Seus irmãos o viram que descera, e eles correram e vieram. Apressaram-se e santificaram suas mãos e seus pés na bacia; tomaram as pás e os garfos e subiram ao topo do altar. Os membros e as gorduras que não se consumiram desde a véspera, removiam-nos para os lados do altar. Se os lados não comportavam, arrumavam-nos no rebordo, sobre a rampa.
Assim que os demais sacerdotes — os “irmãos” do encarregado, isto é, os outros membros do grupo de serviço — veem que aquele que separou as cinzas desceu do altar e depositou as brasas a seu oriente, eles correm até a bacia (kior) para se purificarem também, condição necessária para qualquer trabalho no altar. Tomam então dois tipos de ferramenta: as pás (magrefot), usadas para recolher e amontoar as cinzas, e os garfos (tzinorot), usados para revolver e deslocar peças maiores. Sobem ao topo do altar e cuidam dos membros de holocaustos e das gorduras de outras ofertas que não terminaram de se consumir durante a noite: normalmente os empurram e afastam para os lados do altar, sobre o rebordo (sovev); mas se a quantidade é tanta que os lados não os comportam, arrumam-nos sobre a rampa (kevesh), na parte que fica defronte ao rebordo.
Rambam explica que magrefot é um nome já conhecido, referindo-se às pás; e tzinorot são espetos, usados para revolver e levantar as peças. “Sonkin” significa que faziam delas algo como um monte. E quanto ao que se disse “no rebordo, sobre a rampa”, o sentido é: sobre a rampa, na parte correspondente ao rebordo; e quando se desenha a rampa e o altar, fica claro como é o rebordo e o restante.
Bartenura explica que “seus irmãos” refere-se ao sacerdote que separou as cinzas do altar na mishná anterior. “Que descera”: do altar, depois de depositar as brasas a seu oriente. “Eles correram e santificaram suas mãos e seus pés”: a fim de poderem realizar o serviço. Sobre “sonkin”: removiam-nas — termo de sacudir e balançar, como em “kegdi missankan” (Pessachim 3b), um cabrito cansado por ser sacudido e chifrado por outros que topam uns nos outros; também aqui “sonkin” significa que sacodiam e viravam as peças com os garfos para os lados do altar. Sobre “no rebordo, sobre a rampa”: ou seja, sobre a rampa que fica defronte ao rebordo.