Santificava as mãos e os pés, e tirava, e descia e mergulhava, subia e se enxugava. — Depois de concluídos os sacrifícios do carneiro, do carneiro do povo e dos sete cordeiros, repetia-se o mesmo procedimento: santificação de mãos e pés, remoção das vestes de ouro, e uma nova imersão, a sexta do dia.
Traziam-lhe as vestes brancas, e vestia, e santificava as mãos e os pés. Entrava para retirar a colher e o incensário. — Vestido novamente com as vestes de linho brancas, e após santificar mãos e pés, o Cohen Gadol entrava uma última vez ao Santo dos Santos para trazer de volta a colher e o incensário que ali havia deixado durante a etapa do incenso da manhã.
Santificava as mãos e os pés, e tirava, e descia e mergulhava, subia e se enxugava. — Após essa entrada, repetia-se novamente o ciclo completo: santificação, remoção das vestes de linho, e imersão, a sétima e última do dia.
Traziam-lhe as vestes de ouro, e vestia, e santificava as mãos e os pés, e entrava para queimar o incenso da tarde e para acender as lâmpadas. — Vestido pela última vez com as vestes de ouro, ele entrava ao Santuário para realizar duas tarefas rotineiras que encerravam o serviço diário: a queima do incenso da tarde sobre o altar de ouro, e o acender ou ajuste das lâmpadas da Menorá.
E santificava as mãos e os pés, e tirava. — Concluído todo o serviço do dia, santificava as mãos e os pés uma derradeira vez e retirava as vestes de ouro.
Traziam-lhe suas próprias vestes, e vestia. E o acompanhavam até sua casa. — Já sem nenhuma função sacerdotal restante, o Cohen Gadol voltava a vestir suas roupas particulares, e o povo o escoltava com honra até sua residência.
E fazia um dia de festa para seus amigos, no momento em que saía em paz do Santo. — Por ter concluído com sucesso e sem incidentes o serviço mais solene e perigoso do ano — a entrada ao Santo dos Santos —, o Cohen Gadol celebrava com uma refeição festiva entre seus entes queridos, expressando alívio e gratidão por ter saído com vida do lugar mais sagrado do Templo.
O versículo situa a remoção das vestes de linho já ao final da entrada ao Santo dos Santos, mas não descreve o vaivém completo de imersões e trocas de vestes que a tradição oral reconstrói para o restante do dia — a saída para o incenso da tarde e as lâmpadas, e o retorno final às vestes próprias. A mishná preenche essa lacuna com o procedimento minucioso transmitido pela tradição, cada etapa marcada pela mesma fórmula de santificação de mãos e pés, remoção, imersão e nova vestimenta, ecoando o padrão já estabelecido para as trocas anteriores do dia.
O Rambam liga esta mishná à seguinte, explicando o sistema de perguntas ao Urim VeTumim que dependia justamente das oito vestes do Cohen Gadol aqui descritas.
Ao dizer "com estas se consulta", quer dizer que não se consulta o Urim VeTumim senão com o Cohen Gadol vestido com estas oito vestes. E a forma da consulta era esta: o Cohen Gadol virava o rosto para a arca, e quem perguntava virava o rosto para as costas do sacerdote, e dizia-lhe: "farei tal e tal coisa, ou não?", e o sacerdote lhe respondia "faze" ou "não faças", conforme o que lhe aparecia no peitoral.
Bartenura esclarece que "acender as lâmpadas" refere-se ao acender propriamente dito; Rashi, no mesmo sentido, situa cada etapa dentro da sequência das sete imersões do dia.
"E para acender as lâmpadas" — este "acender" [em hebraico, "hetiv", literalmente "melhorar" ou "consertar"] refere-se ao próprio ato de acendê-las.
"E depois seu carneiro e o carneiro do povo, e depois as partes de gordura da oferenda de pecado" — tudo isso na terceira imersão. "E depois o tamid da tarde" — na quinta imersão; e aqui não se trata da retirada da colher e do incensário, pois é evidente para nós que esta vem depois do carneiro e do carneiro do povo, como se ensina em outro capítulo. Diz o versículo "e saiu e fez" etc., e esta é a primeira saída mencionada na passagem; por isso, necessariamente, antes da retirada da colher e do incensário ele realiza esses [sacrifícios], com uma interrupção entre eles.