִּקָּרֵחוּ. הַתִּלְתָּן, מִשֶּׁתְּצַמֵּחַ. הַתְּבוּאָה וְהַזֵּיתִים, מִשֶּׁיַּכְנִיסוּ שְׁלִישׁ:
Mishná 4"E quanto aos vegetais"
Fecha-se a série de sinais de maturação retornando ao princípio de 1:1 sobre os vegetais e frutos comestíveis desde pequenos, com o caso especial e espelhado das amêndoas amargas e doces

E quanto aos vegetais (retomando o primeiro princípio geral de 1:1): os pepinos, as abóboras, as melancias, os melões (pepinos-melão), as maçãs e os etrogs (embora o etrog seja fruto de árvore, seu caso se assemelha ao dos vegetais), se obrigam pequenos e grandes (pois desde o início são comestíveis, ainda que se deixe que cresçam mais). Rabi Shimon isenta os etrogs pequenos (por considerar que, ao contrário dos demais itens desta lista, o etrog verde e pequeno não é realmente próprio para consumo — opinião individual que a halachá não segue). Aquele que se obriga nas amêndoas amargas, se isenta nas doces; e aquele que se obriga nas doces, se isenta nas amargas (pois a amêndoa amarga é comestível quando verde e imprópria quando madura, ao passo que a amêndoa doce é o oposto — imprópria quando verde e comestível quando madura; assim, cada uma se obriga em seu próprio estágio de maturação).

וּבַיָּרָק, הַקִּשּׁוּאִין וְהַדְּלוּעִים וְהָאֲבַטִּיחִים וְהַמְּלָפְפוֹנוֹת, הַתַּפּוּחִים וְהָאֶתְרוֹגִין, חַיָּבִים גְּדוֹלִים וּקְטַנִּים. רַבִּי שִׁמְעוֹן פּוֹטֵר אֶת הָאֶתְרוֹגִים בְּקָטְנָן. הַחַיָּב בַּשְּׁקֵדִים הַמָּרִים, פָּטוּר בַּמְּתוּקִים, הַחַיָּב בַּמְּתוּקִים, פָּטוּר בַּמָּרִים:
Mishná 5"Qual é o granário para os dízimos?"
Muda-se o tema: já sabendo quando cada fruto se torna "alimento" obrigado ao dízimo em princípio, esta mishná pergunta quando essa obrigação se torna efetiva a ponto de proibir o consumo casual (akhilat ar'ai) — o equivalente ao "granário" da tebuá bíblica

Qual é o granário para os dízimos? (isto é, o ponto equivalente, para cada produto, ao momento em que o grão na eira se torna proibido ao consumo casual). Os pepinos e as abóboras, desde que se remove a penugem (a fina camada de pelos que os cobre quando ainda jovens). E se não remove a penugem, desde que se faz um monte (empilhando-os juntos, sinal de que o processo de colheita terminou). A melancia, desde que se lava (removendo a sujeira que a cobre). E se não a lava, até que se faça o "muktzê" (alinhando-as lado a lado no local designado, já que melancias não se empilham). O vegetal amarrado, desde que se amarra (em molhos, como costuma ser vendido). Se não amarra, até que se encha o utensílio (o cesto ou recipiente que pretende usar). E se não enche o utensílio, até que colha tudo o que deseja colher. O cesto, até que se cubra (com folhas ou ramos, como é costume ao final da colheita). Se não vai cobri-lo, até que se encha o utensílio. E se não enche o utensílio, até que colha tudo o que deseja colher. Quando se aplica isso? Quando se leva ao mercado (para vender). Mas quando se leva para sua própria casa, come-se dele casualmente até que chegue à sua casa (pois, sendo a intenção do dono determinante, e não havendo ainda decisão final sobre venda, permite-se o consumo casual até a entrada efetiva em casa).

