Aquele que transporta corda é obrigado na medida de fazer uma alça para um cesto. A medida do gemi — junco — é a medida de fazer um laço para pendurar uma peneira ou um crivo. Rabi Yehudá diz: a medida é a de tomar dele a medida de um sapato para uma criança. A medida do papel é a medida de escrever nele um recibo de cobrador de impostos. E aquele que transporta o próprio recibo de cobrador de impostos é obrigado — ainda que seja menor que essa medida, pois ele já é significativo por si mesmo. A medida do papel apagado — que já não serve para escrever — é a medida de envolver a boca de um pequeno frasco de perfume.
A Mishná prossegue aplicando, agora a objetos de uso doméstico e comercial, o mesmo princípio geral de hotzaá estabelecido para os líquidos na mishná anterior.
Por que esta Mishná gira em torno deste versículo. Este trecho de Shemot introduz a construção do Mishkan logo após reiterar a proibição do Shabat — é dessa justaposição que os Sábios derivam que as trinta e nove categorias de melachá proibidas no Shabat são precisamente aquelas que foram necessárias para erguer o Tabernáculo. A corda e o junco lembram os cordames e amarras usados no acampamento e nas tendas; o papel e o recibo de cobrador de impostos representam a extensão do princípio a objetos do cotidiano comercial da época da Mishná. A Guemará (Shabat 78a-78b) explica que a lógica de todas essas medidas é a mesma: cada objeto tem seu "shiur" — sua medida mínima de significância — definido pelo uso mais comum e mais modesto que se faz dele. O caso do kesher mochsin é excepcional: como o próprio documento já tem valor legal e prático independente de seu tamanho físico, quem o transporta é obrigado mesmo que ele seja fisicamente menor que a medida padrão do papel.
Como esta Mishná foi codificada em lei prática pelo Rambam.
O que os grandes comentadores dizem sobre a lógica que fixa cada medida mínima destes objetos.
Gemi é o junco, e em hebraico a palavra é gomá. "Talai" é como uma alça pela qual se pendura algo. E nafá é conhecida — é a peneira de furos finos. E kevará é o crivo, cujos furos são mais largos.
E "recibo de cobrador de impostos" é o sinal que escrevem os coletores do dízimo e os cobradores de impostos, para informar que fulano já pagou o que devia, e sua medida é de duas letras...
"Papel apagado" é um documento de papel que foi anulado e não se pode mais cobrar dívida com ele. E paliton é o bálsamo perfumado, que é o almíscar. E não é a halachá como Rabi Yehudá.
"Alça para um cesto" — para segurá-lo por ela. "Laço" — para pendurar por ele, e sua medida é menor que a da alça do cesto. "Medida de sapato" — para mostrar ao artesão: "preciso desta medida", e sua medida é menor que a do laço.
"Papel" — feito de ervas. "Recibo de cobrador de impostos" — às vezes uma pessoa paga o imposto na entrada de um rio, e recebe um selo para mostrar ao cobrador do outro lado do rio que já pagou.
"Papel apagado" — que já não serve para escrever; por isso precisa de uma medida maior, para envolver a boca de um frasco.
"Papel apagado" — já não serve mais para escrever; por isso precisa de uma medida maior, para envolver a boca de um frasco de perfume, compensando com tamanho o que perdeu em utilidade de escrita.
"Pergaminho, a medida de escrever uma porção pequena" — a explicação virá na próxima mishná, mas a lógica já se anuncia aqui: como seu preço é caro, não se faz dele recibo de cobrador de impostos, mas apenas tefilin e mezuzot, e por isso não se aplica a ele a medida pequena do papel comum.
"Tinta, a medida de escrever duas letras" — para marcar duas peças de um utensílio, ou duas tábuas, a fim de emparelhá-las — encerrando, com esta nota, a transição da Guemará para os objetos de escrita que a próxima mishná desenvolverá em detalhe.