Em três momentos do ano todos os turnos eram iguais nas partes das oferendas das festas e na distribuição do pão da proposição. — Nas três festas de peregrinação — Pêssach, Shavuot e Sucot — todos os vinte e quatro turnos sacerdotais, e não apenas o turno de plantão daquela semana, tinham direito igual às partes comestíveis das oferendas trazidas pelos peregrinos, assim como à distribuição do lechem hapanim (pão da proposição) quando um Shabat caía dentro da festa.
Em Atzeret dizia-se a cada um: toma matzá, toma chametz. — Em Shavuot (Atzeret), quando os dois pães levedados trazidos como oferenda especial eram distribuídos junto com o pão da proposição não levedado, anunciava-se a cada sacerdote, ao lhe entregar sua porção de cada tipo, qual era qual — pois um preceito não pode ser dividido em partes menores entre os beneficiários.
O turno cujo tempo era fixo oferecia os tamidim, os votos, as ofertas voluntárias e as demais oferendas públicas, e oferecia tudo. — Apesar dessa igualdade nas oferendas específicas da festa, o turno regularmente escalado para aquela semana continuava, como sempre, responsável pelas oferendas diárias comuns, pelos votos e doações privadas trazidos durante a festa, e por todas as demais oferendas públicas não ligadas especificamente à festividade.
O dia de festa adjacente ao Shabat, seja antes, seja depois, todos os turnos eram iguais na distribuição do pão da proposição. — Mesmo quando o próprio Shabat não caía dentro da festa, mas imediatamente antes ou depois dela — exigindo que os sacerdotes chegassem antecipadamente ou permanecessem além do necessário —, a igualdade na distribuição do pão da proposição daquele Shabat se aplicava a todos os turnos igualmente.
A Guemará (Sucá 55b-56a) deriva o princípio de igualdade entre todos os turnos nas oferendas das festas justamente deste versículo, que garante ao sacerdote que sobe ao Templo "por todo o desejo de sua alma" o direito a uma porção igual à dos demais. Esse direito, que na Torá se refere ao sacerdote individual que sobe voluntariamente ao Templo, é lido pelos Sábios como fundamento para que, nas ocasiões de peregrinação, quando todo Israel — e, com ele, todo sacerdote de qualquer turno — comparece ao Templo, também os próprios turnos sacerdotais tenham direitos iguais entre si.
O Rambam identifica os "três momentos" como as três festas de peregrinação e explica a distinção entre matzá e chametz em Atzeret; Bartenura detalha o que exatamente se entende por "partes das oferendas das festas".
"Os momentos" são as três festas de peregrinação. E em Atzeret temos pão levedado no Templo — pois o Nome ordenou "de vossas moradas trareis pão de oferenda movida" (Vayicrá 23:17) — enquanto o pão da proposição é matzá. E quando o dia de Atzeret caía em Shabat, distribuíam-se aos sacerdotes tanto chametz quanto matzá.
"Nas partes das oferendas das festas" — no que se refere às oferendas mencionadas nas festas, todos os turnos eram iguais, como o peito e a coxa dos sacrifícios pacíficos de festa de cada indivíduo, e as peles das oferendas de subida de comparecimento, das oferendas adicionais públicas, e dos bodes de pecado.
Rashi, na Guemará, esclarece o sentido técnico da expressão sobre a divisão dos frutos de verão do altar, mencionada como outro caso incluído sob "oferece tudo".
"Ensina-se: porção igual" — logo depois daquele versículo mencionado acima, escrito referindo-se à festa. "Porção de comer" — igual em todos, do mesmo modo que a divisão do serviço, já incluída anteriormente na exposição.