Seis relações proibidas mais severas que estas — porque só podem estar casadas com outros —, suas rivais são permitidas: sua mãe; a esposa de seu pai; a irmã de seu pai; sua irmã por parte de pai; a esposa do irmão de seu pai; e a esposa de seu irmão por parte de pai. — A mishná anterior tratava de mulheres que podiam, em princípio, ter-se casado com qualquer um dos irmãos — eram apenas proibidas àquele irmão específico perante quem caíam para o yibum. Estas seis, ao contrário, são proibidas a todos os irmãos igualmente, pois sua proibição decorre do parentesco com o próprio pai, e não com um irmão em particular: nenhum casamento entre um desses irmãos e essas seis mulheres jamais poderia ter existido validamente. Por isso, se uma delas foi tomada por um dos irmãos — em transgressão, já que tais casamentos nunca são reconhecidos como uniões válidas —, e ele tinha ainda outra esposa, essa outra esposa não é considerada juridicamente uma "rival": como o próprio "casamento" da parente proibida nunca existiu enquanto vínculo, também não existe o conceito de rival que dele decorra, e por isso ela permanece plenamente sujeita ao yibum, como se aquele primeiro elo nem existisse.
Estas seis relações proibidas — a mãe, a esposa do pai, a irmã do pai, a irmã paterna, a esposa do irmão do pai e a esposa do irmão paterno — derivam todas do mesmo capítulo de Vaicrá 18, mas com uma diferença estrutural decisiva: sua proibição recai sobre o parentesco com o pai comum, e por isso vale igualmente para todos os filhos dele. Como consequência, nenhuma delas jamais poderia ter sido validamente desposada por qualquer um dos irmãos — ao contrário das quinze da primeira mishná, que eram proibidas apenas a um irmão específico por sua relação com ele. Por não haver, em nenhum momento, um casamento válido possível entre a proibida e o irmão, o conceito de "rival" nunca chega a se formar, e a outra esposa permanece plenamente disponível para o yibum.
Rambam explica por que os Sábios não decretaram, para as rivais destas seis, a mesma cautela que aplicaram a outros casos de dúvida — precisamente porque a proibição delas é notória e conhecida de todos.
Rambam explica que, embora em outros contextos os Sábios tenham imposto cautelas mesmo onde a halachá pura permitiria — para que não se confundam casos semelhantes —, aqui, nas seis relações proibidas mais severas, não impuseram nenhuma restrição adicional à rival, precisamente porque a proibição dessas seis relações com o irmão é notória e conhecida por todos. Não há risco de alguém confundir a "rival" dessas seis com a rival de uma parente proibida das quinze anteriores, porque a impossibilidade de um casamento válido entre um irmão e sua própria mãe, irmã ou tia é evidente a qualquer pessoa — dispensando, portanto, qualquer decreto adicional de cautela.
Rambam explica por que estas seis são "mais severas" apesar de suas rivais serem permitidas; Bartenura detalha cada uma das seis e cita a leitura alternativa do próprio Rambam; Rashi, na Guemará, situa a origem comum de todas as proibições da lista.
Rambam explica o sentido de "mais severas": não que a punição por essas seis seja maior, mas que sua proibição é mais abrangente, pois recai sobre o próprio irmão, e não apenas sobre o yavam específico. As quinze da primeira mishná podiam, em tese, ter sido desposadas por qualquer um dos irmãos — eram proibidas apenas àquele perante quem caíam para o yibum; estas seis são proibidas a todos os irmãos igualmente, porque sua condição de parente recai sobre a relação com o pai comum. Justamente por isso, se um irmão transgrediu e a desposou, o vínculo não é reconhecido como casamento algum — é mera transgressão —, e a outra esposa desse irmão não é, tecnicamente, uma "rival" no sentido jurídico, mas uma esposa comum, plenamente sujeita ao yibum.
Bartenura apresenta duas leituras possíveis para "suas rivais são permitidas": a primeira, mais simples, refere-se ao caso comum de essas seis mulheres estarem legitimamente casadas com outros homens (não-irmãos), e se esses maridos morrem, suas rivais nesses outros casamentos ficam livres para se casar com o irmão em questão, pois este nunca teve, com a proibida, vínculo algum de yibum. A segunda leitura, do próprio Rambam, cobre até o caso em que um irmão transgrediu e desposou uma dessas seis: mesmo assim, se ele morre sem filhos, a outra esposa dele não é considerada rival de parente proibida, porque a união com a proibida nunca foi reconhecida como casamento válido — não há ali kidushin que se apliquem a essas relações.
Rashi observa que todas as relações proibidas listadas nas duas mishnayot, para efeito de isenção do yibum, derivam-se por interpretação do mesmo verso sobre a irmã da esposa — mas há uma distinção quanto à origem de cada proibição em si: algumas, como as seis desta mishná, têm sua proibição escrita explicitamente na Torá em qualquer contexto (mãe, irmã, tia); outras, como a filha nascida de relação forçada mencionada na primeira mishná, têm sua proibição derivada por interpretação, e não expressa diretamente no verso. Essa distinção de origem, porém, não afeta o resultado prático quanto à isenção do yibum — o que importa, para o efeito da rival, é apenas se o casamento com o irmão poderia, em algum momento, ter sido válido.