Se não há nas claraboias uma abertura de um palmo: se há impureza na casa, diante das claraboias permanece puro. Se há impureza diante das claraboias, a casa permanece pura. Se a impureza está na casa, e foi colocado ali um objeto — quer receba impureza, quer não receba impureza —, seja na de cima seja na de baixo, nada fica impuro senão o andar de baixo. Se a impureza está diante das claraboias, e foi colocado ali um objeto que recebe impureza, seja na de cima seja na de baixo, tudo fica impuro. E um objeto que não recebe impureza, seja na de cima seja na de baixo, nada fica impuro senão o de baixo.
Esta quinta mishná repete o cenário da casa com sótão e as duas claraboias alinhadas, agora sem a abertura de um palmo em nenhuma delas — e por isso as regras se simplificam bastante. Os dois princípios iniciais continuam idênticos aos das mishnayot anteriores. Mas quando a impureza está na casa — não diante das claraboias —, a estreiteza das aberturas faz com que nada do que se coloca nas claraboias, seja o objeto capaz ou incapaz de receber impureza, mude o resultado: como a impureza não sai da casa por uma abertura menor que um palmo em circunstância alguma, nada além do próprio andar de baixo (a casa) fica impuro, e o sótão permanece sempre puro, mesmo que o objeto colocado nas claraboias fosse, por sua natureza, capaz de conduzir a impureza. Já quando a impureza está diante das claraboias — isto é, no vão estreito entre a casa e o sótão, ou entre o sótão e o céu —, a distinção entre objeto suscetível e insuscetível volta a valer, exatamente como na mishná anterior: um objeto capaz de receber impureza não bloqueia nada, e tudo fica impuro; um objeto incapaz de recebê-la bloqueia o que está acima dele, e só o andar de baixo fica impuro.
Tudo isto já está esclarecido a partir do que se explicou anteriormente, uma vez compreendido o fundamento de que a impureza não entra na tenda nem sai dela senão por uma abertura de um palmo.
Sobre “nada fica impuro senão o andar de baixo”: pois, estando a impureza na casa, não diante da claraboia, a impureza não sai por menos de um palmo, e o sótão permanece puro, mesmo que a claraboia do sótão esteja fechada por um objeto.
Sobre “tudo fica impuro”: pois, estando a impureza diante das claraboias, e um objeto impuro não bloqueando, olhamos para ele como se estivesse colocado na boca da claraboia superior, e ele misturou a impureza.