Terceira halachá do Perek Chet de Massechet Sheviit. A Mishná ensina que não se vendem os frutos do sétimo ano nem por medida, nem por peso, nem por número — nem figos por número, nem verdura por peso —, com a Casa de Shamai proibindo até mesmo vendê-los em molhos atados, e a Casa de Hilel permitindo atar no mercado aquilo cujo costume é ser atado em casa, como os alhos-porros e a flor-do-leite. A guemará explica que a razão de tais restrições é fazer com que os frutos sejam vendidos barato, e que, se se permitisse vendê-los por unidades maiores e ainda assim barato, o vendedor deixaria de tratá-los com a santidade devida; traz o ensino de que os frutos de fora da Terra que entraram na Terra não devem ser vendidos por medida, peso ou número, senão como os frutos da própria Terra, a menos que sejam reconhecíveis, com o exemplo de Rabi Yosei bei Rabi Bun sobre certa fruta trazida de Susita a Tiberíades; o ensino de Rabi Chizkiya em nome de Rabi Aba bar Mamal sobre o instrumento de medida que, tendo servido repetidas vezes, passa a ter estatuto de instrumento de medida e não pode mais ser usado informalmente, e o de Rabi Hoshaya proibindo usar o comprimento do próprio dedo como medida; e fecha com a pergunta sobre o açougueiro que é kohen e recebe um primogênito defeituoso — se pode cortá-lo em pedaços para assados e vendê-lo no mercado —, que Rabi Yirmeya pensou em permitir por analogia com os molhos atados, mas que Rabi Mana resolve no sentido de que é proibido, para que o corpo do animal não seja tratado como mercadoria.
Mishná: Não se vendem os frutos do sétimo ano nem por medida, nem por peso, nem por número; nem figos por número, nem verdura por peso. A Casa de Shamai diz: nem sequer em molhos atados. Mas a Casa de Hilel diz: aquilo cujo costume é ser atado em casa, ata-se também no mercado — como os alhos-porros e a flor-do-leite (planta cujo nome exato os comentadores não identificam com segurança).
Halachá: Por quê (se proíbe vender por medida, peso ou número)? Para que sejam vendidos barato. Mas que sejam pesados pela libra (unidade maior, de atacado) e vendidos barato do mesmo jeito? Se disseres que sim, também ele deixará de tratá-los com santidade.
Halachá: Foi ensinado: os frutos de fora da Terra que entraram na Terra não devem ser vendidos nem por medida, nem por peso, nem por número, senão como os frutos da própria Terra; mas, se são reconhecíveis (como sendo de fora), é permitido. Disse Rabi Yosei bei Rabi Bun: como, por exemplo, aquelas kordekaiot (certa fruta cuja identidade não se determinou com segurança) que sobem e são vendidas de Susita para Tiberíades.
Halachá: Rabi Chizkiya, em nome de Rabi Aba bar Mamal: aquele que mede com um cesto, e este lhe deu certo o volume duas e três vezes, é proibido medir com ele (dali em diante, pois já se tornou, na prática, um instrumento de medida). Disse Rabi Hoshaya: é proibido dizer "dá-me o comprimento do teu dedo" (como se fosse uma unidade de medida).
Halachá: Um açougueiro que é kohen, a quem coube um primogênito (defeituoso, já pertencente a ele como propriedade comum) — qual é o seu estatuto? Pode cortá-lo em pedaços para assados e vendê-lo no mercado? Rabi Yirmeya pensou em dizer que é permitido, a partir daquilo que se ensinou: "aquilo cujo costume é ser atado em casa, ata-se também no mercado." Disse Rabi Mana: esse mesmo raciocínio prova que é proibido, para que ele não trate o corpo do animal como mercadoria.
Esta é a terceira halachá do Perek Chet de Massechet Sheviit. A Mishná ensina que não se vendem os frutos do sétimo ano por medida, peso ou número, nem figos por número, nem verdura por peso, com a disputa entre a Casa de Shamai e a Casa de Hilel sobre vendê-los em molhos atados.
A guemará explica que a proibição visa fazer com que os frutos sejam vendidos barato, e que permitir vendê-los por unidades maiores faria o vendedor deixar de tratá-los com santidade; trata dos frutos de fora da Terra que entraram na Terra, vendidos como os frutos da própria Terra, salvo se reconhecíveis; traz o ensino de Rabi Chizkiya sobre o instrumento de medida que se tornou costumeiro, e o de Rabi Hoshaya sobre o dedo como medida; e fecha com a pergunta sobre o açougueiro kohen e o primogênito defeituoso, resolvida por Rabi Mana no sentido de que não se pode tratar o corpo do animal como mercadoria.