Sexta halachá do Perek Chet de Massechet Sheviit. A Mishná ensina que os figos do sétimo ano não se cortam com o instrumento de corte próprio do processamento comercial, mas corta-se com a foice comum; não se pisam uvas no lagar, mas pisa-se na gamela; não se fazem azeitonas na prensa de vigas nem no cotvi, mas esmaga-se e coloca-se na boididá — e Rabi Shimon permite até mesmo moer na casa da prensa, desde que se coloque o resultado na boididá. A guemará deriva essa regra do versículo "o que crescer por si mesmo da tua colheita não colherás, e as uvas dos teus nazireus não vindimarás", discutindo, com Rabi La e Rabi Mana, por que o versículo era necessário mesmo tratando-se de produto cuja colheita já era permitida, e concluindo que a proibição é apenas contra colher e vindimar do modo próprio dos colhedores e vindimadores comuns; traz o ensinamento de Rabi Yochanan à casa de Rabi Yanai, instruindo-os a moer conforme Rabi Shimon, a processar conforme os sábios, e a receber o pagamento de suas prensas em dinheiro, não em produto; e fecha com a baraita sobre condutores de animais de carga e carregadores que trabalham com produto do sétimo ano, cujo pagamento fica sujeito às restrições do sétimo ano, com as explicações divergentes de Rabi Zeira e Rabi Hila sobre se a baraita trata de produto colhido licitamente ou ilicitamente, e o paralelo trazido por Rabi Abahu em nome de Rabi Yochanan com a penalidade sobre o vinho de libação idólatra.
Mishná: Figos do sétimo ano não se cortam com o instrumento de corte (próprio do processamento comercial, para secar grandes quantidades), mas corta-se com a foice (de uso doméstico e simples). E não se pisam uvas no lagar, mas pisa-se na gamela. E não se fazem azeitonas na prensa de vigas nem no cotvi (uma prensa secundária, também de uso comercial), mas esmaga-se e coloca-se na boididá (um cesto ou recipiente pequeno de prensagem manual). Rabi Shimon diz: pode-se até mesmo moer na casa da prensa, contanto que se coloque o resultado na boididá.
Halachá: Está escrito: "e o que crescer por si mesmo da tua colheita não colherás" (Vayikra 25:5). Isso implica que a colheita feita do modo próprio dos ceifeiros comuns, não? Disse Rabi La: se o versículo não trata do que cresce por si mesmo e é proibido (produto plantado antes do sétimo ano, cuja colheita já era vedada por outra razão), aplica-o ao que cresce por si mesmo e é permitido. Disse Rabi Mana: por isso o versículo foi necessário — no caso em que as plantas cresceram por si mesmas — para que não se diga: já que cresceram por si mesmas, sejam permitidas (colher do modo comum); por isso foi necessário dizer que é proibido. "O que crescer por si mesmo da tua colheita não colherás, e as uvas dos teus nazireus (as videiras não podadas do sétimo ano, como um nazireu que não corta o cabelo) não vindimarás": do que está guardado na terra não vindimarás; vindimas do que está abandonado (hefker, aberto a todos). "Não vindimarás" do modo próprio dos vindimadores (comuns, para processamento em larga escala); daqui disseram: figos do sétimo ano não se cortam com o instrumento de corte, mas corta-se com a foice. Não se pisam uvas no lagar, mas pisa-se na gamela. Não se fazem azeitonas na prensa de vigas nem no cotvi — e nossos mestres permitiram fazer no cotvi.
Halachá: Rabi Yochanan instruiu os da casa de Rabi Yanai a moer no moinho conforme Rabi Shimon, e a processar no cotvi conforme os sábios. Rabi Yochanan instruiu os da casa de Rabi Yanai a não receberem o pagamento de suas prensas em vinho, mas em dinheiro, conforme instruíram Rabi Yehuda e Rabi Nechemya.
Halachá: Foi ensinado: os condutores de animais de carga, e os carregadores, e todos os que trabalham com produto do sétimo ano — o pagamento deles fica sujeito às restrições do sétimo ano. Disse Rabi Zeira: a baraita trata de frutos colhidos licitamente. O que significa "o pagamento deles fica sujeito às restrições do sétimo ano"? Que recebem, daquilo que transportam, o próprio pagamento sujeito às restrições do sétimo ano — e isso é consistente com o que instruiu Rabi Yochanan aos da casa de Rabi Yanai, que não recebessem o pagamento de suas prensas em azeite, mas em dinheiro, conforme instruíram Rabi Yehuda e Rabi Nechemya. Rabi Hila diz: a baraita trata de carregadores de frutos colhidos ilicitamente. E o que é, então, "o pagamento deles fica sujeito às restrições do sétimo ano"? Como disse Rabi Abahu em nome de Rabi Yochanan: o vinho de libação idólatra, penalizaram-no (proibindo até seu benefício residual, ainda que a proibição original fosse de outra natureza) — e aqui também penalizaram-no.
Esta é a sexta halachá do Perek Chet de Massechet Sheviit. A Mishná ensina que figos do sétimo ano não se cortam com o instrumento de corte comercial, mas corta-se com a foice; não se pisam uvas no lagar, mas na gamela; não se fazem azeitonas na prensa de vigas nem no cotvi, mas esmaga-se e coloca-se na boididá, e Rabi Shimon permite até moer na casa da prensa.
A guemará deriva a regra do versículo sobre o que cresce por si mesmo e as uvas dos nazireus, explicando por que o versículo era necessário mesmo tratando-se de colheita já permitida, e concluindo que a proibição alcança apenas o modo de colher próprio dos colhedores comuns; traz o ensinamento de Rabi Yochanan à casa de Rabi Yanai, para moer conforme Rabi Shimon e processar conforme os sábios, recebendo o pagamento das prensas em dinheiro, não em produto; e fecha com a baraita sobre condutores e carregadores do sétimo ano, cujo pagamento é regido pelas restrições do sétimo ano, com as explicações divergentes de Rabi Zeira e Rabi Hila e o paralelo trazido por Rabi Abahu com a penalidade sobre o vinho de libação idólatra. Ainda não há correspondência temática verificada com a trilha paralela do Talmud Bavli.