Sétima halachá do Perek Dalet de Massechet Sheviit: a Mishná ensina que, quando as azeitonas já trouxeram um quarto [de log] por se'á [de azeite], pode-se rachá-las e comê-las no campo; quando trouxeram meio log, tritura-se e unta-se com elas no campo; quando trouxeram um terço, tritura-se no campo e recolhe-se para dentro de casa — e o mesmo vale, nos demais anos do ciclo semanal, para a obrigação de dízimo; e todos os demais frutos da árvore seguem, para a santidade do sétimo ano, a mesma época que os rege para os dízimos. A guemará esclarece o que significa "um terço de log", traz o versículo sobre o ano do Jubileu para mostrar que, assim como o ano é santo, também sua produção é santa, e fecha com a célebre passagem sobre os sábios que expressavam seu amor pela Terra de Israel — beijando as pedras de Acre, atravessando o Jordão vestidos, rolando nas areias de Tiberíades e pesando nas mãos pedras e torrões de terra — em cumprimento do versículo sobre os servos de D-us que se agradam das pedras e apreciam o pó da Terra.
Mishná: Azeitonas que já trouxeram um quarto [de log de azeite] por se'á — racha-se e come-se com elas no campo. Trouxeram meio log — tritura-se e unta-se com elas no campo. Trouxeram um terço — tritura-se no campo e recolhe-se para dentro de casa; e assim também, nos demais anos do ciclo semanal, ficam obrigadas a dízimos. E todos os demais frutos da árvore: como é a sua época para os dízimos, assim é a sua época para o sétimo ano.
Halachá: "Azeitonas que já trouxeram um quarto [de log] por se'á..." etc. O que é "um terço de log"? [Refere-se, segundo] a baraita, às azeitonas que produzem três logs por se'á.
Halachá: Está escrito: "pois é o Jubileu, santo será para vós" etc. (Vayicrá 25:12). Assim como ele [o ano] é santo, também sua produção é santa.
Halachá: Rabi Yosei ben Chanina beijava as pedras de Acre e dizia: "até aqui é a Terra de Israel". Rabi Zeira atravessava o Jordão com suas próprias vestes [sem se despir]. Rabi Chiya bar Abba rolava-se nas areias de Tiberíades. Rabi Chiya, o Grande, pesava pedras [nas mãos]. Rabi Chananiá pesava torrões de terra — para cumprir o que foi dito: "pois teus servos se agradam das suas pedras, e do seu pó se apiedam" (Salmos 102:15).
A Mishná desta halachá muda de exemplo — das figueiras e videiras verdes, discutidas na halachá anterior, para as azeitonas — mas mantém o mesmo princípio: a partir de quando o azeite já formado dentro da azeitona permite tratá-la como fruto do campo ou como produto a recolher em casa. Com um quarto de log por se'á, ainda se rache e coma no próprio campo; com meio log, já se tritura e unta-se com o azeite ali mesmo; com um terço, tritura-se no campo mas já se recolhe o resultado para dentro de casa — e essa mesma escala de maturação determina, nos anos comuns do ciclo, quando as azeitonas ficam sujeitas a dízimo. A mishná fecha generalizando a regra: para todos os demais frutos da árvore, a época que os torna sujeitos a dízimos é a mesma que define sua santidade no ano sabático.
A guemará é breve: esclarece que "um terço de log" citado na mishná corresponde, segundo a baraita, às azeitonas cujo rendimento é de três logs de azeite por se'á, e traz o versículo do ano do Jubileu — "pois é o Jubileu, santo será para vós" — para ensinar, por analogia, que assim como o ano em si é santo, também a produção que dele brota é santa. Fecha com uma passagem à parte, mas ligada pelo tema da santidade da Terra: os sábios que demonstravam seu apego físico e afetivo à Terra de Israel — beijando suas pedras na fronteira de Acre, atravessando o Jordão sem se dar ao trabalho de tirar as roupas, rolando nas areias de suas praias, pesando nas próprias mãos pedras e torrões de terra — tudo em cumprimento do versículo dos Salmos sobre os servos de D-us que se agradam das pedras da Terra e se apiedam do seu pó.