Todas as arayot (parentes proibidas) sobre as quais disseram que suas tzarot estão permitidas — foram estas tzarot e se casaram, e se descobriu que aquelas eram ailonit: ela sai deste e daquele, e todos esses caminhos se aplicam a ela. — Esta mishná pressupõe o princípio, estudado em Yevamot, de que quando um homem morre sem filhos e deixa uma viúva que é, para o irmão sobrevivente, uma "arayá" — uma parente com quem o casamento seria proibido, como a irmã de sua própria esposa —, não apenas essa viúva fica isenta tanto do ibum quanto da chalitzá, mas também sua tzará (a outra esposa do irmão falecido, casada com ele ao mesmo tempo) fica igualmente isenta, livre para se casar com qualquer homem sem qualquer procedimento formal. O caso da mishná: essas tzarot, confiando nessa isenção, foram e se casaram livremente com outros homens. Só depois descobriu-se que a arayá original — aquela cuja condição gerou a isenção — era na verdade uma ailonit, uma mulher fisiologicamente incapaz de conceber. Essa descoberta muda tudo retroativamente: se ela nunca poderia ter filhos, o casamento original do irmão falecido com ela nunca teve o tipo de vínculo que a halachá reconhece como gerador da obrigação de ibum da forma pressuposta, e portanto a isenção da tzará baseada nessa arayá nunca foi genuinamente válida. A tzará permanecia, na verdade, presa ao vínculo do levirato com o irmão sobrevivente — e ao se casar livremente com outro homem sem chalitzá, ela caiu exatamente na mesma situação da mulher da mishná anterior: casada, sem saber, com dois vínculos simultâneos. Por isso a mishná aplica a ela, em bloco, toda a mesma cadeia de penalidades já enumerada — saída de ambos os vínculos, perda de ketubá e sustento, o status de mamzer para os filhos, e todo o restante da lista — resumida aqui pela fórmula "todos esses caminhos se aplicam a ela".
Rambam, no Perush HaMishná, identifica a opinião de Rabi Akiva por trás da cláusula do mamzer aqui e observa que ela não é a lei final; Bartenura conta as quinze arayot e explica cada termo da mishná.
Rambam identifica que a cláusula do mamzer aplicada aqui reflete a opinião de Rabi Akiva, para quem existe mamzer nascido de uma relação de yevamá inválida — opinião já discutida em Yevamot e que não é a halachá final. Rambam observa ainda que a mishná repete este mesmo tipo de caso na mishná seguinte precisamente para ensinar que a mesma penalidade se aplica mesmo quando o próprio ibum já havia sido consumado pelo irmão sobrevivente com a arayá.
Bartenura identifica as quinze relações de parentesco que os sábios listaram como "arayot", cuja presença isenta automaticamente a tzará do ibum e da chalitzá. E explica a lógica da descoberta posterior: se a arayá era ailonit, revela-se que os próprios kidushin do marido falecido com ela foram, em certo sentido, um erro — pois uma condição física preexistente e permanente tornava aquele vínculo diferente do que se presumia, invalidando retroativamente a base da isenção concedida à tzará.
Rambam e Bartenura, conforme acima. A Guemará sobre esta mishná (Guitin 80b) não traz, na versão de Rashi disponível para esta edição, comentário específico separado das explicações já citadas.
Rambam reforça que, embora a mishná aplique aqui a mesma linguagem severa de mamzer já vista na mishná anterior, a base halachica dessa cláusula específica remonta à opinião individual de Rabi Akiva sobre a yevamá, e não representa a posição final adotada pela halachá — um padrão que se repete ao longo de todo este bloco de mishnayot.
Bartenura confirma, com base no tratado de Yevamot, que a frase-resumo "todos esses caminhos se aplicam a ela" remete precisamente à mesma lista já detalhada, e situa a opinião subjacente à cláusula do mamzer na visão mais ampla de Rabi Akiva sobre proibições de "chayvei lavin" — reiterando que essa visão específica não prevalece como lei final.