Quando se traz chagigá com ele? Quando vem em dia comum, em pureza e em pouca quantidade. E quando vem em Shabat, em grande quantidade e em impureza, não se traz com ele chagigá. — A chagigá de catorze de Nisan era uma oferenda facultativa, e não obrigatória, trazida junto com o korban Pessach apenas para aumentar a quantidade de carne disponível para a refeição da noite do Seder. Ela só era trazida quando o catorze caía em dia comum — pois em Shabat não se oferecem sacrifícios facultativos —, quando o korban Pessach vinha em pureza — pois em impureza os sábios não quiseram multiplicar sacrifícios facultativos além do estritamente necessário — e quando o grupo reunido para comer o Pessach era pequeno, de modo que precisava da carne adicional da chagigá para se saciar; quando, ao contrário, o catorze caía em Shabat, ou o Pessach vinha em impureza, ou o grupo era grande o bastante para se satisfazer apenas com a carne do próprio korban Pessach, não havia motivo para trazer a chagigá facultativa junto com ele.
A Guemará deriva daqui a própria existência da chagigá de catorze de Nisan: já que o korban Pessach em si só pode vir do rebanho de ovelhas ou cabras, e nunca do gado, a menção do "gado" junto ao "Pessach" neste versículo só pode referir-se a uma oferenda adicional trazida junto com ele — a chagigá, que, ao contrário do Pessach, pode vir também de bois e vacas. Esse mesmo versículo é a base para a mishná seguinte, que detalha as espécies e o tempo de consumo da chagigá; aqui, ele fundamenta a possibilidade dessa oferenda facultativa acompanhar o Pessach, ficando a critério das circunstâncias — dia comum ou Shabat, pureza ou impureza, grupo pequeno ou grande — se ela de fato é trazida.
O Rambam, no Perush HaMishná, esclarece que a chagigá de catorze de Nisan é facultativa, e por isso cede diante de qualquer circunstância especial — Shabat, impureza ou fartura — que torne sua adição desnecessária.
A chagigá do dia catorze é facultativa e não obrigatória; por isso, se o catorze fosse Shabat, ou se fosse dia comum e os korbanot Pessach fossem numerosos, ou se aquele Pessach viesse em impureza, como se explicará no perek seguinte, não se traz chagigá com o Pessach no dia catorze.
Bartenura detalha cada uma das quatro condições da mishná; Rashi, na Guemará, acrescenta de onde a própria existência da chagigá é derivada.
"Quando se traz chagigá com ele etc.": a chagigá do dia catorze é facultativa e não obrigatória; por isso, se o catorze fosse Shabat, ou se fosse dia comum e os korbanot Pessach fossem numerosos, ou se aquele Pessach viesse em impureza, como se explicará no perek seguinte, não se traz chagigá com o Pessach no dia catorze.
"Quando se traz chagigá com ele" — com o Pessach, em catorze de Nisan. "Quando vem em dia comum e em pureza" — pois embora o Pessach afaste o Shabat e a impureza, a chagigá não afasta o Shabat.
"E em pouca quantidade" — quando o Pessach era pouco para a alimentação dos membros do grupo, e comem primeiro a chagigá para que o Pessach seja o encerramento de sua saciedade. "Em grande quantidade" — quando o grupo era pequeno e lhes bastava o próprio Pessach. "E em impureza" — quando a maioria do público estava impura.
"Não se traz com ele chagigá" — pois a chagigá do dia catorze é facultativa e não obrigatória.
"Nossa Mishná: quando se traz chagigá com ele" — na Guemará se pergunta de onde a mishná anterior ensinou "chagigá". "Com ele" — com o Pessach, em catorze de Nisan, como se deriva na Guemará. "Quando vem em dia comum e em pureza" — pois embora o Pessach afaste o Shabat e a impureza, a chagigá não afasta o Shabat.
"E em pouca quantidade" — quando o Pessach era pouco para a alimentação dos membros do grupo, e comem primeiro a chagigá para que o Pessach seja o encerramento de sua saciedade, e seja considerado como a refeição. "Em grande quantidade" — quando o grupo era pequeno e lhes bastava o próprio Pessach.