אֵיזֶהוּ גָּרְנָן לַמַּעַשְׂרוֹת. הַקִּשּׁוּאִים וְהַדְּלוּעִים, מִשֶּׁיְּפַקְסוּ. וְאִם אֵינוֹ מְפַקֵּס, מִשֶּׁיַּעֲמִיד עֲרֵמָה. אֲבַטִּיחַ, מִשֶּׁיְּשַׁלֵּק. וְאִם אֵינוֹ מְשַׁלֵּק, עַד שֶׁיַּעֲשֶׂה מֻקְצֶה. יָרָק הַנֶּאֱגָד, מִשֶּׁיֹּאגַד. אִם אֵינוֹ אוֹגֵד, עַד שֶׁיְּמַלֵּא אֶת הַכְּלִי. וְאִם אֵינוֹ מְמַלֵּא אֶת הַכְּלִי, עַד שֶׁיְּלַקֵּט כָּל צָרְכּוֹ. כַּלְכָּלָה, עַד שֶׁיְּחַפֶּה. וְאִם אֵינוֹ מְחַפֶּה, עַד שֶׁיְמַלֵּא אֶת הַכְּלִי. וְאִם אֵינוֹ מְמַלֵּא אֶת הַכְּלִי, עַד שֶׁיְּלַקֵּט כָּל צָרְכּוֹ. בַּמֶּה דְבָרִים אֲמוּרִים, בְּמוֹלִיךְ לַשּׁוּק. אֲבָל בְּמוֹלִיךְ לְבֵיתוֹ, אוֹכֵל מֵהֶם עֲרַאי עַד שֶׁהוּא מַגִּיעַ לְבֵיתוֹ:
Mishná 6"As sementes de romã secas, as passas e as alfarrobas"
Continua a lista do "granário para os dízimos", agora para produtos secos ao sol — sementes de romã, passas e alfarrobas —, para a cebola, para o grão que se alisa em pilha, e para as leguminosas, com a permissão remanescente de tomar um pouco mesmo após a fixação

As sementes de romã secas (pérad, separadas da romã e postas a secar ao sol), as passas e as alfarrobas, desde que se faz um monte. As cebolas, desde que se remove a casca (as folhas e películas externas, que costumeiramente se descartam). E se não remove a casca, desde que se faz um monte. O grão, desde que se alisa a pilha (memarêach — alisando e nivelando a superfície do monte de grão, sinal de que o processamento terminou). E se não alisa, até que se faça um monte. As leguminosas, desde que se peneira (separando-as da palha e da terra por completo). E se não peneira, até que se alise a pilha. Ainda que se tenha alisado (a pilha, já fixando a obrigação), toma-se das espigas quebradas, das bordas, e do que está misturado dentro da palha, e come-se (pois esses resíduos, ainda não plenamente processados, mantêm-se permitidos ao consumo casual mesmo depois de o monte principal já estar fixado).

הַפֶּרֶד וְהַצִּמּוּקִין וְהֶחָרוּבִין, מִשֶּׁיַּעֲמִיד עֲרֵמָה. הַבְּצָלִים, מִשֶּׁיְּפַקֵּל. וְאִם אֵינוֹ מְפַקֵּל, מִשֶּׁיַּעֲמִיד עֲרֵמָה. הַתְּבוּאָה, מִשֶּׁיְּמָרֵחַ. וְאִם אֵינוֹ מְמָרֵחַ, עַד שֶׁיַּעֲמִיד עֲרֵמָה. הַקִּטְנִיּוֹת, מִשֶּׁיִּכְבֹּר. וְאִם אֵינוֹ כוֹבֵר, עַד שֶׁיְּמָרֵחַ. אַף עַל פִּי שֶׁמֵּרַח, נוֹטֵל מִן הַקֻּטָּעִים וּמִן הַצְּדָדִים וּמִמַּה שֶׁבְּתוֹךְ הַתֶּבֶן, וְאוֹכֵל:
Mishná 7"O vinho, desde que forma espuma"
A lista do "granário para os dízimos" chega aos líquidos — vinho e azeite —, cada um com seu próprio sinal de fixação, e com resíduos remanescentes que continuam permitidos ao consumo mesmo após a fixação principal

O vinho, desde que forma espuma (kipuy — quando as cascas e sementes sobem à superfície durante a fermentação inicial no poço do lagar). Ainda que tenha formado espuma, toma-se da prensa superior e do duto, e bebe-se (pois o vinho que ainda está no lagar superior, ou escorrendo pelo duto até o poço inferior, ainda não completou seu processamento). O azeite, desde que desce ao poço (a cavidade onde se acumula o azeite prensado). Ainda que tenha descido, toma-se da corda e de entre a mó e de entre as tábuas, e coloca-se numa tigela pequena e numa travessa (recipientes usados para servir de imediato), mas não se coloca na panela ou no caldeirão enquanto estão fervendo (pois isso equivaleria a cozinhar o azeite, um processamento que fixaria definitivamente sua obrigação). Rabi Yehudá diz: coloca-se em qualquer coisa, exceto no que contém vinagre ou salmoura (pois estes, sendo condimentos ácidos e fortes, aceleram o processo de "cozimento" mesmo sem fogo direto — opinião individual que a halachá não segue).

