E no canto sudoeste havia dois orifícios, como dois pequenos narizes, pelos quais os sangues derramados sobre o fundamento oeste e sobre o fundamento sul desciam por eles e se misturavam no canal, e saíam para o vale de Kidron.
Depois de descrever a estrutura geral do altar, a mishná volta-se para um detalhe funcional preciso: o destino do sangue que restava após as aspersões rituais. No canto sudoeste do fundamento — o único canto sem yessod, como explicará a mishná seguinte — dois pequenos orifícios recebiam separadamente os restos de sangue vertidos sobre a base ocidental e sobre a base meridional, unindo-os num único canal subterrâneo que corria até o vale de Kidron, fora dos muros de Jerusalém.
Rambam recorda que, embora o fundamento contornasse o altar pelos quatro lados, cortaram-no em dois lados de modo que o canto sudoeste ficasse sem fundamento algum — e a figura que promete desenhar deixará isso claro. Ele explica que, dos restos das aspersões de sangue, umas eram derramadas sobre o fundamento ocidental e outras sobre o fundamento meridional, como já explicara no comentário a Massechet Zevachim; por isso, os dois orifícios foram colocados precisamente no canto sudoeste do fundamento, o ponto de encontro dessas duas faces. E observa que o rebordo (sovev) recebe esse nome por rodear o altar em seus quatro lados completos, ao contrário do fundamento, que era interrompido justamente ali.
Bartenura explica: “e no canto sudoeste” — embaixo, no côvado do fundamento, havia dois orifícios. “Os sangues derramados sobre o fundamento oeste” — como os restos de sangue das oferendas de pecado internas, cujo sangue, depois de todas as aspersões prescritas, era derramado sobre o fundamento ocidental. “E sobre o fundamento sul” — os restos de sangue das oferendas externas.
“Desciam” — por esses orifícios — “e se misturavam” no canal de água que passava pelo átrio, e dali saíam para o vale de Kidron. E os donos de hortas os compravam dos tesoureiros do Templo para adubar com eles a terra.