בס’ד

Conceitos sobre Conversão

Original no site www.yeshiva.org.il

01

Sobre o Judaísmo e Segregação.

As leis que legitimam a conversão existe, e não há duvidas sobre isso e estas leis estão entre as leis mais maravilhosas que existem em nossa Torah. E apesar de haver a reclamação contra nós de segregarmos, a Torá ensina que qualquer não-judeu que deseja em verdade e sinceridade juntar-se ao povo de Israel, pode fazê-lo.

Os Alemães nazistas, que seus nomes sejam apagados, não concederam a oportunidade para nenhum outro povo compartilhar ou juntar-se a eles em sua queda. Também os Judeus, convertidos ou assimilados, tornando-se também nazistas, não deram oportunidade a quem os buscasse em sua queda. O caminho adotado pelo povo de Israel não foi este, pois todo não-judeu que deseja juntar-se a nós, pode fazê-lo em conformidade com a Halachá Judaica.

É bem verdade, que nós podemos manifestar certa segregação. Mas em certo ponto isto nos é positivo, pois temos sobre nós a responsabilidade de reparar este mundo, e sobre isso falou o Rav Menashé de Iliah, enquanto um pequeno inseto ainda não estiver cômodo neste mundo, significa que a redenção ainda não chegou. Nosso desejo natural é ser bom para todos e auxiliar a todos, e assim estamos sempre prontos a melhorar este mundo. Enquanto os Alemães nazistas, apagados sejam seus nomes, pensavam que eram um “povo especial”, atribuíam a si o mérito do mundo e pensavam ser donos de tudo, e que as demais nações deveriam servi-los como escravos. Mas não é assim conosco, que somos misericordiosos assim como nossos pais usaram de misericórdia, e até mesmo sobre nossos inimigos nós expressamos misericórdia.

Assim sendo, mesmo que um Alemão ou Árabe, ainda que este seja filho de alguém que causou um grande mau a Israel, quiser de todo seu coração juntar-se a nós, recebe-lo-emos! E ama-lo-emos assim como um de nossos irmãos, e mais ainda do que um natural, pois fomos ordenados dedicar um amor especial ao convertido, como foi dito (Devarim 10:19)

E amareis o estrangeiro, pois fostes estrangeiros na terra do Egito.

02

Sobre o Relacionamento com o Convertido.

Um convertido é um judeu em todos os aspectos, salvo que sobre o convertido devemos buscar dedicar mais honra do que sobre um judeu de nascimento, por causa da enorme dificuldade que um Guer tem diante de si. Pois ele deixou seu povo e seu país, e juntou-se a um povo sábio e inteligente, com cultura e tradições antigas, que não são de fácil absorção, mesmo após muitos anos de estudo. Esta transição extrema exige uma grande força interior, e um insulto, mesmo o menor que seja, pode minar a confiança em si próprio e causar uma enorme tristeza.

E por isso nos ensina a Torá que todo aquele que aflige um Guer, causa sobre si três transgressões de mandamentos negativos:
 (ב”מ נט, ב)  Um Guer é um judeu para todos os efeitos, portanto, deve observar a ordem “ולא תונו איש את עמיתו” “Ninguém, pois, engane ao seu próximo” (ויקרא כה, יז).

E em outras dois transgressões adicionais incorrem aquele que aflige um Guer: “וְגֵר לֹא תוֹנֶה וְלֹא תִלְחָצֶנּוּ כִּי גֵרִים הֱיִיתֶם בְּאֶרֶץ מִצְרָיִם””O estrangeiro não afligirás, nem o oprimirás; pois estrangeiros fostes na terra do Egito.” (שמות כב, כ).E ainda é acrescentado veementemente na parashá de Kedoshim: “E quando o estrangeiro peregrinar convosco na vossa terra, não o oprimireis.
Como um natural entre vós será o estrangeiro que peregrina convosco; amá-lo-ás como a ti mesmo, pois estrangeiros fostes na terra do Egito. Eu sou H”S vosso Deus.” (ויקרא יט, לג-לד).

Também nos mandamentos positivos, temos sobre nós a obrigação de dois mandamentos positivos, de amar o Guer (רמב”ם הל’ דעות ו, ד). Primeiramente como amamos um Judeu, (ויקרא יט, יח):”E amarás a teu irmão como a si mesmo”  “וְאָהַבְתָּ לְרֵעֲךָ כָּמוֹךָ” . E em um mandamento mais que temos de amar ao convertido: “וַאֲהַבְתֶּם אֶת הַגֵּר כִּי גֵרִים הֱיִיתֶם בְּאֶרֶץ מִצְרָיִם””E amareis o estrangeiro, pois fostes estrangeiros na terra do Egito.”  (דברים י, יט). Na verdade, não faltam motivos para externar seu amor a eles, já que deixaram sua terra natal, e escolheram se achegar e se ajuntar ao povo de Israel, é digno de amor duplo.

E mais, HKB”H ama o convertido, como está expresso em “וְאֹהֵב גֵּר לָתֶת לוֹ לֶחֶם וְשִׂמְלָה””e ama o estrangeiro, dando-lhe pão e roupa” (דברים י, יח). Que possamos nós todos também, amar e abraçar a um convertido, aceita-lo calorosamente, e demonstra-lo as qualidades elevadas do povo de Israel.

Rav Y. Lopes