הַיַּיִן, מִשֶּׁיְּקַפֶּה. אַף עַל פִּי שֶׁקִּפָּה, קוֹלֵט מִן הַגַּת הָעֶלְיוֹנָה וּמִן הַצִּנּוֹר, וְשׁוֹתֶה. הַשֶּׁמֶן, מִשֶּׁיֵּרֵד לָעוּקָה. אַף עַל פִּי שֶׁיָּרַד, נוֹטֵל מִן הֶעָקָל וּמִבֵּין הַמָּמָל וּמִבֵּין הַפַּצִּים, וְנוֹתֵן לַחֲמִטָּה וְלַתַּמְחוּי, אֲבָל לֹא יִתֵּן לַקְּדֵרָה וְלַלְּפָס כְּשֶׁהֵן רוֹתְחִין. רַבִּי יְהוּדָה אוֹמֵר, לַכֹּל הוּא נוֹתֵן, חוּץ מִדָּבָר שֶׁיֶּשׁ בּוֹ חֹמֶץ וְצִיר:
Mishná 8"O disco, desde que se alisa"
Encerra-se o Perek Alef com o último item do "granário para os dízimos": o disco de figos prensados, com uma disputa lateral sobre pureza ritual, seguido dos figos secos e do celeiro, e do caso especial do recipiente que se rompe antes de terminado o processamento

O disco (de figo prensado), desde que se alisa (sua superfície, com líquido, sinal do término da fabricação). Alisam-se com figos e uvas ainda obrigados (tevel — pois, uma vez que o suco se perde na operação, não se considera consumo do produto). Rabi Yehudá proíbe (por considerar esses sucos um produto valioso, sujeito à proibição de tevel — opinião individual que a halachá não segue). Aquele que alisa com uvas, não se tornou suscetível (à impureza ritual, pois o suco que escorre não é considerado líquido intencional que prepara o alimento para receber impureza). Rabi Yehudá diz: tornou-se suscetível (pois, para ele, o suco de uva usado para alisar é considerado líquido desejado). Os figos secos (gerogarot), desde que se pisam (compactados dentro do barril). E o celeiro, desde que se arredonda (quando se nivela e alisa a superfície do depósito com as mãos). Se estava pisando no barril e arredondando no celeiro, e o barril se quebrou ou o celeiro se abriu (antes de terminado o processo), não se come deles casualmente (pois já se considera o processamento essencialmente concluído, ainda que a ruptura tenha interrompido a etapa final). Rabi Yosei permite (por considerar que a parte de cima ainda depende da de baixo e vice-versa, e o processamento não estava de fato completo — opinião individual que a halachá não segue).

הָעִגּוּל, מִשֶּׁיַּחֲלִיקֶנּוּ. מַחֲלִיקִים בִּתְאֵנִים וּבַעֲנָבִים שֶׁל טֶבֶל. רַבִּי יְהוּדָה אוֹסֵר. הַמַּחֲלִיק בַּעֲנָבִים, לֹא הֻכְשָׁר. רַבִּי יְהוּדָה אוֹמֵר, הֻכְשָׁר. הַגְּרוֹגָרוֹת, מִשֶּׁיָּדוּשׁ. וּמְגוּרָה מִשֶּׁיְּעַגֵּל. הָיָה דָשׁ בֶּחָבִית וּמְעַגֵּל בַּמְּגוּרָה, נִשְׁבְּרָה הֶחָבִית וְנִפְתְּחָה הַמְּגוּרָה, לֹא יֹאכַל מֵהֶם עֲרָאי. רַבִּי יוֹסֵי מַתִּיר: